terça-feira, 31 de julho de 2018

A política insossa

A  eleição de 2018 pinta talvez como a mais curiosa de toda a história política do país. Sem aptidão para votar e desprezando a viciada forma de se fazer política, eleitores caminham opostamente aos políticos.

Candidaturas nas esferas federal e estadual não empolgam, com raras exceções, em que quando isso surge como novidade falta ao candidato estrutura partidária de apoio para avançar.

Candidatos que possam se apresentar como renovação no quadro político, têm quase zero de chance de se tornarem conhecidos do eleitorado em tempo hábil no pleito para opção.

Daí é que os mesmos de sempre da velha política se tornam mais viáveis a renovarem seus mandatos ou pleitearem novas investidas no tabuleiro político, em partidos maiores e mais fortes.

Há políticos, entre os chamados partidos nanicos, que se unem para praticar apenas o fisiologismo. Cada vez mais esses caminham desvinculados da pretensão democrática do eleitorado.

Curioso é saber o que realmente levam partidos apoiarem, por exemplo, governos atuais que se transformaram em verdadeiro fiasco. Diga-se, sem apoio popular para um segundo mandato.

Este é o caso aqui do Rio Grande do Norte, onde partidos sem expressão eleitoral como PTB, PTC, PPS, PRP, PMB e Avante se juntaram para apoiar a reeleição do governador Robinson Faria (PSD).

Além do PSDB do deputado federal potiguar Rogério Marinho, aliado de primeira hora do presidente Michel Temer (MDB), ex-PMDB.

Todavia tem sido este o cenário político de incertezas que assistimos na realidade do país e, particularmente, dos Estados brasileiros.

Está difícil – mas não impossível – a renovação pretendida. Porém, é com um pequeno avanço agora e outro mais adiante, que construiremos o futuro. A esperança nunca morre para os que lutam.

terça-feira, 24 de julho de 2018

Cheque, armadilha bancária

A rigor, ele nunca foi especial em nada. E sim, uma armadilha bancária. Entrou nele, fica difícil de sair e cada vez mais o correntista vai precisar dele, transformando-o em extensão de sua renda.

Esse é o cheque especial, em que 46% dos usuários recorrem ao limite todos os meses, segundo pesquisa do SPC Brasil e Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas – CNDL.

Mas 63% desconhecem valor dos juros cobrados. É aí que mora o perigo, porque as taxas bancadas são para lá de extorsivas, agiotagem pura, que no Brasil nunca tiveram limites.

Clientes de bancos se valem dele para cobrir imprevistos quando o salário não é suficiente para as despesas de cada mês, como saúde e pagamento de dívidas.

Aí quando recebe o salário, metade ou mais que isso é para cobrir o cheque, e o restante para tentar sobreviver, mas que nunca dá e novamente se recorre ao cheque especial.

A partir daí forma-se um círculo vicioso em que o usuário dificilmente consegue sair, porque se torna humanamente impossível com juros que ultrapassam até 300% ao ano.

Depois de tanta inadimplência, hein! hein! e embromações, governo e bancos tentam estabelecer novas regras para endividados saírem do tal cheque especial.

Em resumo, oferecendo outras linhas de crédito menos ruins, ou seja, com juros menores. A pergunta é: vai dar certo? Sei não! Sei não! Desconfio, porque banqueiro não mata sua galinha de ouro.

sexta-feira, 20 de julho de 2018

A polêmica do PL do Veneno

Até aqui ninguém se entende sobre o projeto de lei que pode mudar regras do uso de agrotóxicos nas plantações, que já ganhou o apelido de PL do Veneno.

Não é pra menos a questão que deve ser um tema exaustivamente debatido, pois a rigor trata-se da alimentação que consumimos.

Ora, se hoje em dia já tememos pelo uso desses defensivos agrícolas usados no campo de forma indiscriminada, imagine se houver uma maior flexibilização.

Nem pensar! – e a custo de quê? Da ameaça à saúde humana e pela ganância do lucro favorecido à agropecuária do país na disputa de mercado? É demais!

Mas a verdade é que esse projeto de lei está em discussão no Congresso para aprovação, opondo empresas que dizem buscar mais competitividade no mercado externo, contra chefs, ambientalistas, bem como ativistas. A polêmica segue sem consenso.

Um dia desses, a minha amiga educadora Geozenira Nogueira Alves, casada com o engenheiro agrônomo Geraldo Magela, grande amigo, que moram em Jundiaí-SP, já nos alertou por uma das redes sociais sobre esse possível envenenamento da comida brasileira.

Agora a notícia é também destaque no site da Folha de S. Paulo.

Uma alternativa apontada por parte dos envolvidos nessa discussão é a expansão do cultivo orgânico, é claro, que nunca foi ainda tão significativo no país. Porém há outras estratégias em curso.

O que não se pode concordar é com uma liberação sem controle de agrotóxicos. Eis aí a questão: o projeto em tramitação gera incertezas sobre o cultivo no país.

segunda-feira, 16 de julho de 2018

Rombo dos Correios

No Brasil de tanta roubalheira, os escândalos se sucedem uns a outros absurdamente. Invariavelmente, a pergunta é a mesma: "Cadê o dinheiro que estava aqui?

Não é diferente nos Correios. O seu Postalis, fundo de seguridade social dos funcionários, acusa rombo de R$ 9 bilhões.

