sábado, 15 de dezembro de 2018

Atoleiro governamental

Ao que parece na história governamental potiguar, nunca um governo em quatro anos deu tão errado, sem conseguir sair da crise financeira em que se enfiou desde o início até chegar ao fim. Assim ficará registrado historicamente o governo Robinson Faria (PSD) no Rio Grande do Norte.

Com um rombo de mais de R$ 1 bilhão só em folhas de pessoal sem pagamento, essa herança maldita vai ser repassada ao novo governo a ser encarado pela petista Fátima Bezerra a partir de 1º de janeiro.

O rombo nas contas estaduais contabiliza duas folhas completas sem pagamento, referentes ao mês de dezembro e o 13º salário de 2018, somando aí mais de R$ 700 milhões.

Acrescente nesse montante mais uma parte da folha do 13º salário de 2017 não paga a quem ganha mais de R$ 5.000, e o a folha incompleta de novembro, as duas em torno de quase R$ 150 mil cada.

Fiasco governamental, não por falta de arrecadação suficiente, mas por problema administrativo, que o governador Robinson Faria e secretário estadual de Planejamento e Finanças, Gustavo Nogueira, não conseguiram contornar até hoje, fim de gestão pública.

Responsabilizar apenas a crise financeira que se abateu sobre as gestões públicas é injustificável. Até porque outros governos estaduais do próprio Nordeste passaram pelo mesmo e superaram.

A realidade aponta para falta de gestão em tempo hábil como saída de superação. Agora é esperar o que fará o próximo governo a fim de sanar as finanças do Estado, com tamanho rombo nas contas. 

terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Fim do Ministério do Trabalho

No vaivém do governo Bolsonaro (PSL), que ainda nem começou, mas que já esboça o desenho de como vai ser, a extinção do Ministério do Trabalho é considerada como "incompatível com a Constituição", segundo autoridades do governo Michel Temer (atual MDB).

O atual ministro do Trabalho, Caio Vieira de Mello, que vai deixar a pasta, diz que o fim do órgão trabalhista é "incompatível com a Constituição", conforme reportagem que está na Folha de S. Paulo.

Tanto é que, o ministro Vieira de Mello aprovou parecer jurídico que considera "ilusório argumento" o qual justifica a extinção da pasta a fim de tornar as relações econômica "mais livres" no Brasil, de acordo com o que escreveu a Folha.

Ao mesmo tempo em que retira o status de Ministério do Trabalho, o governo Bolsonaro fragmenta as atribuições dessa pasta remetendo aos ministérios da Economia, Justiça e Cidadania.

É o advogado da União Moacir Barros, ainda segunda a Folha, que no texto  publicado no Diário Oficial da União, de sexta feira 30, afirma que o fim de pasta é "incompatível com a Constituição", destacando os artigos que são violados.

Segundo ele, isso repercutirá "negativamente na eficiência da promoção de políticas públicas de trabalho e emprego no país", contrariando o artigo 37 da Constituição.

Também atenta contra o artigo 10 em que a Constituição estabelece a participação de trabalhadores e empregadores nos colegiados dos órgãos públicos para discutir e deliberar sobre interesses profissionais ou previdenciários.

Por fim, diz Barros, o artigo 1º da Constituição também é atingido, pois o fim da pasta, tal como quer o governo Bolsonaro, vai contrariamente a um dos fundamentos da República, que é "o valor social do trabalho".

terça-feira, 27 de novembro de 2018

Sociedade dos homens

Começou a desmoralização. Magistratura consegue elevar salários às alturas num país que se diz ainda em crise econômica. Mas que crise é essa que só uns são chamados a pagar a conta?

O Brasil é assim, sempre desigual. Será que o dizer popular se eternizou por aqui. Pois é, Brasil é pau que nasceu torto, permanecerá torto e não desentortará jamais. Quem quiser que se dane!

Para um país que quer lascar a classe trabalhadora com uma reforma previdenciária para sair do buraco, vem agora o STF (Supremo Tribunal Federal) e impõe o aumento de juízes que quer.

E os governos o velho ( do presidente Temer) e o novo (do eleito Bolsonaro), que vai tomar posse em janeiro, engolem coniventes e calados. Mas é assim que querem consertar este país? É piada para matar de rir.

O aumento de salários do STF pode gerar gasto extra de até R$ 1,6 bilhão para a União. Além, é claro, do chamado efeito cascata que vai desencadear país afora em Estados já afundados.

Mas é poder que pode, e os governos dependem deles para seus interesses. Assim é o Brasil de ontem, de hoje e do amanhã, se essa mentalidade corporativista não mudar.

Como prêmio de consolação para a sociedade, o ministro Luiz Fux, do STF, relator do tema, oferece como contrapartida a extinção do auxílio-moradia dos juízes.

Ora! ora! para um salário de ministro que vai beirar agora quase R$ 40 mil mensais, se ainda exigisse o tal auxílio-moradia, era rir da cara dos governantes e de todos nós sem dó.

Os magistrados tiveram aumento de 16,38% e passarão de R$ 33,7 mil mensais para R$ 39,2 mil.

sábado, 24 de novembro de 2018

O Brasil do Mais Médicos

À parte a questão ideológica, o que se sabe sobre esse programa, criado no governo da petista Dilma Rousseff, é a importância dele para o Brasil, conforme mostra reportagem da BBC News Brasil.

Basta dizer que, além de atender lugares longínquos onde a assistência médica nunca chegou antes, o programa transformou-se numa economia valiosa para o país.

"Como programa 'economizou' um terço do orçamento ao diminuir as internações", diz o título da reportagem do site da BBC, com texto de Matheus Magenta.

Lançado em 2013, pela então presidente Dilma Rousseff, o programa conseguiu produzir muito mais consultas, uma relação mais próxima entre médicos e pacientes, bem como economia de dinheiro público ao reduzir internações hospitalares com a chegada dos médicos cubanos.

Essas são conclusões apontadas pelos mais de 200 estudos que se dedicaram a entender e mapear o programa Mais Médicos, desde que foi criado para cobrir o país com assistência médica.

Vale salientar ainda, que esse relacionamento médico e paciente se deu de forma excelente, que mesmo com a inexistência de recursos materiais, a assistência dada por Cuba funcionou.

"Os problemas identificados em geral se assemelham àqueles enfrentados por profissionais que atuam no âmbito do Sistema Únicos de Saúde (SUS)", diz a reportagem da BBC.

Agora, cabe ao governo eleito de Jair Bolsonaro (PSL) a responsabilidade de mantê-lo e avançar nessas áreas tão carentes de assistência médica, com a participação dos próprios médicos brasileiros.

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Desligado

"Fico besta com quem perde a compostura por não gostar de algo ou alguém. Tão mais simples desconectar. Não ouça, não leia, não prestigie. Dê atenção ao que tem sintonia com você. E toque sua vida, sem agredir." (Conselho, bem dado, da cronista Martha Medeiros.)
 
 É isso aí! Já faço assim. Simplesmente, me desligo e sigo em frente. Não sou obrigado a ouvir o que não está em sintonia comigo. Fico em paz comigo mesmo. Melhor do que ficar respondendo, ou permanecer me desgastando para satisfazer o ego dos outros. Não, não vou nessa. Tô fora! Gasto minha energia com o que me interessa. Um papo amigo, agradável, inteligente, que me faça viver melhor e aprender mais.

sábado, 17 de novembro de 2018

Déficit assistencial

Com a saída dos profissionais da saúde cubanos do programa Mais Médicos, que atingirá mais de 8.000 vagas no país, a partir do próximo ano, aumentará o déficit assistencial nessa área nos municípios brasileiros situados em lugares longínquos das capitais.

Essa pelo menos é a expectativa por enquanto com a decisão do governo eleito de Jair Bolsonaro (PSL) em relação ao programa, pelo fato de o governo cubano não aceitar as condições impostas. O Mais Médicos foi criado no governo petista da ex-presidente Dilma Rousseff.

Só o Rio Grande do Norte, em particular, perde 142 médicos com a saída dos profissionais cubanos, que atuam em 67 municípios potiguares. Tal situação preocupa prefeitos e população desses municípios atingidos, que deverão ficar à mercê de outra solução.

Em vez de romper apressadamente, melhor não seria realizar esse rompimento por etapas gradativas, até ter todo o déficit coberto de outra forma por profissionais brasileiros ou de outros países? Isso evitaria, é claro, deixar desassistidos os municípios beneficiados pelo Mais Médicos.

