sábado, 13 de outubro de 2018

Mercado da Avenida 4

Salvador (BA) tem seu Mercado Modelo, Fortaleza, seu Mercado Central, São Paulo, o Mercadão. São exemplos que Natal ainda não conseguiu seguir para atrair sua gente e turistas, suficientemente.

É claro, que aqui em Natal já houve tentativas com o Mercado de Petrópolis e o Mercado das Rocas, dois bairros da zona leste natalense. No entanto, ainda não conseguimos emplacar uma marca.

São mercados pequenos e sem maiores atrações que não conseguem se tornar marca de sucesso local. Pouco se houve falar, e eu, sequer, encontrei motivação para ir ao novo Mercado das Rocas.

Agora surge nova oportunidade para esta capital, se entender que o Mercado da Avenida 4, bairro do Alecrim, zona oeste, abandonado e transformado em antro de drogas e prostituição, pode ser útil.

Basta que a gestão municipal ou estadual, ou as duas juntas, tenham o mesmo propósito de dar a Natal um novo mercado, por sinal, que pode ser bem maior e mais atraente.

Está lá o logradouro em ruínas que, se receber um bom investimento, poderá dar a Natal um mercado de projeção turística, como nas capitais que hoje têm esse empreendimento público.

Quem aposta nesse projeto para 2019? E por que não? É só acreditar e mãos à obra. Primeiro, tem que se conseguir o dinheiro. Depois segue-se em frente.

terça-feira, 9 de outubro de 2018

A grosseria contra a diplomacia

Começou o segundo turno da  campanha presidencial com o candidato, deputado Jair Bolsonaro (PSL), pegando pesado contra o seu opositor, o ex-ministro Fernando Haddad (PT).

Bolsonaro chamou Haddad de "canalha" e "pau mandado de presidiário da corrupção", numa referência clara ao ex-presidente petista Luiz Inácio Lula da Silva.

Tudo porque Haddad lhe propôs um pacto para combater as fake news (notícias falsas), propaganda política que tomou conta do país nas redes sociais no primeiro turno da campanha.

É claro, que cada um tem seu estilo próprio de comportamento, e o do capitão reformado Bolsonaro é bem diferente em relação ao ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad.

Logo Haddad, coitado, que não é de briga. Se ao menos fosse Ciro Gomes (PDT), com certeza este não engoliria desaforo.  

Mas para um candidato que quer representar o país não deveria partir logo para cima do adversário com quatro pedras nas mãos, sem aparentemente nenhuma razão para isso.

Afinal, Haddad, com jeito moderado e elegante, estava apenas acenando com maneiras democrática e civilizada, para não apoiar o que vem se tornando um meio de campanha suja.

Não foi bem recebido e seu adversário o respondeu com deselegância. Por aí, vai se vendo que neste segundo turno a campanha para a Presidência do país pode se desenrolar de modo grotesco.

É lamentável que o Brasil ainda tenha de conviver com esses modos nesta campanha. O segundo turno está apenas começando e até 28 de outubro muito água vai rolar.

sábado, 6 de outubro de 2018

A onda das fake news

Nada menos que 75% dos brasileiros e brasileiras temem que as "fake news", notícias falsas, influenciem seu voto, revela pesquisa da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas e Serviço de Proteção ao Crédito (CNDL/SPC Brasil).

Nessa onda surfam 34% dos entrevistados que compartilham notícias de política nas redes sociais, e 60% que procuram checar a veracidade daquilo que lhe é enviado.

Mas entre o universo de entrevistados pela pesquisa, apenas 29% acompanham o horário eleitoral gratuito para se informar sobre propostas de campanha.

Essa nova forma de fazer política partidária nas redes sociais tipo Facebook, Twitter e WhatsApp se consolida como uma das principais ferramentas da propaganda de candidatos e de informação no processo eleitoral atual, de acordo com o que vemos.

No entanto, a disseminação de notícias falsas nesses meios é um problema que afeta a formação do pensamento crítico da população, segundo estudiosos do assunto.

Por isso que, essa constatação, de que 75% temem que as notícias falsas, mentirosas, caluniosas, difamatórias influenciem o voto da população, é um dado bastante preocupante hoje em dia.

Pelo menos até aqui, não vi a Justiça Eleitoral combater esse cinismo das fake news, que corre solta nas mídias sociais, contaminando o ambiente político com esse lixo.

Considero um perigo para o desenvolvimento sadio do processo democrático, correndo risco de gerar resultados nas urnas não condizente com a realidade.

terça-feira, 2 de outubro de 2018

Urnas à prova de fraude

A provocação ao processo democrático de um dos presidenciáveis, mais precisamente o deputado Jair Bolsonaro (PSL), tem mais uma resposta dada pela mídia nacional sobre a questão.

"O TSE [Tribunal Superior Eleitoral] usa urna eletrônica à prova de fraude há 22 anos", informou O Globo ao país em seu noticiário desta segunda-feira, 1º de outubro, reta final do pleito.