Isso resulta em nada menos de 150 mil famílias atingidas no país, com mais de 500 mil pessoas ameaçadas em seus direitos de aposentadoria ou pensão.

Em razão disso, além de cansados de esperar que a Justiça e órgãos de controle atuem para recuperar recursos desviados do instituto, esse pessoal vai à luta também aqui em Natal.

Nesta terça-feira, 17 de julho, das 10h30 às 11h30 protestarão contra essa situação. A manifestação vai ser em frente à agência da avenida Hermes da Fonseca, próximo à sede da AABB, bairro do Tirol.

Até mesmo uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) não foi suficiente para que o caso do Postalis fosse passado a limpo, conforme contam as lideranças desse movimento.

Nem uma intervenção feita recentemente deu jeito na situação, pois  se deu de forma muito estranha por quem tinha que ter agido há muito tempo,  acusam essas lideranças

Ao contrário das expectativas, até aqui a intervenção só produziu mais prejuízos para os trabalhadores e para a empresa, segundo as entidades representativas dos funcionários ativos e aposentados dos Correios (Adcap, Anapac e Sintect/RN) relatam em nota conjunta.

Daí, esses beneficiários prejudicados, com suas aposentadorias em risco, clamam por justiça e responsabilização dos que desviaram os recursos e dos que deviam ter fiscalizado as operações do instituto, como o Banco BNY Mellon.

Essa instituição financeira administrava praticamente todos os fundos do Postalis, e a Previc, do Ministério da Fazenda.

sexta-feira, 13 de julho de 2018

Que saúde é essa?

Com demanda alta e estrutura ineficiente, a saúde pública no Rio Grande do Norte se arrasta com filas de espera quilométricas para cirurgias hospitalares ortopédicas e neurológicas.

Nada menos que 2.300 pacientes aguardam a vez, correndo riscos de sequelas e até morte, conforme nos diz notícia do site Tribuna do Norte.

É preciso contar com paciência e sorte para não acontecer o pior, com quem está numa dessas longas filas em hospital da capital.

Esse é o Sistema Único de Saúde (SUS), que na teoria viria para resolver os problemas, mas na prática é bem diferente do que previam os gestores.

Na verdade, o SUS fechou hospitais, enxugou custos e integrou uma rede nacional na tentativa de fazer melhor, mas que até hoje funciona aos trancos e barrancos.

Aqui mesmo, no Rio Grande do Norte, os servidores públicos estaduais perderam seu hospital, na época Hospital do IPE que bem ou mal funcionava, e passaram a depender do SUS.

Diferentemente de São Paulo, que até hoje mantém funcionando o Hospital dos Servidores, uma referência no Estado. O daqui do RN fecharam.

A saúde pública sempre dependeu de mais investimentos à medida que a população cresce. Mas isso foi ignorado pelos governos, tanto que o  descaso levou a tal ponto.

Falta de dinheiro? Não, creio que não. Essa situação está mais para desperdício, desvios, corrupção, má gestão e outros males da administração pública dos Estados. 

segunda-feira, 9 de julho de 2018

Semana pós-eliminação

A semana começa com a ressaca da pós-eliminação do Brasil pela Bélgica nas quartas de final. É ruim ficar remoendo fato consumado. Mas bem que nossa seleção poderia ter passado adiante.

Talvez não estivéssemos num dia de estado de graça. As duas seleções se igualavam em bom futebol. Mas o Brasil desperdiçou chances de acertar o gol e oportunidades não se perde.

Se bem que concordo com Tostão, comentarista esportivo e ex-jogador da seleção brasileira. Faltou ao Brasil um craque no meio de campo para um melhor desempenho coletivo.

Acertar bola na trave no início da partida e cometer gol contra são sinais de favorecimento ao adversário e de que a coisa não está indo bem. Sorte dos belgas que acertaram nas jogadas.

Mas futebol é assim mesmo, tem dia que dá certo e dia que não, apesar de se encontrar justificativa para apontar erros e falhas em campo. Deu no que deu.

A meu ver, a seleção do Tite realizou boa campanha no mundial, e a partir daí deve voltar a se preparar para a próxima Copa sem mudar de treinador.

Precisa sim, buscar a perfeição técnica e tática, testando novos talentos e harmonia no conjunto para chegar ao hexacampeonato tão cobiçado pela torcida brasileira.

Creio que a perfeição – ou quase isso –  demanda tempo de preparo e quanto mais cedo começar melhor. Até lá, em 2022, no Qatar, mais atletas talentosos deverão surgir para uma boa seleção.

sexta-feira, 6 de julho de 2018

Uma inauguração frustrante

A qualidade dos nossos governantes, com raras exceções, é de causar repúdio. Inaugura-se obra, aqui no Rio Grande do Norte, ainda incompleta, passados quatro anos.

Obra que deveria ter ficado pronta no governo passado, para a Copa do Mundo de 2014, em que Natal, capital do Estado, foi uma das sedes dos jogos realizados no Brasil.

A entrega do bem público só veio agora, às pressas, de forma frustrante, porque o calendário eleitoral só permite inauguração de obra pública até este sábado, 7 de julho.

Trata-se da via sul que leva até ao Aeroporto de Natal, no município de São Gonçalo do Amarante, com acesso pela BR 304. Facilita para quem mora na zona sul natalense.