Para ir para lugares mais longínquos trabalhar no programa, médicos brasileiros exigem melhores salários e condições de trabalho nesses municípios. Importar médicos de outros países também não é nada fácil sem oferecer contrapartidas vantajosas.

sexta-feira, 16 de novembro de 2018

Canelada à Bolsonaro

Repercute negativamente à forma repentina e sem planejamento que o futuro governo Bolsonaro está rompendo com Cuba o programa Mais Médicos. O país poderia, antes, preparar-se para tal medida. Deixar municípios sem assistência médica é uma forma desastrada de começar a governar este Brasil tão cheio de graves problemas a resolver. Isso pode agradar seus apoiadores, mas não a população atingida.

terça-feira, 13 de novembro de 2018

Nos pontos de ônibus

Tenho visto muita crítica aqui em Natal da ineficiência do transporte coletivo em si, que não oferece qualidade no serviço prestado nas linhas entre bairros da cidade.

Questões de frequência na linha, superlotação e desconforto da frota de ônibus. Além de abrigos de passageiros sem melhorias para a espera do ônibus.

Mas nenhuma reclamação com relação à desorganização nos pontos de ônibus. Primeiro os ônibus chegam e saem da parada como bem querem, ou seja, desordenadamente.

Outro dia estive observando isso num ponto de ônibus da rua Ulisses Caldas, em pleno centro da cidade, local de grande movimentação de usuários do transporte de ônibus urbano.

Não existe qualquer fiscalização por parte da prefeitura e seus órgãos competentes. O motorista chega à parada, fica o tempo que quiser ou para o ônibus em fila paralela atrapalhando o trânsito.

As pessoas correm de um lado para outro feitas baratas tontas, na tentativa de checar se é o ônibus da sua linha para deslocamento, sem que exista sequer fila de usuários para subir no veículo.

Fica lá aquele amontoado de gente correndo em massa para cima do ônibus, e salve-se quem puder. Diferentemente de outras capitais onde as filas organizadas facilitam o acesso.

Percebe-se que Natal ainda permanece num estágio de atraso, ainda nada civilizatório ou avançado. Bastava um guarda de trânsito municipal para disciplinar o embarque organizado.

Por se tratar de questão cultural, com o tempo as pessoas aprenderiam a se organizar em filas e aguardarem com calma o ônibus de sua linha urbana.

Até quando se vai conviver assim nesse caos, não sei. Só sei que permanecemos num atraso da idade da pedra. Com paradas em calçadas de lojas sem nenhuma estrutura adequada.  

sábado, 10 de novembro de 2018

O desmonte à Bolsonaro

Seria mesmo necessário a extinção do Ministério do Trabalho como pasta ministerial, anunciado pelo futuro governo do presidente eleito Jair Bolsonaro? 

Tudo indica que não pelo que representa de imprescindível nas relações entre trabalhadores e empregadores no país, principalmente agora numa conjuntura de desemprego elevado e de reforma trabalhista ainda em andamento.

Seu papel na fiscalização é por demais importante, mantendo o equilíbrio nas relações entre classes, bem como cobrando de quem deve ao governo e falhou nas suas obrigações.

Senão vejamos o que tem feito o Ministério do Trabalho no seu papel fiscalizatório: 

Basta dizer que, nos três primeiros trimestres de 2018, a fiscalização do Ministério do Trabalho recolheu mais de R$ 4,1 bilhão para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) por meio de autuações realizadas pela Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT).

O resultado é 19% superior ao alcançado no mesmo período de 2017, que totalizou à época R$ 3,43 bilhões de FGTS e de Contribuição Social, conforme dados do próprio ministério.

Isso é 53% superior ao valor de R$ 2,67 bilhões, arrecadado no mesmo período de 2016.

Além disso, com a chegada do e-Social, a SIT prepara alterações em seus sistemas de fiscalização, para que seja possível a realização de um acompanhamento ainda mais efetivo dos débitos do FGTS.

No entanto, o propósito do novo governo eleito parece ser bem diferente desse, e só o tempo nos mostrará as consequências de uma iniciativa no mínimo precipitada como a anunciada.
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Postagens novas sempre às terças feiras e sábados de cada semana

terça-feira, 6 de novembro de 2018

Lembrando Ronald Gurgel

Antes que o luto termine, quero deixar aqui um pouco das minhas lembranças do empresário Ronald Gurgel, fundador da Saci, loja de material de construção, que fez nome no mercado potiguar.

Lamentei a morte de Ronald Gurgel, aos 83 anos, no domingo, 4 de novembro, com quem convivi em várias ocasiões, ele como líder empresarial lojista e eu na minha profissão de jornalista.

Sempre tive estima pelo empresário e dirigente de entidades de classe que ele foi, ainda quando era dono da Saci. Ronald passou por várias delas deixando seu legado de serviços prestados.

Sério, ponderado em suas palavras e de trato fino, essa foi a impressão que ele me passou quando ia entrevistá-lo em alguns encontros que tivemos no passado.

Como assessor que fui da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL/Natal), estivemos juntos em eventos aqui mesmo em Natal e quando viajávamos para fora do Estado, como nas convenções do comércio.

Sua seriedade não impedia que nos fizesse rir aqui e acolá com uma brincadeira. Era um homem simples que tratava a todos bem. Cumpriu sua missão e se foi nos deixando boas lembranças.

Como diz a nota de seu falecimento, "O que fica na vida não é o ponto de partida nem o ponto de chegada, são as sementes que plantamos ao longo do caminho". Grande verdade.

sábado, 3 de novembro de 2018

O entediamento das redes

As eleições já se foram mas as provocações, intrigas e tudo o mais permanecem nas redes sociais causando entediamento, como se o tempo tivesse parado no que já passou.

É como se muitos não tivessem o que fazer e teimam em ficar marcando o passo no mesmo lugar. Por que não cuidar de suas vidas e deixar isso pra lá até a próxima campanha política?

Na verdade, existem vencedores que gostam mesmo é de tripudiar em cima dos derrotados; e derrotados que parecem não se conformar e forçam o jogo da volta. 

E agora José, João, Pedro, Maria, Josefa, Augusta, enfim, todos e todas? A eleição acabou! Foi-se! Bem!...  Agora vamos viver das expectativas do presente e do futuro. O passado já não interessa.

Candidatos ou candidatas prometem muito nas campanhas brasileiras, criam ilusões no eleitorado, e fazem pouco – ou esquecem as promessas. Então, a fatura só é cobrada nas próximas eleições.

Isso vale para presidente da República, governadores, senadores, deputados, prefeitos e vereadores, enfim, esse mundo de gente eleita  com o voto nas urnas eletrônicas de hoje.

Quem escreveu e não leu, o pau comeu! Ou disse e depois esqueceu, vai ser julgado nas próximas eleições. Já, já, estaremos de volta às urnas.

Com tanta comunicação nas mídias tradicionais e nas redes de mídias sociais, o povo ficou sabido. Uma oposição vigilante é tudo que se precisa.

Por isso, você vencedor (ou vencedora) não vacile! Não tropece, não cometa asneiras! Se contrariar o eleitorado a fatura poderá vir alta e você não conseguir resgatá-la. Então, a dívida será executada.

Assim é a democracia! Assim é o jogo democrático, em que o povo diz quem sobe e quem desce.

sábado, 27 de outubro de 2018

O que a História nos contará?

A véspera de uma eleição presidencial de segundo turno, neste 28 de outubro, em que a nação se encontra rachada em dois lados, a pergunta que mais me ocorre é: o que a História, assim mesmo com H maiúsculo, nos contará no futuro? Quem viver, verá!

Porque o presente, ganhe quem ganhar, não vai ser suficiente para nos dizer, essa pergunta que, no momento, não me deixa calar, e deve ser a mesma que em muitos de nós brasileiros e brasileiras bate fundo ao termos que escolher um candidato democraticamente, em voto secreto na urna.

Para o bem ou para o mal vamos às urnas eletrônicas para o "Confirme" que caminho queremos entre dois candidatos. Será que este sofrido Brasil vai escolher certo ou errado? Eis aí a questão.

Daí só o futuro com o decorrer do presente vai nos responder essa questão da escolha. No presente, a maioria que vai sair vitoriosa das urnas vai querer que, sim, nós acertamos. Já o lado perdedor vai nos dizer que não. E vai pagar para ver o desastre.

Se não der certo na escolha que neste domingo fizermos, o melhor mesmo é nos unirmos e buscarmos um meio termo, talvez numa futura eleição daqui a mais quatro anos se as regras prevalecerem.

A união é um valor eterno, que Deus nos deixou para sempre. O que se diz às vezes sobre a escolha de um meio termo é: nem tanto ao mar, nem tanto à terra. Talvez falte nós este bom senso.

Nestas eleições mesmo, no primeiro turno dos presidenciáveis , o Brasil esteve muito claro diante desta oportunidade, com vários candidatos se apresentando para a escolha.

No entanto, preferimos a polarização radical entre dois candidatos de direita e esquerda. Agora não existe mais volta. Nós caminharemos para um lado ou para o outro, de acordo com a nossa escolha.

