segunda-feira, 10 de julho de 2017

TEMER Um pulo lá e outro cá

Como dizem lá no interior, foi "um pulo lá e outro cá", a viagem de Temer (foto), primeiro presidente acusado de corrupção, à reunião do G-20, em Hamburgo, na Alemanha, neste fim de semana.

Os sinais dessa pressa e preocupação com a marcha dos acontecimento políticos no país, estão no tipo de transporte que Michel Temer usou: um 767 da FAB, com mais autonomia de voo e que não precisa fazer escalas para reabastecer.

No entanto, para aparentar despreocupação com clima de crise grave que o país enfrenta, o presidente Temer sapecou para a mídia que estava "tranquilíssimo".

Ora, ora! Temer ainda pensa que consegue enganar a opinião pública. Se de fato estivesse tranquilo, não teria voltado antes do término dos trabalhos da reunião, no sábado.

Também não andaria cometendo gafes em sua fala, ao dizer que estaria, conforme noticiado, "fazendo voltar o desemprego". Sinal de desconcentração no que vai falar. Não foi a primeira.

Por essas e outras, Temer tenta aparentar uma falsa normalidade, vivendo um clima infernal no país. Mais dias, menos dias, o desfecho dessa crise se consumirá.

sexta-feira, 7 de julho de 2017

OBRAS Imobilidade governamental

É uma situação crítica a do governo Robinson Faria (PSD/RN) no Rio Grande do Norte desde seu início, há dois anos e meio, imobilizado diante da crise financeira que atingiu o Estado.  O governo foi nocauteado e não consegue reagir. (Na foto, obra inacabada do Terminal Pesqueiro Público de Natal.)

O estrago se avalia pela quantidade de obras públicas paralisadas. São ao todo 313 obras paradas e inacabadas, que estão sendo auditadas por uma comissão criada pelo Tribunal de Contas do Estado.

Tais obra estariam localizadas em pelo menos cem dos 167 municípios potiguares, conforme diz reportagem publicada pelo jornal Tribuna do Norte no final de junho. Há exemplos, portanto, espalhados por todo o RN.

Isso até onde a inspetoria de controle externo do TCE conseguiu realizar levantamento preliminar dos projetos nessa situação. Um montante de R$ 308 milhões investidos de um total de R$ 600 milhões.

Acrescente-se a essa paralisia, o mau funcionamento de hospitais públicos estaduais, a criminalidade e violência urbana sem controle e uma educação muito aquém da desejável.

Pelo sinais, não será surpresa de um final de governo com administração zero. O governo Robinson Faria apenas toca o trivial do dia a dia de qualquer gestão.

Aliás, o que faz muito mal, pois até aqui sem conseguir repor o calendário de pagamento em dia do funcionalismo. E assim segue candidato a uma das piores colocações no ranking das administrações governamentais do país.

quinta-feira, 6 de julho de 2017

GOVERNADOR Mal em tudo

O governador do Rio Grande do Norte, Robinson Faria (na foto), até aqui permanece sem dizer para que veio. Afinal, já percorreu mais da metade de seu mandato e não consegue deslanchar em nada.

Além de fazer um mau governo, sempre culpando a crise financeira, Robinson agora passa a ser um dos investigados pelo procurador geral da República, Rodrigo Janot.

O pedido de abertura de inquérito para investigação foi feito ao Supremo Tribunal Federal (STF), depois de ele, Robinson, e seu filho, deputado federal Fábio Faria (ambos do PSD/RN), terem sido alvo das delações de executivos da JBS. Que enrascada!

Segundo essas delações, o governador do RN e seu filho deputado pegaram propina da empresa JBS, algo em torno de R$ 10 milhões, na época em que ele era candidato ao governo no Estado.

Em contrapartida, ainda segundo as delações, Robinson prometia facilitações ao grupo empresarial na futura privatização da Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern).

O governador nega que haja ilegalidade, fato comum em casos de delações à Justiça, mas não deverá escapar pelo menos das investigações da PGR.

Diz o governador potiguar que foi tudo devidamente lícito. Para provar isso, Robinson Faria vai ter que apresentar consistente defesa jurídica.

quarta-feira, 5 de julho de 2017

BRASIL País de profundas desigualdades

Esta é uma preocupante notícia e ao mesmo tempo triste. "O Brasil é o décimo país mais desigual do mundo", segundo o Relatório de Desenvolvimento Humano da ONU, escreveu Marcelo Sakate na revista Veja desta semana. (Foto ao lado mostra contraste de edifícios ricos e favela na vizinhança.)