O outro acesso, o da via norte, funciona desde a inauguração do novo aeroporto, em maio de 2014. Também entregue na época de forma incompleta.

Custo total dos dois acessos chegou a R$ 117 milhões.

No caso do acesso sul falta ainda iluminação e sinalização vertical da pista. Também falta um viaduto sobre a BR 304 para a obra ficar totalmente completa.

É por essa e por outras razões que se clama tanto por renovação política e, claro, bons gestores.

segunda-feira, 2 de julho de 2018

A busca pela saúde

Hoje manter um plano de saúde no Brasil é privilégio de poucos por conta das altas mensalidades cobradas, sobretudo na velhice. Mas quem não deseja ter esse salvo-conduto?

O Sistema Único de Saúde, nosso conhecido SUS, com demanda excedente à sua capacidade de dar respostas rápidas e eficientes, tornou-se um peso para o Estado brasileiro e pesadelo para a população que depende dele. Isso é fato.

Contudo, lendo artigo de Cadri Massuda, presidente do Sindicato Nacional dos Planos de Saúde (Sinamge), ele nos aponta duas saídas para reduzir custos pela metade que chegariam aos beneficiários da assistência privada.

Massuda diz que "a grande maioria da população vai ao médico quando já estão com um problema e aí cabe ao profissional (nem sempre o mais indicado) apenas tratar os sintomas". É verdade. "O que se busca é que essas pessoas tratem de sua saúde de forma constante e o médico da família seja o grande aliado nesse objetivo."

"Esse modelo de saúde proposto é benéfico para a população, para as operadoras de planos de saúde e para a saúde pública". Entendo, como justo esse ponto de vista. Porém, faz uma ressalva: "O caminho é longo, pois envolve uma mudança cultural". Sem dúvida.

"Mas as perspectivas são otimistas: a tendência é que baixe drasticamente os custos das operadoras que poderão repassar essa economia aos beneficiários."

"Isso também irá desafogar o SUS que poderá buscar maior equilíbrio e práticas". Também concordo com tal raciocínio.

Agora vem o nó da questão, que embora razoável, deve gerar discussões e divergências.

Outra solução plausível para a realidade brasileira e que necessita da legislação da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) é a utilização da ampla rede de operadoras de saúde, na oferta de consultas e exames pré-pagos nos mesmos moldes do Sistema Nacional de Atendimento Médico.

Pois bem, segundo Massuda, esses procedimentos poderiam ser cobrados à parte junto ao plano hospitalar obrigatório, permitindo que o beneficiário tenha um plano de saúde em regime de internação hospitalar.

Justamente onde há grande dificuldade no pagamento direto dado aos altos custos envolvidos.

"Esta modalidade permitiria baixar em até 50% o custo dos planos médicos, trazendo mútuo benefício para a população e para a operadora de saúde".

Tais caminhos parecem razoáveis e discutíveis. O que não se admite é eliminar os maiores de 60 anos pela incapacidade de pagamento em decorrência dos altos custos dos planos de saúde.

quarta-feira, 27 de junho de 2018

O hub aéreo de Fortaleza

Andei por Fortaleza em maio recente, e vi por lá num jornal impresso, que o hub aéreo (central de conexões) sem êxito aqui no RN, depois de tanto alarde e incentivo fiscal, emplacou no Aeroporto de Fortaleza discretamente.

Não como empreendimento das companhias LAN e TAM que juntas geraram o nome Latam. O projeto da Latam aqui era disputado no Nordeste pelos aeroportos de Natal, Recife e, inclusive, Fortaleza. Mas no Ceará se concretizou numa parceria da Air France-KLM com a GOL.

Pois bem, lá em Fortaleza essa central de conexões aérea funciona desde 3 de maio, quando foi inaugurada festivamente. E aqui no RN? Neca de pitibiriba.

Foi mais um fiasco do governo Robinson Faria (PSD), entre tantos que estão acontecendo desde o início de sua gestão. Não se pode colocar a culpa em tudo na crise financeira.

No caso do hub fortalezense um bom benefício  tem sido o barateamento das passagens aéreas para os brasileiros e ampliação dos destinos para os europeus no Norte e Nordeste, especialmente Recife , Natal, Salvador, Belém, Manaus e até Brasília.

Estamos perdendo feio desde o sonho da grande refinaria que foi para Pernambuco.

Fiquei a lamentar nossas dificuldades e falta de competência para avançarmos e prosperarmos. É isso aí: "Quem pode, pode; quem não pode se sacode."

segunda-feira, 25 de junho de 2018

Vida dura de endividamento

Foi-se o tempo que a saída era pendurar a conta na bodega da esquina até o fim do mês.

Hoje cartão de crédito é o escape de muita gente para sobreviver e manter seu padrão de vida. Um perigo, porque você usa e abusa, mas perde o controle e não sabe mais como sair dele.

A exorbitância dos juros cobrados quando o consumidor (ou consumidora) fica pendurado no rotativo torna-se impagável. Nenhuma medida, até aqui, foi tomada para resolver isso.

Na verdade, as novas regras do rotativo ainda são consideradas pouco atrativa para quase um terço da população consumidora que conhece as mudanças, entrevistadas por pesquisa recente do SPC (Serviço de Proteção ao Crédito) e CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas).