As consequências, sejam para o bem, sejam para o mal virão para todos. Por isso, entre a dúvida e a certeza, de que fiz a minha parte e escolhi bem, é melhor transferirmos essa responsabilidade: seja o que Deus quiser – ou foi nós mesmos que assim quisemos?

terça-feira, 23 de outubro de 2018

Rejeição pelos planos

Dou um doce a quem conseguir se inscrever hoje, individualmente (pessoa física), num plano de saúde a partir da faixa etária dos 59 anos  – a dos idosos. É rejeitado prontamente.

Aos planos de saúde só interessam mesmo o bem bom, que são as adesões coletivas de grupos, planos familiares e planos empresariais bancados por empresas.

Entenda por quê. Esses contratos coletivos, por adesão de grupos, rendem um bom dinheiro, e os reajustes anuais são arbitrados pelos próprios planos sem interferência do governo. São reajustes de 18% a 20% nas mensalidades, para uma inflação baixíssima como é divulgada pelo governo.

Já os individuais (pessoa física) não. O reajuste é arbitrado pela Agência Nacional de Saúde (ANS), que se baseia na inflação e aí estabelece um índice mais ou menos justo.

Essa é a maior revolta dos planos de saúde, que querem receber valores bem acima da inflação, segundo dizem, para cobrir os custos médico-hospitalares que acham o ideal para seu lucro.

Nessa queda de braço entre empresas de planos de saúde e governo federal, quem sai perdendo é a população, mais precisamente a faixa etária de idade avançada.

Até porque é nesta faixa etária depois dos 59 anos em diante, que se precisa de mais cuidados com a saúde e usa-se, então, mais a assistência dos planos. Os jovens não, estes passam até sem planos.

Essa é uma questão que se arrasta no país e governo nenhum contorna. Com isso a população envelhecida vai morrendo à míngua, porque a saúde pública não é suficiente para atender.

Nesta campanha eleitoral das fake news (notícias falsas), os presidenciáveis sequer se preocuparam em focar uma proposta para essa questão da assistência à saúde pelos planos.

Quem assumir o governo vamos ver como vai ficar. Algo se terá que fazer urgentemente.

terça-feira, 16 de outubro de 2018

Sem ponto final

Ganhe quem ganhar as eleições do segundo turno de 28 de abril neste Brasil dividido, a luta não termina. É como vencer apenas uma batalha: a do pleito eleitoral. Mas sem ponto final.

O candidato vencedor terá pela frente o desafio dos muitos e graves problemas que a nação espera dele ver resolvidos em pelo menos quatro anos de gestão presidencial ou governamental.

Isso vale para A ou para B que assumir o comando com a vitória nas urnas. É a partir dai que a verdadeira luta começa e que é capaz ao longo do tempo desgastar qualquer governante.

Uns conseguem se saírem bem, enquanto outros não. É claro, que vai depender muito do apoio que continuar recebendo para administrar as questões maiores e mais urgentes no caso do país.

Muitos interesses, evidentemente, serão contrariados de uma parte ou de outra. Ninguém resolve nada como se tivesse nas mãos apenas uma varinha mágica para acioná-la na hora que quiser.

Há por exemplo o ajuste fiscal como mais urgente, que se não for feito, o país despenca de vez ladeira a baixo. Aí entra a reforma da previdência um dos temas mais delicados a resolver.

Queira-se ou não, nesta e em outras questões, medidas impopulares terão que ser tomadas, doa em quem doer. Ou não se faz reforma e o país fica a mercê da própria sorte.

Outro grave problema é o da segurança pública nos Estados que precisa de investimentos e é o que mais perturba a paz pública, com altos índices de violência.

A saúde e a educação, áreas sensíveis e vitais, também estarão à espera de bons governantes, isso sem achar que apenas com a mudança de governante a questão da corrupção estará resolvida.

Tudo terá que ser jogado conforme as regras do jogo político democrático. Vai exigir um governo competente nas articulações e negociações de seus projetos com o Congresso.

O dia seguinte à vitória, digamos que é a hora do vamos ver. Como se diz, sabiamente, Deus não tem ponto final. Ninguém consegue deter o curso da história. Sigamos em frente.

sábado, 13 de outubro de 2018

Mercado da Avenida 4

Salvador (BA) tem seu Mercado Modelo, Fortaleza, seu Mercado Central, São Paulo, o Mercadão. São exemplos que Natal ainda não conseguiu seguir para atrair sua gente e turistas, suficientemente.

É claro, que aqui em Natal já houve tentativas com o Mercado de Petrópolis e o Mercado das Rocas, dois bairros da zona leste natalense. No entanto, ainda não conseguimos emplacar uma marca.

São mercados pequenos e sem maiores atrações que não conseguem se tornar marca de sucesso local. Pouco se houve falar, e eu, sequer, encontrei motivação para ir ao novo Mercado das Rocas.

Agora surge nova oportunidade para esta capital, se entender que o Mercado da Avenida 4, bairro do Alecrim, zona oeste, abandonado e transformado em antro de drogas e prostituição, pode ser útil.

Basta que a gestão municipal ou estadual, ou as duas juntas, tenham o mesmo propósito de dar a Natal um novo mercado, por sinal, que pode ser bem maior e mais atraente.

Está lá o logradouro em ruínas que, se receber um bom investimento, poderá dar a Natal um mercado de projeção turística, como nas capitais que hoje têm esse empreendimento público.

Quem aposta nesse projeto para 2019? E por que não? É só acreditar e mãos à obra. Primeiro, tem que se conseguir o dinheiro. Depois segue-se em frente.

terça-feira, 9 de outubro de 2018

A grosseria contra a diplomacia

Começou o segundo turno da  campanha presidencial com o candidato, deputado Jair Bolsonaro (PSL), pegando pesado contra o seu opositor, o ex-ministro Fernando Haddad (PT).

Bolsonaro chamou Haddad de "canalha" e "pau mandado de presidiário da corrupção", numa referência clara ao ex-presidente petista Luiz Inácio Lula da Silva.

Tudo porque Haddad lhe propôs um pacto para combater as fake news (notícias falsas), propaganda política que tomou conta do país nas redes sociais no primeiro turno da campanha.

É claro, que cada um tem seu estilo próprio de comportamento, e o do capitão reformado Bolsonaro é bem diferente em relação ao ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad.

Logo Haddad, coitado, que não é de briga. Se ao menos fosse Ciro Gomes (PDT), com certeza este não engoliria desaforo.  

Mas para um candidato que quer representar o país não deveria partir logo para cima do adversário com quatro pedras nas mãos, sem aparentemente nenhuma razão para isso.

Afinal, Haddad, com jeito moderado e elegante, estava apenas acenando com maneiras democrática e civilizada, para não apoiar o que vem se tornando um meio de campanha suja.

Não foi bem recebido e seu adversário o respondeu com deselegância. Por aí, vai se vendo que neste segundo turno a campanha para a Presidência do país pode se desenrolar de modo grotesco.

É lamentável que o Brasil ainda tenha de conviver com esses modos nesta campanha. O segundo turno está apenas começando e até 28 de outubro muito água vai rolar.

sábado, 6 de outubro de 2018

A onda das fake news

Nada menos que 75% dos brasileiros e brasileiras temem que as "fake news", notícias falsas, influenciem seu voto, revela pesquisa da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas e Serviço de Proteção ao Crédito (CNDL/SPC Brasil).

Nessa onda surfam 34% dos entrevistados que compartilham notícias de política nas redes sociais, e 60% que procuram checar a veracidade daquilo que lhe é enviado.

Mas entre o universo de entrevistados pela pesquisa, apenas 29% acompanham o horário eleitoral gratuito para se informar sobre propostas de campanha.

Essa nova forma de fazer política partidária nas redes sociais tipo Facebook, Twitter e WhatsApp se consolida como uma das principais ferramentas da propaganda de candidatos e de informação no processo eleitoral atual, de acordo com o que vemos.

No entanto, a disseminação de notícias falsas nesses meios é um problema que afeta a formação do pensamento crítico da população, segundo estudiosos do assunto.

Por isso que, essa constatação, de que 75% temem que as notícias falsas, mentirosas, caluniosas, difamatórias influenciem o voto da população, é um dado bastante preocupante hoje em dia.

Pelo menos até aqui, não vi a Justiça Eleitoral combater esse cinismo das fake news, que corre solta nas mídias sociais, contaminando o ambiente político com esse lixo.

Considero um perigo para o desenvolvimento sadio do processo democrático, correndo risco de gerar resultados nas urnas não condizente com a realidade.

terça-feira, 2 de outubro de 2018

Urnas à prova de fraude

A provocação ao processo democrático de um dos presidenciáveis, mais precisamente o deputado Jair Bolsonaro (PSL), tem mais uma resposta dada pela mídia nacional sobre a questão.

"O TSE [Tribunal Superior Eleitoral] usa urna eletrônica à prova de fraude há 22 anos", informou O Globo ao país em seu noticiário desta segunda-feira, 1º de outubro, reta final do pleito.

