terça-feira, 13 de novembro de 2018

Nos pontos de ônibus

Tenho visto muita crítica aqui em Natal da ineficiência do transporte coletivo em si, que não oferece qualidade no serviço prestado nas linhas entre bairros da cidade.

Questões de frequência na linha, superlotação e desconforto da frota de ônibus. Além de abrigos de passageiros sem melhorias para a espera do ônibus.

Mas nenhuma reclamação com relação à desorganização nos pontos de ônibus. Primeiro os ônibus chegam e saem da parada como bem querem, ou seja, desordenadamente.

Outro dia estive observando isso num ponto de ônibus da rua Ulisses Caldas, em pleno centro da cidade, local de grande movimentação de usuários do transporte de ônibus urbano.

Não existe qualquer fiscalização por parte da prefeitura e seus órgãos competentes. O motorista chega à parada, fica o tempo que quiser ou para o ônibus em fila paralela atrapalhando o trânsito.

As pessoas correm de um lado para outro feitas baratas tontas, na tentativa de checar se é o ônibus da sua linha para deslocamento, sem que exista sequer fila de usuários para subir no veículo.

Fica lá aquele amontoado de gente correndo em massa para cima do ônibus, e salve-se quem puder. Diferentemente de outras capitais onde as filas organizadas facilitam o acesso.

Percebe-se que Natal ainda permanece num estágio de atraso, ainda nada civilizatório ou avançado. Bastava um guarda de trânsito municipal para disciplinar o embarque organizado.

Por se tratar de questão cultural, com o tempo as pessoas aprenderiam a se organizar em filas e aguardarem com calma o ônibus de sua linha urbana.

Até quando se vai conviver assim nesse caos, não sei. Só sei que permanecemos num atraso da idade da pedra. Com paradas em calçadas de lojas sem nenhuma estrutura adequada.  

sábado, 10 de novembro de 2018

O desmonte à Bolsonaro

Seria mesmo necessário a extinção do Ministério do Trabalho como pasta ministerial, anunciado pelo futuro governo do presidente eleito Jair Bolsonaro? 

Tudo indica que não pelo que representa de imprescindível nas relações entre trabalhadores e empregadores no país, principalmente agora numa conjuntura de desemprego elevado e de reforma trabalhista ainda em andamento.

Seu papel na fiscalização é por demais importante, mantendo o equilíbrio nas relações entre classes, bem como cobrando de quem deve ao governo e falhou nas suas obrigações.

Senão vejamos o que tem feito o Ministério do Trabalho no seu papel fiscalizatório: 

Basta dizer que, nos três primeiros trimestres de 2018, a fiscalização do Ministério do Trabalho recolheu mais de R$ 4,1 bilhão para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) por meio de autuações realizadas pela Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT).

O resultado é 19% superior ao alcançado no mesmo período de 2017, que totalizou à época R$ 3,43 bilhões de FGTS e de Contribuição Social, conforme dados do próprio ministério.

Isso é 53% superior ao valor de R$ 2,67 bilhões, arrecadado no mesmo período de 2016.

Além disso, com a chegada do e-Social, a SIT prepara alterações em seus sistemas de fiscalização, para que seja possível a realização de um acompanhamento ainda mais efetivo dos débitos do FGTS.

No entanto, o propósito do novo governo eleito parece ser bem diferente desse, e só o tempo nos mostrará as consequências de uma iniciativa no mínimo precipitada como a anunciada.
______________________________________________________
Postagens novas sempre às terças feiras e sábados de cada semana

terça-feira, 6 de novembro de 2018

Lembrando Ronald Gurgel

Antes que o luto termine, quero deixar aqui um pouco das minhas lembranças do empresário Ronald Gurgel, fundador da Saci, loja de material de construção, que fez nome no mercado potiguar.

Lamentei a morte de Ronald Gurgel, aos 83 anos, no domingo, 4 de novembro, com quem convivi em várias ocasiões, ele como líder empresarial lojista e eu na minha profissão de jornalista.

Sempre tive estima pelo empresário e dirigente de entidades de classe que ele foi, ainda quando era dono da Saci. Ronald passou por várias delas deixando seu legado de serviços prestados.

Sério, ponderado em suas palavras e de trato fino, essa foi a impressão que ele me passou quando ia entrevistá-lo em alguns encontros que tivemos no passado.

Como assessor que fui da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL/Natal), estivemos juntos em eventos aqui mesmo em Natal e quando viajávamos para fora do Estado, como nas convenções do comércio.

Sua seriedade não impedia que nos fizesse rir aqui e acolá com uma brincadeira. Era um homem simples que tratava a todos bem. Cumpriu sua missão e se foi nos deixando boas lembranças.

Como diz a nota de seu falecimento, "O que fica na vida não é o ponto de partida nem o ponto de chegada, são as sementes que plantamos ao longo do caminho". Grande verdade.

sábado, 3 de novembro de 2018

O entediamento das redes

As eleições já se foram mas as provocações, intrigas e tudo o mais permanecem nas redes sociais causando entediamento, como se o tempo tivesse parado no que já passou.

É como se muitos não tivessem o que fazer e teimam em ficar marcando o passo no mesmo lugar. Por que não cuidar de suas vidas e deixar isso pra lá até a próxima campanha política?

Na verdade, existem vencedores que gostam mesmo é de tripudiar em cima dos derrotados; e derrotados que parecem não se conformar e forçam o jogo da volta. 

E agora José, João, Pedro, Maria, Josefa, Augusta, enfim, todos e todas? A eleição acabou! Foi-se! Bem!...  Agora vamos viver das expectativas do presente e do futuro. O passado já não interessa.

Candidatos ou candidatas prometem muito nas campanhas brasileiras, criam ilusões no eleitorado, e fazem pouco – ou esquecem as promessas. Então, a fatura só é cobrada nas próximas eleições.

Isso vale para presidente da República, governadores, senadores, deputados, prefeitos e vereadores, enfim, esse mundo de gente eleita  com o voto nas urnas eletrônicas de hoje.

Quem escreveu e não leu, o pau comeu! Ou disse e depois esqueceu, vai ser julgado nas próximas eleições. Já, já, estaremos de volta às urnas.

Com tanta comunicação nas mídias tradicionais e nas redes de mídias sociais, o povo ficou sabido. Uma oposição vigilante é tudo que se precisa.

Por isso, você vencedor (ou vencedora) não vacile! Não tropece, não cometa asneiras! Se contrariar o eleitorado a fatura poderá vir alta e você não conseguir resgatá-la. Então, a dívida será executada.

Assim é a democracia! Assim é o jogo democrático, em que o povo diz quem sobe e quem desce.

Nos pontos de ônibus

Tenho visto muita crítica aqui em Natal da ineficiência do transporte coletivo em si, que não oferece qualidade no serviço prestado nas...

MAIS VISITADAS