E o pior é que, essa mesma pesquisa, revela que um em cada cinco usuários do cartão de crédito (20%) utilizam tal meio de pagamento como extensão da própria renda. Desconfio de que esse percentual possa ser até maior.

Quer dizer, acabam recorrendo a esse tipo de crédito para continuar comprando quando o salário do mês acaba e, assim, adiar o pagamento, conforme constata a pesquisa.

É verdade, brasileiros e brasileiras, com a crise financeira que se instalou no Brasil, desemprego e perda de rendimentos, vivem mais de cartão de crédito e cheque especial do que do salário.

Marcela Kawauti, economista-chefe do SPC Brasil, no entanto, nos alerta: o grande perigo de achar que o cartão de crédito funciona como renda complementar é o endividamento.

sexta-feira, 22 de junho de 2018

Climão de Copa

Com esse climão de Copa do Mundo, nem adianta você sair por aí buscando outros assuntos. Só se fala em resultados dos jogos, quem vai jogar, quais são as expectativas, por aí.

O noticiário político foi ofuscado pela festa do futebol mundial na Rússia. A rigor, a política vai ficar para depois da Copa. É quando o pleito eleitoral vai mesmo começar a deslanchar e esquentar.

Por enquanto, só se ouve referências a craques como Messi, Neymar Jr. e Cristiano Ronaldo, para ficar só nestes três. Mas há outros sim na disputa do mundial.

O Lionel Messi, que se apaga completamente quando disputa pela seleção argentina.Coitado! Não dá sorte mesmo. Pelo menos até aqui, com sua seleção quase eliminada da competição 2018.

Neymar que é uma esperança para os brasileiros passarem para as oitavas de final, e o português Cristiano Ronaldo que desponta como o grande craque da vez.

Parece até que na seleção de Portugal só existe ele, RC7.

Por tradição, nós sabemos que a Copa do Mundo é uma festa planetária, com 32 seleções  envolvidas. Nossa experiência mais recente foi em 2014 em que o Brasil foi sede e fez feio.

Natal, minha cidade, foi uma das sedes dos jogos. Lembro-me de que a cidade ficou em festa enquanto durou a competição, com muitos turistas lotando shoppings e outros locais.

Inesquecível, o que viveu esta cidade há quatro anos no calendário de junho.

sexta-feira, 15 de junho de 2018

A bola tá rolando

Estamos iniciando mais uma Copa do Mundo que se realiza a cada quatro anos.

Já fui convidado para o jogo de estreia do Brasil x Suiça de domingo, dia 17. É no salão de festas do condomínio onde mora meu irmão Vital Luiz Costa.

O mano está completando mais um outono de vida. Aproveita para reunir familiares e amigos em seu aniversário, coincidindo com o clima festivo da Copa. Que venham muitos outros outonos pela frente.

Nesta Copa, Brasil nunca esteve tão confiante em sua seleção. Tomara que tudo dê certo com uma vitória brasileira. Nossa seleção merece, e esta pátria de chuteiras idem.

quarta-feira, 13 de junho de 2018

O pinta e borda dos deputados

As denúncias feitas contra deputados da Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Norte pela delatora da Operação Dama de Espadas, ex-procuradora geral da Casa, Rita das Mercês Reinaldo, são por demais escandalosas. Passa dos limites.

Escancara a podridão em que mergulhou um dos Poderes constituídos no Estado, denominado enganosamente de "Casa do Povo". Nunca foi e seria mais coerente se chamar "Casa dos Desavergonhados", onde não há limite para se praticar absurdos com o dinheiro público.

A delatora contou ao Ministério Público do RN como o esquema funcionava para a compra de deputados a favor de interesses próprios, entre 2006 e 2015. Investigações que abrangem as gestões na presidência da Casa, do então deputado Robinson Faria, atual governador do Estado, e do colega Ricardo Motta.

Essa compra era feita por meio de cargos e dos chamados "funcionários fantasmas", aqueles (ou aquelas) que não comparecem ao trabalho.

O esquema beneficiava, segundo as denúncias, também desembargadores do Tribunal de Justiça do RN, conselheiros do Tribunal de Contas do Estado, ex-governadores, deputados federais e senadores, bem como prefeitos e vereadores de Natal e cidades do interior.

Afinal, em que vai dar tanto escândalo? O processo, de acordo com o que se noticiou, está no  Supremo Tribunal Federal (STF), porque há envolvidos com foro privilegiado.

Esse é um dos ralos em que escorria o dinheiro público. Mas existe mais denúncia, como a de um plano de saúde bancado pela Assembleia para deputados, ex-deputados e companhia.

Daí, é lógico, se sobra de um lado, falta do outro. O lado que mais precisa, o do povo, que fica sem saúde pública, educação e segurança, entre outros bens comuns.

segunda-feira, 11 de junho de 2018

Sinais dos tempos

Fiquei impressionado ao dar de cara no noticiário com o que não tive mais dúvida: vivemos uma guerra surda. Quer dizer, não declarada oficialmente. Dessas que bastam os números para nos convencer do que digo aqui.

É a guerra das forças militares contra o narcotráfico. O banditismo que tomou conta do país.

Dizia em destaque uma das notícias: "Com mais de 5 mil homens, intervenção faz sua maior operação policial no Rio".