Desde lá, nunca teve caso de fraude registrada. "Uma equipe de 300 engenheiros e especialistas atua na segurança do sistema, que passa por 30 procedimentos de auditagem e verificação".

"As urnas não são conectadas à internet", informou ainda o jornal em destaque de primeira página de sua edição. Então, questiono: por que a provocação por antecipação?

Seria para tumultuar o processo eleitoral mais adiante caso o candidato não consiga êxito nas urnas?

Ainda bem que em entrevista mais recente ao receber alta do hospital, ele mesmo se encarregou de desfazer o que disse, respondendo que se perdesse nas urnas nada tinha a fazer.

É assim mesmo que deve se comportar um candidato (ou cidadão) de bem num sistema democrático com lisura. Ou seja: aceitar o resultado que vier das urnas com o voto dos brasileiros e brasileiras.

No mais é seguir em frente, ajudando o país no que poder, mesmo mantendo uma oposição vigilante e crítica quando necessário. Assim fazem as sociedades civilizadas.

sábado, 29 de setembro de 2018

O Brasil dividido

Em meio a essa guerra ideológica brasileira de Esquerda versus Direita, o Brasil segue rachado para as urnas do primeiro turno do pleito eleitoral no domingo, dia 7 de outubro.

É bem provável que daí se seguirá para o segundo turno entre os dois mais votados, que devem ser Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL). Se for diferente considero zebra.

Mas o que eu quero contar dessa loucura das redes sociais em que se enfiou o país e que já extrapola para as ruas, foi o susto que tomei outro dia ao entrar numa revistaria como de costume.

Semanalmente, olho até por hábito de curiosidade, os destaques de todas as capas das revistas em exposição. Uma por uma para ver quais são os principais assuntos.

Pois bem, peguei a Carta Capital, de linha editorial pró-PT, e entrou um jovem que maliciosamente, sem me conhecer, com um sorriso se fazendo de entendido me indagou:

– De esquerda? – eu devolvi o sorriso e nada disse. Certamente, ele achou que eu não tinha entendido bem e novamente me perguntou: – De esquerda? – nada o respondi e ele ficou na dele.

É esse o Brasil de hoje nas mídias e nas ruas. Ou você é de direita ou de esquerda. Não tem mais meio termo. Os moderados foram riscados do mapa.

Parece que na cabeça de certas pessoas não existem mais os centristas, eleitores que buscam o centro das ideologias e/ou da vida político-partidária entre tantos partidos e candidatos.

Não se conta mais com tendências de centro-esquerda ou centro-direita. Agora você é rotulado de extrema direita (nazista) ou de extrema esquerda (comunista). Pronto, estamos conversados.

Nesse confronto louco, milhares viram apenas massa de manobra, sem entender bem o que é ser de direita ou de esquerda. Entende sim, o que é ser do  PT  (Partido dos Trabalhadores) ou ser antiPT.

O radicalismo político toma conta do país e se torna um risco antidemocrático. Deus que nos livre!

terça-feira, 25 de setembro de 2018

O dever de casa

Por que é que o Ceará faz o dever de casa, mas o governo do Rio Grande do Norte não? Quando eu estive em Fortaleza, entre final de agosto e início de setembro, o Estado vizinho comemorava seu destaque nacional na educação básica em 2017.

Alcançara no ano passado ,6,2 pontos no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) com salto de 60%  sobre os 3,8 pontos obtidos em 2007. Conquista que se deu mesmo em situação adversa, enfrentando a crise financeira do país que afetou o setor público.

Além disso, o Ceará tinha um governo central, o atual do presidente Michel Temer, que não lhe era favorável. Lá o Estado é governado pelo petista Camilo Santana que, segundo pesquisas de intenção de votos, deve se reeleger para mais quatro anos.

Diferentemente do Rio Grande do Norte, que tendo à frente o governador Robinson Faria (PSD), recebia favores do governo Temer (MDB), até por ter apoiado o impeachment da presidente petista Dilma Rousseff na época em que o vice assumiu.

Foi um "ótimo desempenho do Ceará", destacou em editorial o jornal cearense Diário do Nordeste. No RN, entretanto, nada parece ter funcionado até hoje desde que Faria tomou as rédeas do Estado para si com promessas não cumpridas.

Nem na educação, nem na saúde, nem na segurança pública, que foi sua maior aposta antes de assumir o governo, Robinson Faria não fez o essencial que fosse do reconhecimento público. Ficou tudo pelo caminho sobre a justificativa da crise financeira que o atrapalhou.

Daí se explica por que Robinson recebe baixa aprovação e mesmo com a máquina administrava estadual nas mãos, não consegue decolar nas pesquisas de intenção de votos. Está sempre a correr atrás do segundo colocado nas pesquisas. E o tempo do jogo está terminando.

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Confrontos nas redes

À medida que o primeiro turno das eleições 2018 se aproxima, as brigas, intrigas e provocações se intensificam Brasil afora na disputa presidencial das redes sociais.

Diria que está mesmo insuportável o clima agitado e tenso entre os que usam hoje esse meio de relacionamento on-line. Pelo andar da carruagem deve se estender até 28 de outubro, segundo turno.

É amigos contra amigos (ou amigas), parentes contra parentes, pais contra filhos (ou filhas) ou com quem mais meter a colher nesse caldeirão fervendo, parecendo mais profecias do apocalipse.

O pleito eleitoral passa, mas ficam as marcas das inimizades, dos ressentimentos e do ódio despejados nas diferenças políticas, sociais, econômicas e pessoais dos ânimos exaltados.

É bom expor nossas opiniões, sim. Democraticamente é natural, nada demais. Por isso que a democracia bem desenvolvida não tem regime igual no mundo.

O problema aí é a falta de civilidade, de respeito ao outro, de equilíbrio emocional. Muita gente se descontrola e termina deixando transparecer seu fanatismo, suas paixões e frustrações.

Então, saem do campo da discussão política respeitosa, civilizada, tolerante e tome baixaria de um lado e do outro. A essa altura ninguém quer deixar barato, ou seja, guardar ofensa.

Se for para ser assim, bem melhor é evitar o clima pesado das mídias sociais. Pegar um bom livro para ler, espairecer dando uma voltinha por aí num shopping e dormir em paz consigo.

Ninguém muda voto com ofensa, desrespeito e no seu querer de empurrar opção pessoal goela abaixo dos outros. Muda-se voto com convencimento, argumento fundamentado e simpatia.

Jamais baseado em fake news (notícias falsas) que hoje em dia virou moda para uns e outros. Agora me lembrei! Ninguém tapa o sol com a peneira. A realidade sempre vem à tona, doa em quem doer.

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Deus salve o Brasil

A política ferve nos quatro cantos deste país desunido, sem rumo definido e em busca de um milagre nas eleições que ocorrerão daqui a uns vinte dias. Mas que milagre esperar?

Pelo menos que o pior não lhe venha acontecer e o eleito (ou eleita) que sair das urnas seja razoável, traga bom senso e equilíbrio para dar uma direção justa a este país.

De minha parte espero que faça cessar o radicalismo político, consiga um consenso da nação para que possa governar, pondo fim ao ódio, a desunião de lados, de grupos fanáticos.

O Brasil precisa que se lute por ele e não por interesses egoístas, individualistas e do quanto pior melhor. Minha torcida é para que prevaleça o espírito democrático da nação.

Cada um de nós temos nossas diferenças, opiniões e pontos de vista das questões em jogo. Contudo, o importante é que se respeite uns aos outros, já agora e sobretudo passado o pleito eleitoral.

Estamos próximos ao primeiro turno das eleições que vai ser em 7 de outubro. Caso nenhum candidato consiga se eleger. Partiremos para o segundo turno em 28 de outubro.

Na verdade, até lá, não é nenhum candidato a ser salvo não. O foco é o Brasil de todos nós. Portanto, vamos escolher o candidato ou candidata de acordo com a nossa consciência.

A consciência em prol do coletivo, do bem comum, da cidadania, e não de ideias mesquinhas, individuais e malucas que levem este país ao abismo.

sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Saúde privada em questão

Nestes tempos de campanha eleitoral para a Presidência da República, um tema é lembrado aos candidatos até mesmo pelas empresas. É o dos planos de saúde que estão se tornando inviáveis.

O setor industrial de forma bem pensada defende que se crie um novo modelo de gestão em saúde privada, que viabilize o gerenciamento, para atendimento e prestação de serviços que tornem os planos, de fato, uma alternativa significante para a população.

Essa é uma das propostas das indústrias aos candidatos à Presidência. O setor diz, por meio de seus representantes, que atualmente o sistema de saúde privado no país incentiva o volume, ou seja, é remunerado pela quantidade de procedimentos e exames.

No entanto, isso não necessariamente promove a qualidade da saúde como prioridade no tratamento de quem usa os planos de saúde.

Além disso, é caro para quem paga pelos serviços. Os custos com planos de saúde coletivos, aqueles oferecidos pelas empresas aos funcionários, podem equivaler até 15% do valor gasto com as folhas de pagamento dos empregados.