Baseada em informações de Tendências Consultoria, com dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) do IBGE e, também, da Receita Federal, a revista semanal nos traz um retrato da realidade de hoje no país.

Para começar, logo abaixo da manchete, o subtítulo diz que "Estudos revelam que o desequilíbrio de renda no Brasil é maior do que o estimado anteriormente". Não é só. Afirma também que a retomada na economia, a princípio, deverá alargar o fosso.

As novas análises nos deixa perplexos, pois mostram que a classe A (mais rica) representa 3,8% das famílias, porém fica com 38% da renda total no país, porcentual superior ao estimado anteriormente.

Já as classes D e E (mais pobres) que representam 54,3%, portanto, a maioria da população, ficam com apenas 16,3% da renda nacional.

É fato que vem sendo assim há décadas no Brasil, apesar de alguma melhora em anos recentes, conforme nos lembra a reportagem.

A piora desse quadro, como de um paciente de doença crônica, tem no diagnóstico uma causa apontada: a recessão econômica que o país enfrenta.

terça-feira, 4 de julho de 2017

IMÓVEIS Setor ainda sofre com crise

Embora a Abecip (Associação Brasileira de Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança) informe que o financiamento do setor avançou em maio, atingindo R$ 3,56 bilhões, ainda há crise a vencer na recuperação deste mercado.

Proprietários de casas e apartamentos estão enfrentando dificuldades para locação. Tanto é que no Rio o preço do aluguel caiu 5,74% em um ano e lá existem 14,4% de imóveis vagos.

Em razão dessa dificuldade, aqui mesmo em Natal, donos de imóveis estão deixando de reajustar o imóvel no período, para mantê-lo ocupado se o inquilino é bom pagador. A tentativa de reajustar o aluguel pode deixar o imóvel desocupado por tempo indefinido.

Há até proprietários que reduzem as exigências, com dispensa do fiador, e aceita um preço menor do que o inicialmente pedido para conseguir alugar o imóvel.

Contudo, afirma a Abecip, respaldado nos indicadores do financiamento imobiliário, que em maio o volume de crédito foi melhor que em abril, como também em unidades financiadas.

segunda-feira, 3 de julho de 2017

PLANOS Lucro versus clientela

Notícia dá conta de que planos de saúde mesmo perdendo clientes hoje em dia, conseguem lucro que sobe mais de 66%, conforme foi destaque da edição de O Globo deste domingo, 2 de julho.

Ora, operadoras compensam queda com reajustes que chegam a 40%. Mas reajustes mais altos só podem ocorrer em contratos por adesão coletiva, que são realizados por associações de classe, sindicatos e categorias funcionais, por exemplo, ou por planos de empresas.

Há casos, em que esses planos de saúde coletivos chegam a representar hoje 80% do mercado, segundo a reportagem do jornal. Tornou-se, portanto, o filé dos planos, porque são reajustados de acordo com os custos e o governo não se intromete.

Já os planos de saúde individuais, esses são regulados pelo governo, via Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), cuja alta recente atingiu só 13,55%.

Eis porque fica cada vez mais difícil a adesão por planos individuais no mercado. Há operadoras que está torcendo o nariz para essa demanda.

Na verdade, para que esse mercado de planos individuais seja mais aberto, as operadoras sugerem regulação menor do setor, reajuste baseado na alta dos custos e redução de cobertura. Empresas operadoras alegam que enfrentam alta insustentável de custos.

Diante dessa questão, há quem preveja, que marchamos para que planos de saúde se tornem serviço de elite, como disse ao Globo Leandro Fonseca da Silva, diretor-presidente substituto da ANS.

Aliás, pode-se afirmar que isso já vem acontecendo, enquanto que o Sistema Único de Saúde (SUS) permanece mais sobrecarregado e sem dar resposta satisfatória à demanda pública.

TRAGÉDIA DA PANDEMIA

Com cerca de 300 mil mortos no Brasil pelo coronavírus, e um recorde em 24 horas de mais de 3.000 óbitos, a pandemia se tornou uma tragédia ...

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