A imagem mostrava militares das Forças Armadas nas ruas do Rio de Janeiro no alto de um tanque de guerra, empunhando fuzis nas mãos. Aí não tive mais dúvida. É guerra! guerra!

O que se ouve mais nestes tempos sombrios são intensos tiroteios com rajadas de fuzis. A outrora "cidade maravilhosa" virou um campo aberto de confrontos. Salve-se quem puder!

Mas o pior é que, mesmo com perdas dos dois lados, assim como de inocentes e de quem fica no meio do fogo cruzado, não se sabe quanto tempo levará para extirpar o mal. O Rio é apenas uma amostra do que se espalha Brasil afora.

No Rio Grande do Norte, outra visão do apocalipse destes tempos. "Carro e ambulância do Corpo de Bombeiros são incendiados em Mossoró", segunda maior cidade do Estado.

E mais: "Agências bancárias, lotérica e lojas são arrombadas em três municípios". Tudo no Estado potiguar, que não consegue deter o banditismo faz tempo. A taxa de homicídios no RN cresceu 257% em dez anos, segundo o Atlas da Violência.

Mata-se mais aqui no Brasil do que em países da Europa. É ou não uma guerra?

sexta-feira, 8 de junho de 2018

Fé e esperança reanimam

Por mais que a situação seja desanimadora, não podemos perder a esperança. É bom repetir aquela saiba expressão surrada, muito ouvida, que "a esperança é a última a morrer". De fato, sem essa virtude não há a fé que necessitamos para mover a vida.

Digo isso, pensando aqui com meus botões, como mudar este país, nosso Estado, esta cidade em que vivemos, diante de tantos problemas graves com que nos deparamos. Eleições aí a vista são sem dúvida boa oportunidade de transformação. Basta ter autocrítica, o que não é fácil.

As pessoas não pensam como eu penso, como você pensa. Geralmente, têm visão de vida diferente. Isso não quer dizer que eu ou qualquer outra pessoa pensem sempre certos. Erramos. O erro é comum ao ser humano. Mas poderemos pensar aproximados que nos leve para o bem comum.

Gestões municipais, estaduais e nacionais que gerem boas escolas, melhores hospitais, segurança  pública de qualidade, enfim, marcharmos para uma civilização do bem coletivo, do bem estar e da prosperidade. Com mais oportunidades de emprego e renda, habitação e menos desigualdades.

A falta de autocrítica gera individualismo, desonestidade, corrupção e criminalidade. Por isso, sempre é bom lembrar: ponha a mão na consciência para transformar seu modo de pensar e agir.

quarta-feira, 6 de junho de 2018

Sem abrir mão da democracia

Imagino que uns e outras agem com ingenuidade política e sem nenhuma maldade, ao pregar a renúncia ao voto nas eleições de outubro.

É até compreensível diante da falta de credibilidade da classe política do nosso país, mas um erro ingênuo na busca por melhores perspectivas.

Abrir mão do voto, um direito seu de escolha dos governantes e representantes, é o mesmo que passar um cheque em branco para os aproveitadores. É enterrar a democracia, regime de liberdades, para entregar o poder a um sistema, digamos, de aventureiros ou ditatorial sem liberdades.

Menciono aqui o que disse, por exemplo, o jornalista Merval Pereira, de O Globo, em seu artigo do feriado de Corpus Christi: "... apesar da desmoralização dos políticos e do próprio governo do presidente Temer, prevalece a ideia de que mais democracia é a solução para as crises, e não menos".

Fazer boas escolhas de candidatos a cada eleição é a opção de bom senso. Não importa que erramos, nos enganamos ou fomos ludibriados. Há oportunidade de corrigirmos esse erro mais adiante. Sabe aquele ditado sábio: "Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura". É isso mesmo.

Um dia este nosso país haverá de se encontrar, buscando mais e mais os instrumentos democráticos de aperfeiçoamento. A renovação, por exemplo, do quadro político e melhores partidos. Não desista disso, prefira a democracia do que um regime autoritário de exceções.

Cuidado não embarque em canoa furada, para depois ter que navegar contra a maré braba e terminar morrendo na praia, como se diz por aí.

segunda-feira, 4 de junho de 2018

A queda de Parente

Agora foi que descobriram que o tal do Pedro Parente, ex-presidente da Petrobras, não é o cara. Tarde demais para o estrago que ele provocou no país. Ah, Brasil!

Salvaram a Petrobras e o Brasil todo caiu no maior desastre, com consequências para a recuperação da economia nacional. É ruim, hein?

Aí o executivo competente não se sustentou no cargo. Sumiu de cena, ato encerrado.
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 Fonte: http://www.tribunadainternet.com.br/pedro-parente-e-um-executivo-irresponsavel-mas-parecia-ser-muito-competente/

quarta-feira, 30 de maio de 2018

Para fugir ao tédio

Quando estou sem saber o que fazer, sem sair de casa, meu país como se estivesse no caos de uma guerra, volto a ler intensamente para manter minha mente ocupada com algo útil e deixar o tempo passar.

A leitura prazerosa nos deixa entretido e transmiti sabedoria. Então, vali-me de um velho livro de crônicas de Clarice Lispector esquecido aqui numa estante.