Por ser esse o benefício mais valorizado pela classe trabalhadora, as empresas se esforçam para reduzir custos, mas ampliar o número de procedimentos médicos e exames no rol de serviços oferecidos, e na humanização do atendimento.

Eis a questão que tem pesado para as empresas, imagine para quem paga do próprio bolso em contratos por adesão de grupos associados.  

terça-feira, 28 de agosto de 2018

Policiamento ostensivo

Aqui onde estou, em Fortaleza, terra do candidato à Presidência da República Ciro Gomes (PDT), noto uma diferença em segurança pública. O policiamento ostensivo em pontos da capital cearense, como as praias, torna essas áreas mais seguras, em que turistas e o povo da cidade circulam sem medo de assaltos.

Pelo menos nesse ponto, como exemplo cito a praia de Iracema, os banhistas e transeuntes demonstram bastante segurança para cima e para baixo, sem nenhum medo de usar seus celulares. Vejo gente por toda parte caminhando tranquilamente sem problemas. O policiamento garante essa segurança.

Diferentemente de Natal, minha cidade, onde os casos de ocorrências policiais são constantes, até mesmo de homicídios e assaltos à mão armada. Na capital potiguar falta sobretudo efetivo policial suficiente para manter essa ordem de segurança para quem circula em suas praias. Isso é notório.

Aqui em Fortaleza, o policiamento é frequente e intenso por todo o calçadão, com patrulhas de dois, quatro e até oito militares, carros de polícia, Samu e toda a assistência necessária. 

Não é que aqui no Ceará não exista violência. Não estou dizendo isso. Existe principalmente nas áreas periféricas da capital e cidades do interior. O Estado tem muitos problemas de criminalidade em determinadas regiões, basta assistir um desses programas de televisão que trazem essas notícias.

No entanto, posso vos garantir, que há segurança em áreas como praias, centro da cidade e determinados bairros. O índice de criminalidade aí são bem menores do que acontece em Natal, onde a insegurança domina em toda parte da região metropolitana. Tomara que no próximo governo que começa em janeiro, o Estado potiguar melhore essa situação de segurança pública.

terça-feira, 21 de agosto de 2018

O dólar danou-se

A crise econômica no Brasil de Temer só piora. Agora a moeda americana disparou e já está praticamente a R$ 4,00 (3,99 nesta terça-feira 21, em suas variações para cima e para baixo. O danado é que agora ele só sobe feito foguete em direção ao espaço.

Mesmo que venha perdendo força no mercado exterior, diz a notícia lida numa das mídias de comunicação nacional. Ficou ruim para o mercado de consumo interno para produtos importados, o que deve estimular a alta de preços e concorrer para aumentar a inflação. Sem dúvida, uma coisa tem consequência na outra.

Também ficou péssimo para quem pensa em viajar para o exterior e ainda não se capitalizou com o dólar até o momento. É melhor, talvez, esperar que essa onda alta da moeda passe. E se piorar? Eis aí a questão para ser respondida pelos bam-bam-bam do mercado.

E por que isso está acontecendo? Digo, a alta do dólar no mercado interno? Ora, seria o clima de incerteza eleitoral no Brasil com pesquisa de intenção de votos recente. Há uma indecisão muito grande no eleitorado, que não se sabe no que vai dar depois que as urnas de 7 de outubro forem abertas.

terça-feira, 31 de julho de 2018

A política insossa

A  eleição de 2018 pinta talvez como a mais curiosa de toda a história política do país. Sem aptidão para votar e desprezando a viciada forma de se fazer política, eleitores caminham opostamente aos políticos.

Candidaturas nas esferas federal e estadual não empolgam, com raras exceções, em que quando isso surge como novidade falta ao candidato estrutura partidária de apoio para avançar.

Candidatos que possam se apresentar como renovação no quadro político, têm quase zero de chance de se tornarem conhecidos do eleitorado em tempo hábil no pleito para opção.

Daí é que os mesmos de sempre da velha política se tornam mais viáveis a renovarem seus mandatos ou pleitearem novas investidas no tabuleiro político, em partidos maiores e mais fortes.

Há políticos, entre os chamados partidos nanicos, que se unem para praticar apenas o fisiologismo. Cada vez mais esses caminham desvinculados da pretensão democrática do eleitorado.

Curioso é saber o que realmente levam partidos apoiarem, por exemplo, governos atuais que se transformaram em verdadeiro fiasco. Diga-se, sem apoio popular para um segundo mandato.

Este é o caso aqui do Rio Grande do Norte, onde partidos sem expressão eleitoral como PTB, PTC, PPS, PRP, PMB e Avante se juntaram para apoiar a reeleição do governador Robinson Faria (PSD).

Além do PSDB do deputado federal potiguar Rogério Marinho, aliado de primeira hora do presidente Michel Temer (MDB), ex-PMDB.

Todavia tem sido este o cenário político de incertezas que assistimos na realidade do país e, particularmente, dos Estados brasileiros.

Está difícil – mas não impossível – a renovação pretendida. Porém, é com um pequeno avanço agora e outro mais adiante, que construiremos o futuro. A esperança nunca morre para os que lutam.

terça-feira, 24 de julho de 2018

Cheque, armadilha bancária

A rigor, ele nunca foi especial em nada. E sim, uma armadilha bancária. Entrou nele, fica difícil de sair e cada vez mais o correntista vai precisar dele, transformando-o em extensão de sua renda.

Esse é o cheque especial, em que 46% dos usuários recorrem ao limite todos os meses, segundo pesquisa do SPC Brasil e Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas – CNDL.

Mas 63% desconhecem valor dos juros cobrados. É aí que mora o perigo, porque as taxas bancadas são para lá de extorsivas, agiotagem pura, que no Brasil nunca tiveram limites.

Clientes de bancos se valem dele para cobrir imprevistos quando o salário não é suficiente para as despesas de cada mês, como saúde e pagamento de dívidas.

Aí quando recebe o salário, metade ou mais que isso é para cobrir o cheque, e o restante para tentar sobreviver, mas que nunca dá e novamente se recorre ao cheque especial.

A partir daí forma-se um círculo vicioso em que o usuário dificilmente consegue sair, porque se torna humanamente impossível com juros que ultrapassam até 300% ao ano.

Depois de tanta inadimplência, hein! hein! e embromações, governo e bancos tentam estabelecer novas regras para endividados saírem do tal cheque especial.

Em resumo, oferecendo outras linhas de crédito menos ruins, ou seja, com juros menores. A pergunta é: vai dar certo? Sei não! Sei não! Desconfio, porque banqueiro não mata sua galinha de ouro.

sexta-feira, 20 de julho de 2018

A polêmica do PL do Veneno

Até aqui ninguém se entende sobre o projeto de lei que pode mudar regras do uso de agrotóxicos nas plantações, que já ganhou o apelido de PL do Veneno.

Não é pra menos a questão que deve ser um tema exaustivamente debatido, pois a rigor trata-se da alimentação que consumimos.

Ora, se hoje em dia já tememos pelo uso desses defensivos agrícolas usados no campo de forma indiscriminada, imagine se houver uma maior flexibilização.

Nem pensar! – e a custo de quê? Da ameaça à saúde humana e pela ganância do lucro favorecido à agropecuária do país na disputa de mercado? É demais!

Mas a verdade é que esse projeto de lei está em discussão no Congresso para aprovação, opondo empresas que dizem buscar mais competitividade no mercado externo, contra chefs, ambientalistas, bem como ativistas. A polêmica segue sem consenso.

Um dia desses, a minha amiga educadora Geozenira Nogueira Alves, casada com o engenheiro agrônomo Geraldo Magela, grande amigo, que moram em Jundiaí-SP, já nos alertou por uma das redes sociais sobre esse possível envenenamento da comida brasileira.

Agora a notícia é também destaque no site da Folha de S. Paulo.

Uma alternativa apontada por parte dos envolvidos nessa discussão é a expansão do cultivo orgânico, é claro, que nunca foi ainda tão significativo no país. Porém há outras estratégias em curso.

O que não se pode concordar é com uma liberação sem controle de agrotóxicos. Eis aí a questão: o projeto em tramitação gera incertezas sobre o cultivo no país.

segunda-feira, 16 de julho de 2018

Rombo dos Correios

No Brasil de tanta roubalheira, os escândalos se sucedem uns a outros absurdamente. Invariavelmente, a pergunta é a mesma: "Cadê o dinheiro que estava aqui?

Não é diferente nos Correios. O seu Postalis, fundo de seguridade social dos funcionários, acusa rombo de R$ 9 bilhões.

Isso resulta em nada menos de 150 mil famílias atingidas no país, com mais de 500 mil pessoas ameaçadas em seus direitos de aposentadoria ou pensão.

Em razão disso, além de cansados de esperar que a Justiça e órgãos de controle atuem para recuperar recursos desviados do instituto, esse pessoal vai à luta também aqui em Natal.