Desde lá, nunca teve caso de fraude registrada. "Uma equipe de 300 engenheiros e especialistas atua na segurança do sistema, que passa por 30 procedimentos de auditagem e verificação".

"As urnas não são conectadas à internet", informou ainda o jornal em destaque de primeira página de sua edição. Então, questiono: por que a provocação por antecipação?

Seria para tumultuar o processo eleitoral mais adiante caso o candidato não consiga êxito nas urnas?

Ainda bem que em entrevista mais recente ao receber alta do hospital, ele mesmo se encarregou de desfazer o que disse, respondendo que se perdesse nas urnas nada tinha a fazer.

É assim mesmo que deve se comportar um candidato (ou cidadão) de bem num sistema democrático com lisura. Ou seja: aceitar o resultado que vier das urnas com o voto dos brasileiros e brasileiras.

No mais é seguir em frente, ajudando o país no que poder, mesmo mantendo uma oposição vigilante e crítica quando necessário. Assim fazem as sociedades civilizadas.

sábado, 29 de setembro de 2018

O Brasil dividido

Em meio a essa guerra ideológica brasileira de Esquerda versus Direita, o Brasil segue rachado para as urnas do primeiro turno do pleito eleitoral no domingo, dia 7 de outubro.

É bem provável que daí se seguirá para o segundo turno entre os dois mais votados, que devem ser Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL). Se for diferente considero zebra.

Mas o que eu quero contar dessa loucura das redes sociais em que se enfiou o país e que já extrapola para as ruas, foi o susto que tomei outro dia ao entrar numa revistaria como de costume.

Semanalmente, olho até por hábito de curiosidade, os destaques de todas as capas das revistas em exposição. Uma por uma para ver quais são os principais assuntos.

Pois bem, peguei a Carta Capital, de linha editorial pró-PT, e entrou um jovem que maliciosamente, sem me conhecer, com um sorriso se fazendo de entendido me indagou:

– De esquerda? – eu devolvi o sorriso e nada disse. Certamente, ele achou que eu não tinha entendido bem e novamente me perguntou: – De esquerda? – nada o respondi e ele ficou na dele.

É esse o Brasil de hoje nas mídias e nas ruas. Ou você é de direita ou de esquerda. Não tem mais meio termo. Os moderados foram riscados do mapa.

Parece que na cabeça de certas pessoas não existem mais os centristas, eleitores que buscam o centro das ideologias e/ou da vida político-partidária entre tantos partidos e candidatos.

Não se conta mais com tendências de centro-esquerda ou centro-direita. Agora você é rotulado de extrema direita (nazista) ou de extrema esquerda (comunista). Pronto, estamos conversados.

Nesse confronto louco, milhares viram apenas massa de manobra, sem entender bem o que é ser de direita ou de esquerda. Entende sim, o que é ser do  PT  (Partido dos Trabalhadores) ou ser antiPT.

O radicalismo político toma conta do país e se torna um risco antidemocrático. Deus que nos livre!

terça-feira, 25 de setembro de 2018

O dever de casa

Por que é que o Ceará faz o dever de casa, mas o governo do Rio Grande do Norte não? Quando eu estive em Fortaleza, entre final de agosto e início de setembro, o Estado vizinho comemorava seu destaque nacional na educação básica em 2017.

Alcançara no ano passado ,6,2 pontos no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) com salto de 60%  sobre os 3,8 pontos obtidos em 2007. Conquista que se deu mesmo em situação adversa, enfrentando a crise financeira do país que afetou o setor público.

Além disso, o Ceará tinha um governo central, o atual do presidente Michel Temer, que não lhe era favorável. Lá o Estado é governado pelo petista Camilo Santana que, segundo pesquisas de intenção de votos, deve se reeleger para mais quatro anos.

Diferentemente do Rio Grande do Norte, que tendo à frente o governador Robinson Faria (PSD), recebia favores do governo Temer (MDB), até por ter apoiado o impeachment da presidente petista Dilma Rousseff na época em que o vice assumiu.

Foi um "ótimo desempenho do Ceará", destacou em editorial o jornal cearense Diário do Nordeste. No RN, entretanto, nada parece ter funcionado até hoje desde que Faria tomou as rédeas do Estado para si com promessas não cumpridas.

Nem na educação, nem na saúde, nem na segurança pública, que foi sua maior aposta antes de assumir o governo, Robinson Faria não fez o essencial que fosse do reconhecimento público. Ficou tudo pelo caminho sobre a justificativa da crise financeira que o atrapalhou.

Daí se explica por que Robinson recebe baixa aprovação e mesmo com a máquina administrava estadual nas mãos, não consegue decolar nas pesquisas de intenção de votos. Está sempre a correr atrás do segundo colocado nas pesquisas. E o tempo do jogo está terminando.

Mercado da Avenida 4

Salvador (BA) tem seu Mercado Modelo, Fortaleza, seu Mercado Central, São Paulo, o Mercadão. São exemplos que Natal ainda não conseguiu s...

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