Há outro que também venho lendo que me traz saudades, como o do professor Woden Madruga, jornalista veterano da Tribuna do Norte, intitulado Na Gaveta do Tempo. Ainda arrisco correr os olhos pelos artigos de Ricardo Kotscho, em seu blog. Isso para saber como andam as coisas, em textos objetivos, simples e gostoso de ler.

O meu país anda insuportável, preocupando a quem busca a normalidade e perspectivas de melhoras. Parece que neste governo de mandato tampão do presidente Michel Temer não vamos conseguir. Ainda bem que faltam poucos meses para acabar.

Governo sem popularidade não evolui, a não ser que apele para o autoritarismo, impondo um regime ditatorial na base dos canhões e baionetas.

Ando meio assustado, desmotivado e de esperança fraca com tudo que está acontecendo. A greve dos caminhoneiros piorou o que já estava ruim.

O melhor mesmo é tomar uma ou duas taças de vinho para me acalmar depois de cada noticiário. Vinho que, com o salário cada vez mais magro, só consigo comprar depois de pesquisar nas promoções dos supermercados. Ô vida!!!

segunda-feira, 28 de maio de 2018

País sem opção

Depois de mais de um mês ausente, volto ao blog em meio a uma avalanche de coisas acontecidas e outras que acontecem no caminhar da vida. Estamos em fins de maio e muito rebuliço pelo país afora. Essa greve dos caminhoneiros, que dizem ser também das transportadoras, por causa dos frequentes aumentos do diesel, trouxe o retrato de um país em permanente crise político-administrativa, econômica e social.

Um país dividido, que não se encontra, de governantes desgastados, políticos desacreditados e povo sem quase mais esperança de melhoras a curto, médio e longo prazos. Mesmo com eleições gerais se aproximando, inclusive para a Presidência da República, falta-nos ainda quadros políticos confiáveis. Brasileiros e brasileiras marcham para o pleito eleitoral sem saber em quem votar.

O velho e tradicional sistema político viciado tenta resistir a todo custo. Não querem largar o osso, em que se alimenta de uma corrupção sistêmica. Mas não é do dia para noite que mudamos as coisas erradas, enraizadas na nossa cultura torta. Só o tempo é capaz de transformação. Importante mesmo para chegar lá é fazermos nossa parte no processo. Votar com critérios qualitativos.

Essa greve dos caminhoneiros, mostra-nos o quanto estamos em caminhos errados, apesar do medo do desabastecimento geral, do caos em que o Brasil mergulhou, mesmo sem ser a Venezuela, o tamanho do estrago que vamos enfrentar. Porém, não há transformações sem lutas. Governos priorizaram as rodovias no país e desprezaram as ferrovias. Está aí a falta que nos faz uma opção.

Nunca esqueci da minha infância, tempo em que os trens faziam o transporte de cargas e de passageiros. As estações ferroviárias eram um ponto de encontro e lazer nas cidades pequenas para esperar o horário do trem chegar ou partir. Já vai bem distante esse tempo.

segunda-feira, 23 de abril de 2018

Chega de duas realidades

O marketing político ou propaganda por meio da mídia, seja nacional, seja local, insistem em tentar engabelar as pessoas. Consomem recursos que faltam na saúde, na educação e na segurança pública.

Tudo para mostrar uma realidade falsa, que a população sabe não ser verdadeira. É uma propaganda apenas para deleite dos próprios governantes, pois logo o noticiário apresenta a outra face.

Realizan o mínimo, quando deveriam fazer o máximo pelo bem comum. Constroem prisões para prender cada vez mais criminosos, quando deveriam construir mais escolas e hospitais.

Fazem pronunciamentos focando apenas em pontos seletivos quase inexistentes, como se vivêssemos uma realidade maravilhosa, deixando todo o resto que incomoda de fora do discurso.

É assim que políticos de múltiplos partidos se apresentam em ano eleitoral na busca de um voto de confiança, mas cada vez mais impopulares e repudiados pela a opinião pública. Poucos se salvam.

Tanto é verdade, que até aqui nenhum pré-candidato à Presidência caiu na graça do povo. Nem de ideologia de direita, nem de esquerda, nem de centro.

Prevalece a dúvida em quem votar nas próximas eleições, enquanto a avalanche de votos nulos e brancos se torna visivelmente nas pesquisas uma ameaça ao direito de escolha.  

sexta-feira, 20 de abril de 2018

Pré-candidatos na corrida

Sinceramente, tenho simpatia pelas candidaturas de representantes das minorias e dos desfavorecidos. Mas é preciso que esses candidatos se apresentem com determinação e perfil ideal para assumirem o cargo a que se propõem.

Dois pré-candidatos por partidos de centro-esquerda que poderiam deslanchar melhor na disputa presidencial, como Marina Silva (Rede Sustentabilidade) e Joaquim Barbosa (PSB), erram por dar a impressão de hesitação, falta de firmeza e até mesmo de insegurança em suas atitudes.

Candidato à Presidência da República não pode vacilar – ou é ou não é, e ponto final. Agora ficar em cima do muro a exemplo de Marina em determinadas questões nacionais, ou se é ou não candidato como o ex-ministro Joaquim Barbosa, isso em nada ajuda. Pelo contrário, só atrapalha.

O Brasil precisa de gente disposta, destemida e determinada, que demonstre seus propósitos frentes aos graves problemas do país e que transmita segurança à nação. Ficar em dúvida ou no meio termo dá a ideia de não saber bem que rumo tomar.