Nesta terça-feira, 17 de julho, das 10h30 às 11h30 protestarão contra essa situação. A manifestação vai ser em frente à agência da avenida Hermes da Fonseca, próximo à sede da AABB, bairro do Tirol.

Até mesmo uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) não foi suficiente para que o caso do Postalis fosse passado a limpo, conforme contam as lideranças desse movimento.

Nem uma intervenção feita recentemente deu jeito na situação, pois  se deu de forma muito estranha por quem tinha que ter agido há muito tempo,  acusam essas lideranças

Ao contrário das expectativas, até aqui a intervenção só produziu mais prejuízos para os trabalhadores e para a empresa, segundo as entidades representativas dos funcionários ativos e aposentados dos Correios (Adcap, Anapac e Sintect/RN) relatam em nota conjunta.

Daí, esses beneficiários prejudicados, com suas aposentadorias em risco, clamam por justiça e responsabilização dos que desviaram os recursos e dos que deviam ter fiscalizado as operações do instituto, como o Banco BNY Mellon.

Essa instituição financeira administrava praticamente todos os fundos do Postalis, e a Previc, do Ministério da Fazenda.

sexta-feira, 13 de julho de 2018

Que saúde é essa?

Com demanda alta e estrutura ineficiente, a saúde pública no Rio Grande do Norte se arrasta com filas de espera quilométricas para cirurgias hospitalares ortopédicas e neurológicas.

Nada menos que 2.300 pacientes aguardam a vez, correndo riscos de sequelas e até morte, conforme nos diz notícia do site Tribuna do Norte.

É preciso contar com paciência e sorte para não acontecer o pior, com quem está numa dessas longas filas em hospital da capital.

Esse é o Sistema Único de Saúde (SUS), que na teoria viria para resolver os problemas, mas na prática é bem diferente do que previam os gestores.

Na verdade, o SUS fechou hospitais, enxugou custos e integrou uma rede nacional na tentativa de fazer melhor, mas que até hoje funciona aos trancos e barrancos.

Aqui mesmo, no Rio Grande do Norte, os servidores públicos estaduais perderam seu hospital, na época Hospital do IPE que bem ou mal funcionava, e passaram a depender do SUS.

Diferentemente de São Paulo, que até hoje mantém funcionando o Hospital dos Servidores, uma referência no Estado. O daqui do RN fecharam.

A saúde pública sempre dependeu de mais investimentos à medida que a população cresce. Mas isso foi ignorado pelos governos, tanto que o  descaso levou a tal ponto.

Falta de dinheiro? Não, creio que não. Essa situação está mais para desperdício, desvios, corrupção, má gestão e outros males da administração pública dos Estados. 

segunda-feira, 9 de julho de 2018

Semana pós-eliminação

A semana começa com a ressaca da pós-eliminação do Brasil pela Bélgica nas quartas de final. É ruim ficar remoendo fato consumado. Mas bem que nossa seleção poderia ter passado adiante.

Talvez não estivéssemos num dia de estado de graça. As duas seleções se igualavam em bom futebol. Mas o Brasil desperdiçou chances de acertar o gol e oportunidades não se perde.

Se bem que concordo com Tostão, comentarista esportivo e ex-jogador da seleção brasileira. Faltou ao Brasil um craque no meio de campo para um melhor desempenho coletivo.

Acertar bola na trave no início da partida e cometer gol contra são sinais de favorecimento ao adversário e de que a coisa não está indo bem. Sorte dos belgas que acertaram nas jogadas.

Mas futebol é assim mesmo, tem dia que dá certo e dia que não, apesar de se encontrar justificativa para apontar erros e falhas em campo. Deu no que deu.

A meu ver, a seleção do Tite realizou boa campanha no mundial, e a partir daí deve voltar a se preparar para a próxima Copa sem mudar de treinador.

Precisa sim, buscar a perfeição técnica e tática, testando novos talentos e harmonia no conjunto para chegar ao hexacampeonato tão cobiçado pela torcida brasileira.

Creio que a perfeição – ou quase isso –  demanda tempo de preparo e quanto mais cedo começar melhor. Até lá, em 2022, no Qatar, mais atletas talentosos deverão surgir para uma boa seleção.

sexta-feira, 6 de julho de 2018

Uma inauguração frustrante

A qualidade dos nossos governantes, com raras exceções, é de causar repúdio. Inaugura-se obra, aqui no Rio Grande do Norte, ainda incompleta, passados quatro anos.

Obra que deveria ter ficado pronta no governo passado, para a Copa do Mundo de 2014, em que Natal, capital do Estado, foi uma das sedes dos jogos realizados no Brasil.

A entrega do bem público só veio agora, às pressas, de forma frustrante, porque o calendário eleitoral só permite inauguração de obra pública até este sábado, 7 de julho.

Trata-se da via sul que leva até ao Aeroporto de Natal, no município de São Gonçalo do Amarante, com acesso pela BR 304. Facilita para quem mora na zona sul natalense.

O outro acesso, o da via norte, funciona desde a inauguração do novo aeroporto, em maio de 2014. Também entregue na época de forma incompleta.

Custo total dos dois acessos chegou a R$ 117 milhões.

No caso do acesso sul falta ainda iluminação e sinalização vertical da pista. Também falta um viaduto sobre a BR 304 para a obra ficar totalmente completa.

É por essa e por outras razões que se clama tanto por renovação política e, claro, bons gestores.

segunda-feira, 2 de julho de 2018

A busca pela saúde

Hoje manter um plano de saúde no Brasil é privilégio de poucos por conta das altas mensalidades cobradas, sobretudo na velhice. Mas quem não deseja ter esse salvo-conduto?

O Sistema Único de Saúde, nosso conhecido SUS, com demanda excedente à sua capacidade de dar respostas rápidas e eficientes, tornou-se um peso para o Estado brasileiro e pesadelo para a população que depende dele. Isso é fato.

Contudo, lendo artigo de Cadri Massuda, presidente do Sindicato Nacional dos Planos de Saúde (Sinamge), ele nos aponta duas saídas para reduzir custos pela metade que chegariam aos beneficiários da assistência privada.

Massuda diz que "a grande maioria da população vai ao médico quando já estão com um problema e aí cabe ao profissional (nem sempre o mais indicado) apenas tratar os sintomas". É verdade. "O que se busca é que essas pessoas tratem de sua saúde de forma constante e o médico da família seja o grande aliado nesse objetivo."

"Esse modelo de saúde proposto é benéfico para a população, para as operadoras de planos de saúde e para a saúde pública". Entendo, como justo esse ponto de vista. Porém, faz uma ressalva: "O caminho é longo, pois envolve uma mudança cultural". Sem dúvida.

"Mas as perspectivas são otimistas: a tendência é que baixe drasticamente os custos das operadoras que poderão repassar essa economia aos beneficiários."

"Isso também irá desafogar o SUS que poderá buscar maior equilíbrio e práticas". Também concordo com tal raciocínio.

Agora vem o nó da questão, que embora razoável, deve gerar discussões e divergências.

Outra solução plausível para a realidade brasileira e que necessita da legislação da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) é a utilização da ampla rede de operadoras de saúde, na oferta de consultas e exames pré-pagos nos mesmos moldes do Sistema Nacional de Atendimento Médico.

Pois bem, segundo Massuda, esses procedimentos poderiam ser cobrados à parte junto ao plano hospitalar obrigatório, permitindo que o beneficiário tenha um plano de saúde em regime de internação hospitalar.

Justamente onde há grande dificuldade no pagamento direto dado aos altos custos envolvidos.

"Esta modalidade permitiria baixar em até 50% o custo dos planos médicos, trazendo mútuo benefício para a população e para a operadora de saúde".

Tais caminhos parecem razoáveis e discutíveis. O que não se admite é eliminar os maiores de 60 anos pela incapacidade de pagamento em decorrência dos altos custos dos planos de saúde.

quarta-feira, 27 de junho de 2018

O hub aéreo de Fortaleza

Andei por Fortaleza em maio recente, e vi por lá num jornal impresso, que o hub aéreo (central de conexões) sem êxito aqui no RN, depois de tanto alarde e incentivo fiscal, emplacou no Aeroporto de Fortaleza discretamente.

Não como empreendimento das companhias LAN e TAM que juntas geraram o nome Latam. O projeto da Latam aqui era disputado no Nordeste pelos aeroportos de Natal, Recife e, inclusive, Fortaleza. Mas no Ceará se concretizou numa parceria da Air France-KLM com a GOL.

Pois bem, lá em Fortaleza essa central de conexões aérea funciona desde 3 de maio, quando foi inaugurada festivamente. E aqui no RN? Neca de pitibiriba.

Foi mais um fiasco do governo Robinson Faria (PSD), entre tantos que estão acontecendo desde o início de sua gestão. Não se pode colocar a culpa em tudo na crise financeira.