Estamos em busca de governante decidido, preparado para o enfrentamento das questões e capaz de obter o consenso nacional pelas suas ideias e propostas. Entregar um país a alguém que mais adiante possa desistir num ímpeto emocional diante dos desafios, é trazer mais problema.

A História nos traz exemplo do passado, como o de Jânio Quadros, político de atitudes estouvadas, em quem o país confiou o elegeu como "o homem da vassoura", e deu no que deu com sua renúncia repentina. O Brasil entrou numa ditadura militar (regime de exceção) que passou mais de duas décadas para voltar à democracia.

segunda-feira, 16 de abril de 2018

Coisas do noticiário em pauta

Adivinhem quem lidera a corrida presidencial? Ninguém mais do que ele: Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mesmo depois de preso, com 31% das intenções de votos na recente pesquisa Datafolha.

No entanto, sites e jornais da mídia nacional preferem dar destaque de que Lula perde votos depois de preso. Ora bolas, nada mudou até aqui. A liderança do petista permanece.

O enfoque do noticiário é dado de acordo com a linha editorial de cada publicação. Quem manda diz o que quer e o que lhe é conveniente.

Outra é que os votos deixados de ser dados a Lula, que antes liderava com 37%, estão indo para candidatos de esquerda ou de centro-esquerda de mesma tendência ideológica. A direita nada lucrou, ao menos até agora.
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SÓ NO BRASIL

Um evento que se realizou em Lima, no Peru, para debater estratégias contra a corrupção, sabe quem foi pra lá tratar da questão? Ninguém mais que Michel Temer (PMDB/MDB).

Sim, ele mesmo, alvo de duas denúncias e dois inquéritos criminais. Parece piada, né não?

Foto no site Tribuna da Internet brinca com a figura dele: "Temer demonstra ser um mestre do ilusionismo". Não é pra menos.

quarta-feira, 11 de abril de 2018

Passar o Brasil a limpo

Com o ex-presidente Lula na prisão, maior líder popular brasileiro contemporâneo, a Operação Lava Jato, que combate a corrupção política e empresarial no Brasil, pode agora provar que não investiga nomes, nem partidos, mas fatos.

Está no Globo de ontem (terça-feira 9/04) que o doleiro Lúcio Funaro, delator preso, entregou documentos aos investigadores da Lava-Jato que comprometem o grupo do presidente Michel Temer, pois os papéis apontam a rota de dinheiro pago pela Odebrecht ao PMDB.

Tais provas devem ser usadas para fundamentar inquérito no STF contra Temer e os ministros Moreira Franco e Eliseu Padilha. E ainda que a Justiça federal de Brasília aceitou denúncia contra nove acusados de agir no chamado "quadrilhão do PMDB".

Sobra também esse baixo astral para cima do PSDB do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e do senador Aécio Neves, este último outro enrascado em investigações.  A notícia dá conta que o ex-governador mineiro Eduardo Azeredo, no centro do mensalão tucano, pode ser preso agora em abril.

É que Azeredo, já condenado em segunda instância pela Justiça mineira, deve ter julgado dia 24 de abril o último recurso que poderá alterar a sentença. Trata-se dos embargos infringentes.

A Justiça brasileira, certamente, não vai perder tempo para provar que quer passar mesmo o país a limpo, doa em quem doer. Portanto, quem tiver culpa no cartório, que se segure na sela do cavalo montado. Mais cabeças devem rolar! – ou não?

segunda-feira, 9 de abril de 2018

A seguir, os desdobramentos

Calma, gente! – como diz o bordão do jornalista Ancelmo Góis. Essa história não termina com a prisão do ex-presidente Lula. Os próximos capítulos vêm aí. Que fim de linha, que nada!

A revista Veja erra logo na ilustração da capa e tenta manipular seu público leitor. A sala em que está o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na sede da Polícia Federal, em Curitiba, não tem grades.

O ódio, o fanatismo de extrema-direita e o desequilíbrio emocional dos colunistas da Veja dá medo ao rumo que a política brasileira tomou. Isso a nada leva de bom senso, harmonia e fortalecimento.

As eleições estão próximas, outubro está bem ali. Agora vão começar os desdobramentos. Ainda não existe um candidato (ou candidata) com vitória prévia consolidada. Nem de esquerda, nem de direita.

Vem jogo pela frente, agora de fora desse cenário de disputa o líder das pesquisas que cumpre pena condenatória. Mas como não está morto, ele pode influenciar seu vasto eleitorado país afora.

Para onde pender o povão brasileiro (não são as elites) nos Estados das cinco regiões, certamente sairá daí o candidato com larga chance de vitória. Por enquanto ninguém se apresenta como tal.

Se a esquerda se unir em torno de um candidato, pode ter chance. A direita também, se não teimar em ser uma "direita chucra", como denominou o jornalista Reinaldo Azevedo em sua crítica.

Sim, há candidatos de centro-esquerda ou centro-direita que de repente podem decolar no pleito.

Façam suas apostas senhores e senhoras! O jogo vai começar! É pra já.

sexta-feira, 6 de abril de 2018

No dia seguinte à decisão

Há uma tendência de que líder popular preso, como é o caso do ex-presidente Lula (foto), tende a virar mártir e assim se fortalecer ainda mais politicamente na prisão.