No caso do hub fortalezense um bom benefício  tem sido o barateamento das passagens aéreas para os brasileiros e ampliação dos destinos para os europeus no Norte e Nordeste, especialmente Recife , Natal, Salvador, Belém, Manaus e até Brasília.

Estamos perdendo feio desde o sonho da grande refinaria que foi para Pernambuco.

Fiquei a lamentar nossas dificuldades e falta de competência para avançarmos e prosperarmos. É isso aí: "Quem pode, pode; quem não pode se sacode."

segunda-feira, 25 de junho de 2018

Vida dura de endividamento

Foi-se o tempo que a saída era pendurar a conta na bodega da esquina até o fim do mês.

Hoje cartão de crédito é o escape de muita gente para sobreviver e manter seu padrão de vida. Um perigo, porque você usa e abusa, mas perde o controle e não sabe mais como sair dele.

A exorbitância dos juros cobrados quando o consumidor (ou consumidora) fica pendurado no rotativo torna-se impagável. Nenhuma medida, até aqui, foi tomada para resolver isso.

Na verdade, as novas regras do rotativo ainda são consideradas pouco atrativa para quase um terço da população consumidora que conhece as mudanças, entrevistadas por pesquisa recente do SPC (Serviço de Proteção ao Crédito) e CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas).

E o pior é que, essa mesma pesquisa, revela que um em cada cinco usuários do cartão de crédito (20%) utilizam tal meio de pagamento como extensão da própria renda. Desconfio de que esse percentual possa ser até maior.

Quer dizer, acabam recorrendo a esse tipo de crédito para continuar comprando quando o salário do mês acaba e, assim, adiar o pagamento, conforme constata a pesquisa.

É verdade, brasileiros e brasileiras, com a crise financeira que se instalou no Brasil, desemprego e perda de rendimentos, vivem mais de cartão de crédito e cheque especial do que do salário.

Marcela Kawauti, economista-chefe do SPC Brasil, no entanto, nos alerta: o grande perigo de achar que o cartão de crédito funciona como renda complementar é o endividamento.

sexta-feira, 22 de junho de 2018

Climão de Copa

Com esse climão de Copa do Mundo, nem adianta você sair por aí buscando outros assuntos. Só se fala em resultados dos jogos, quem vai jogar, quais são as expectativas, por aí.

O noticiário político foi ofuscado pela festa do futebol mundial na Rússia. A rigor, a política vai ficar para depois da Copa. É quando o pleito eleitoral vai mesmo começar a deslanchar e esquentar.

Por enquanto, só se ouve referências a craques como Messi, Neymar Jr. e Cristiano Ronaldo, para ficar só nestes três. Mas há outros sim na disputa do mundial.

O Lionel Messi, que se apaga completamente quando disputa pela seleção argentina.Coitado! Não dá sorte mesmo. Pelo menos até aqui, com sua seleção quase eliminada da competição 2018.

Neymar que é uma esperança para os brasileiros passarem para as oitavas de final, e o português Cristiano Ronaldo que desponta como o grande craque da vez.

Parece até que na seleção de Portugal só existe ele, RC7.

Por tradição, nós sabemos que a Copa do Mundo é uma festa planetária, com 32 seleções  envolvidas. Nossa experiência mais recente foi em 2014 em que o Brasil foi sede e fez feio.

Natal, minha cidade, foi uma das sedes dos jogos. Lembro-me de que a cidade ficou em festa enquanto durou a competição, com muitos turistas lotando shoppings e outros locais.

Inesquecível, o que viveu esta cidade há quatro anos no calendário de junho.

sexta-feira, 15 de junho de 2018

A bola tá rolando

Estamos iniciando mais uma Copa do Mundo que se realiza a cada quatro anos.

Já fui convidado para o jogo de estreia do Brasil x Suiça de domingo, dia 17. É no salão de festas do condomínio onde mora meu irmão Vital Luiz Costa.

O mano está completando mais um outono de vida. Aproveita para reunir familiares e amigos em seu aniversário, coincidindo com o clima festivo da Copa. Que venham muitos outros outonos pela frente.

Nesta Copa, Brasil nunca esteve tão confiante em sua seleção. Tomara que tudo dê certo com uma vitória brasileira. Nossa seleção merece, e esta pátria de chuteiras idem.

quarta-feira, 13 de junho de 2018

O pinta e borda dos deputados

As denúncias feitas contra deputados da Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Norte pela delatora da Operação Dama de Espadas, ex-procuradora geral da Casa, Rita das Mercês Reinaldo, são por demais escandalosas. Passa dos limites.

Escancara a podridão em que mergulhou um dos Poderes constituídos no Estado, denominado enganosamente de "Casa do Povo". Nunca foi e seria mais coerente se chamar "Casa dos Desavergonhados", onde não há limite para se praticar absurdos com o dinheiro público.

A delatora contou ao Ministério Público do RN como o esquema funcionava para a compra de deputados a favor de interesses próprios, entre 2006 e 2015. Investigações que abrangem as gestões na presidência da Casa, do então deputado Robinson Faria, atual governador do Estado, e do colega Ricardo Motta.

Essa compra era feita por meio de cargos e dos chamados "funcionários fantasmas", aqueles (ou aquelas) que não comparecem ao trabalho.

O esquema beneficiava, segundo as denúncias, também desembargadores do Tribunal de Justiça do RN, conselheiros do Tribunal de Contas do Estado, ex-governadores, deputados federais e senadores, bem como prefeitos e vereadores de Natal e cidades do interior.

Afinal, em que vai dar tanto escândalo? O processo, de acordo com o que se noticiou, está no  Supremo Tribunal Federal (STF), porque há envolvidos com foro privilegiado.

Esse é um dos ralos em que escorria o dinheiro público. Mas existe mais denúncia, como a de um plano de saúde bancado pela Assembleia para deputados, ex-deputados e companhia.

Daí, é lógico, se sobra de um lado, falta do outro. O lado que mais precisa, o do povo, que fica sem saúde pública, educação e segurança, entre outros bens comuns.

segunda-feira, 11 de junho de 2018

Sinais dos tempos

Fiquei impressionado ao dar de cara no noticiário com o que não tive mais dúvida: vivemos uma guerra surda. Quer dizer, não declarada oficialmente. Dessas que bastam os números para nos convencer do que digo aqui.

É a guerra das forças militares contra o narcotráfico. O banditismo que tomou conta do país.

Dizia em destaque uma das notícias: "Com mais de 5 mil homens, intervenção faz sua maior operação policial no Rio".

A imagem mostrava militares das Forças Armadas nas ruas do Rio de Janeiro no alto de um tanque de guerra, empunhando fuzis nas mãos. Aí não tive mais dúvida. É guerra! guerra!

O que se ouve mais nestes tempos sombrios são intensos tiroteios com rajadas de fuzis. A outrora "cidade maravilhosa" virou um campo aberto de confrontos. Salve-se quem puder!

Mas o pior é que, mesmo com perdas dos dois lados, assim como de inocentes e de quem fica no meio do fogo cruzado, não se sabe quanto tempo levará para extirpar o mal. O Rio é apenas uma amostra do que se espalha Brasil afora.

No Rio Grande do Norte, outra visão do apocalipse destes tempos. "Carro e ambulância do Corpo de Bombeiros são incendiados em Mossoró", segunda maior cidade do Estado.

E mais: "Agências bancárias, lotérica e lojas são arrombadas em três municípios". Tudo no Estado potiguar, que não consegue deter o banditismo faz tempo. A taxa de homicídios no RN cresceu 257% em dez anos, segundo o Atlas da Violência.

Mata-se mais aqui no Brasil do que em países da Europa. É ou não uma guerra?

sexta-feira, 8 de junho de 2018

Fé e esperança reanimam

Por mais que a situação seja desanimadora, não podemos perder a esperança. É bom repetir aquela saiba expressão surrada, muito ouvida, que "a esperança é a última a morrer". De fato, sem essa virtude não há a fé que necessitamos para mover a vida.

Digo isso, pensando aqui com meus botões, como mudar este país, nosso Estado, esta cidade em que vivemos, diante de tantos problemas graves com que nos deparamos. Eleições aí a vista são sem dúvida boa oportunidade de transformação. Basta ter autocrítica, o que não é fácil.

As pessoas não pensam como eu penso, como você pensa. Geralmente, têm visão de vida diferente. Isso não quer dizer que eu ou qualquer outra pessoa pensem sempre certos. Erramos. O erro é comum ao ser humano. Mas poderemos pensar aproximados que nos leve para o bem comum.

Gestões municipais, estaduais e nacionais que gerem boas escolas, melhores hospitais, segurança  pública de qualidade, enfim, marcharmos para uma civilização do bem coletivo, do bem estar e da prosperidade. Com mais oportunidades de emprego e renda, habitação e menos desigualdades.

A falta de autocrítica gera individualismo, desonestidade, corrupção e criminalidade. Por isso, sempre é bom lembrar: ponha a mão na consciência para transformar seu modo de pensar e agir.

quarta-feira, 6 de junho de 2018

Sem abrir mão da democracia

Imagino que uns e outras agem com ingenuidade política e sem nenhuma maldade, ao pregar a renúncia ao voto nas eleições de outubro.

É até compreensível diante da falta de credibilidade da classe política do nosso país, mas um erro ingênuo na busca por melhores perspectivas.

Abrir mão do voto, um direito seu de escolha dos governantes e representantes, é o mesmo que passar um cheque em branco para os aproveitadores. É enterrar a democracia, regime de liberdades, para entregar o poder a um sistema, digamos, de aventureiros ou ditatorial sem liberdades.

Menciono aqui o que disse, por exemplo, o jornalista Merval Pereira, de O Globo, em seu artigo do feriado de Corpus Christi: "... apesar da desmoralização dos políticos e do próprio governo do presidente Temer, prevalece a ideia de que mais democracia é a solução para as crises, e não menos".

Fazer boas escolhas de candidatos a cada eleição é a opção de bom senso. Não importa que erramos, nos enganamos ou fomos ludibriados. Há oportunidade de corrigirmos esse erro mais adiante. Sabe aquele ditado sábio: "Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura". É isso mesmo.

Um dia este nosso país haverá de se encontrar, buscando mais e mais os instrumentos democráticos de aperfeiçoamento. A renovação, por exemplo, do quadro político e melhores partidos. Não desista disso, prefira a democracia do que um regime autoritário de exceções.

Cuidado não embarque em canoa furada, para depois ter que navegar contra a maré braba e terminar morrendo na praia, como se diz por aí.

segunda-feira, 4 de junho de 2018

A queda de Parente

Agora foi que descobriram que o tal do Pedro Parente, ex-presidente da Petrobras, não é o cara. Tarde demais para o estrago que ele provocou no país. Ah, Brasil!

Salvaram a Petrobras e o Brasil todo caiu no maior desastre, com consequências para a recuperação da economia nacional. É ruim, hein?

Aí o executivo competente não se sustentou no cargo. Sumiu de cena, ato encerrado.
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 Fonte: http://www.tribunadainternet.com.br/pedro-parente-e-um-executivo-irresponsavel-mas-parecia-ser-muito-competente/

quarta-feira, 30 de maio de 2018

Para fugir ao tédio

Quando estou sem saber o que fazer, sem sair de casa, meu país como se estivesse no caos de uma guerra, volto a ler intensamente para manter minha mente ocupada com algo útil e deixar o tempo passar.

A leitura prazerosa nos deixa entretido e transmiti sabedoria. Então, vali-me de um velho livro de crônicas de Clarice Lispector esquecido aqui numa estante.

Há outro que também venho lendo que me traz saudades, como o do professor Woden Madruga, jornalista veterano da Tribuna do Norte, intitulado Na Gaveta do Tempo. Ainda arrisco correr os olhos pelos artigos de Ricardo Kotscho, em seu blog. Isso para saber como andam as coisas, em textos objetivos, simples e gostoso de ler.

O meu país anda insuportável, preocupando a quem busca a normalidade e perspectivas de melhoras. Parece que neste governo de mandato tampão do presidente Michel Temer não vamos conseguir. Ainda bem que faltam poucos meses para acabar.

Governo sem popularidade não evolui, a não ser que apele para o autoritarismo, impondo um regime ditatorial na base dos canhões e baionetas.

Ando meio assustado, desmotivado e de esperança fraca com tudo que está acontecendo. A greve dos caminhoneiros piorou o que já estava ruim.

O melhor mesmo é tomar uma ou duas taças de vinho para me acalmar depois de cada noticiário. Vinho que, com o salário cada vez mais magro, só consigo comprar depois de pesquisar nas promoções dos supermercados. Ô vida!!!

segunda-feira, 28 de maio de 2018

País sem opção

Depois de mais de um mês ausente, volto ao blog em meio a uma avalanche de coisas acontecidas e outras que acontecem no caminhar da vida. Estamos em fins de maio e muito rebuliço pelo país afora. Essa greve dos caminhoneiros, que dizem ser também das transportadoras, por causa dos frequentes aumentos do diesel, trouxe o retrato de um país em permanente crise político-administrativa, econômica e social.

Um país dividido, que não se encontra, de governantes desgastados, políticos desacreditados e povo sem quase mais esperança de melhoras a curto, médio e longo prazos. Mesmo com eleições gerais se aproximando, inclusive para a Presidência da República, falta-nos ainda quadros políticos confiáveis. Brasileiros e brasileiras marcham para o pleito eleitoral sem saber em quem votar.

O velho e tradicional sistema político viciado tenta resistir a todo custo. Não querem largar o osso, em que se alimenta de uma corrupção sistêmica. Mas não é do dia para noite que mudamos as coisas erradas, enraizadas na nossa cultura torta. Só o tempo é capaz de transformação. Importante mesmo para chegar lá é fazermos nossa parte no processo. Votar com critérios qualitativos.

Essa greve dos caminhoneiros, mostra-nos o quanto estamos em caminhos errados, apesar do medo do desabastecimento geral, do caos em que o Brasil mergulhou, mesmo sem ser a Venezuela, o tamanho do estrago que vamos enfrentar. Porém, não há transformações sem lutas. Governos priorizaram as rodovias no país e desprezaram as ferrovias. Está aí a falta que nos faz uma opção.

Nunca esqueci da minha infância, tempo em que os trens faziam o transporte de cargas e de passageiros. As estações ferroviárias eram um ponto de encontro e lazer nas cidades pequenas para esperar o horário do trem chegar ou partir. Já vai bem distante esse tempo.

segunda-feira, 23 de abril de 2018

Chega de duas realidades

O marketing político ou propaganda por meio da mídia, seja nacional, seja local, insistem em tentar engabelar as pessoas. Consomem recursos que faltam na saúde, na educação e na segurança pública.

Tudo para mostrar uma realidade falsa, que a população sabe não ser verdadeira. É uma propaganda apenas para deleite dos próprios governantes, pois logo o noticiário apresenta a outra face.

Realizan o mínimo, quando deveriam fazer o máximo pelo bem comum. Constroem prisões para prender cada vez mais criminosos, quando deveriam construir mais escolas e hospitais.

Fazem pronunciamentos focando apenas em pontos seletivos quase inexistentes, como se vivêssemos uma realidade maravilhosa, deixando todo o resto que incomoda de fora do discurso.

É assim que políticos de múltiplos partidos se apresentam em ano eleitoral na busca de um voto de confiança, mas cada vez mais impopulares e repudiados pela a opinião pública. Poucos se salvam.

Tanto é verdade, que até aqui nenhum pré-candidato à Presidência caiu na graça do povo. Nem de ideologia de direita, nem de esquerda, nem de centro.

Prevalece a dúvida em quem votar nas próximas eleições, enquanto a avalanche de votos nulos e brancos se torna visivelmente nas pesquisas uma ameaça ao direito de escolha.  

sexta-feira, 20 de abril de 2018

Pré-candidatos na corrida

Sinceramente, tenho simpatia pelas candidaturas de representantes das minorias e dos desfavorecidos. Mas é preciso que esses candidatos se apresentem com determinação e perfil ideal para assumirem o cargo a que se propõem.

Dois pré-candidatos por partidos de centro-esquerda que poderiam deslanchar melhor na disputa presidencial, como Marina Silva (Rede Sustentabilidade) e Joaquim Barbosa (PSB), erram por dar a impressão de hesitação, falta de firmeza e até mesmo de insegurança em suas atitudes.

Candidato à Presidência da República não pode vacilar – ou é ou não é, e ponto final. Agora ficar em cima do muro a exemplo de Marina em determinadas questões nacionais, ou se é ou não candidato como o ex-ministro Joaquim Barbosa, isso em nada ajuda. Pelo contrário, só atrapalha.

O Brasil precisa de gente disposta, destemida e determinada, que demonstre seus propósitos frentes aos graves problemas do país e que transmita segurança à nação. Ficar em dúvida ou no meio termo dá a ideia de não saber bem que rumo tomar.

Estamos em busca de governante decidido, preparado para o enfrentamento das questões e capaz de obter o consenso nacional pelas suas ideias e propostas. Entregar um país a alguém que mais adiante possa desistir num ímpeto emocional diante dos desafios, é trazer mais problema.

A História nos traz exemplo do passado, como o de Jânio Quadros, político de atitudes estouvadas, em quem o país confiou o elegeu como "o homem da vassoura", e deu no que deu com sua renúncia repentina. O Brasil entrou numa ditadura militar (regime de exceção) que passou mais de duas décadas para voltar à democracia.

Atoleiro governamental

Ao que parece na história governamental potiguar, nunca um governo em quatro anos deu tão errado, sem conseguir sair da crise financeira ...

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