Se assim for, ainda há muita história política a rolar pela frente. As análises políticas apontam que a eleição à Presidência da República deste ano será a mais imprevisível da redemocratização.

Sem pré-candidato consolidado deixado pelo vácuo do líder das pesquisas Luiz Inácio da Silva (PT), o país marcha sem rumo para o que será, será! – e vamos que vamos!

Quem não sabe, que o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, mudou de posição votando favorável ao petista no habeas corpus não por simpatia ou para ser bonzinho?

Gilmar (ah, Gilmar!) mudou seu voto para permanecer contra a Operação Lava-Jato, que combate a corrupção no país, mas prevendo o que poderá acontecer aos seus protegidos mais adiante.

Se o Planalto se cala lá em Brasília, há seus motivos. Não é por não ter gostado da retirada de Lula da disputa política. Isso até que foi maravilhoso para quem não pretende largar o osso.

Temer, o presidente da República denunciado e salvo pelo Congresso, teme, é claro, o que poderá a vir lhe acontecer depois que perder o foro privilegiado a partir de janeiro de 2019.

Há um outro questionamento que me incomoda e não me deixa silenciar. E se, de fato, tudo isso se tratar tão somente de um propósito político para retirar de cena o líder imbatível?

Sim, porque passadas as eleições, magistrados do STF podem no futuro mudarem de ideia, pautar novamente a prisão em 2ª instância e decidirem reformá-la. Tudo neste país é muito imprevisível.

Como vamos terminar essa história, que agora entramos no capítulo da prisão? Sem candidato (ou candidata) invencível, à direita, à esquerda ou ao centro, outubro se aproxima com pressa.

quarta-feira, 4 de abril de 2018

Perdido em meio a barbaridade

O Brasil está perdido em meio a uma violência incontida e desumana. Exemplos não faltam. Nem a intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro consegue frear a onda de crimes.

Ninguém sabe mais o que fazer nem para quem apelar em capitais como, seja Rio de Janeiro, seja Natal, no Rio Grande do Norte. É uma crueldade que choca, desanima e desespera.

No dia 14 de março, ceifaram a vida de uma líder política dos menos favorecidos, a vereadora carioca Marielle Franco (PSOL), e de seu motorista Anderson Gomes. Até hoje criminosos estão impunes.

Não se sabe a motivação da execução criminosa, nem nada sob suspeitos, passados mais de 15 dias.

Aqui em Natal, cidade de menor porte, é uma crueldade sem trégua. A vida humana se tornou uma vulgaridade nas mãos de criminosos cruéis. Mata-se por nada; mata-se porque assim se tornou a vida.

Outro dia bandidos tiraram a vida de uma jovem policial catarinense e deixaram baleado seu marido, também policial militar, na calçada de uma pizzaria da zona norte natalense. O casal estava a passeio.

Agora, mataram um cantor de banda católica e professor de esporte, Alex França, 36 anos, sem que ele reagisse. Baleado durante assalto, atingido quando estava deitado de costas, não resistiu e morreu.

Uma morte covarde e desnecessária, pois a vítima sequer esboçou alguma reação.

quarta-feira, 28 de março de 2018

Violência fora dos limites

Se até o carro particular do governador do Rio Grande do Norte, Robinson Faria (PSD), foi roubado, imagine que segurança tem o restante da população? Nenhuma, é claro! Salve-se quem puder.

Mais ainda, bandidos infernizam municípios da Grande Natal, com carro do governador tomado de assalto do motorista em Monte Alegre, e em Ceará Mirim explodem  caixas de três bancos.

Depois atiram em base da Polícia Militar e espalham grampos na via pública para furar pneus e evitar a perseguição ao bando após o ataque às agências do Banco do Brasil, Caixa Econômica e Bradesco.

Contudo, a tragédia que marcou o começo desta semana  foi o assalto de bandidos a uma pizzaria da zona norte de Natal, onde atiraram contra um casal de PMs do Estado de Santa Catarina.

O resultado trágico foi a morte da policial soldado Carolina Pletsch, 32 anos, morta com um tiro no peito, e o marido sargento Marcos Paulo da Cruz, 43 anos, baleado. O casal estava de férias em Natal.

Difícil é viver num mundo cão desses, que não se pode ir a lugar nenhum em segurança. Nem aqui em Natal, nem no Rio de Janeiro, nem em muitas cidades brasileiras. Triste realidade.

Enquanto isso, o país se divide em ideologias de direita-esquerda, centro-direita, centro-esquerda, não sei mais o quê, trocam insultos, se odeiam e ninguém se entende neste Brasil de hoje.

Estamos na Semana Santa, só nos resta rezar: "Ora pro nobis".

sexta-feira, 23 de março de 2018

Triste situação do Rio G.do Norte

Quem diria que o Rio Grande do Norte ocuparia a posição mais triste do ranking da violência no país? O primeiro lugar aterrorizante das estatísticas de crimes violentos.

Muito distante daquele pequeno e pacato Estado dos tempos passados, sem as malditas drogas ilícitas de hoje, época em que só a cachaça reinava sozinha nos botecos da vida tranquila.

Para espanto de todos nós, o RN registrou 2.246 mortes violentas em 2017, número que representa 64 óbitos para cada grupo de 100 mil pessoas. É uma taxa altíssima e assustadora.

Por que governantes, a sociedade, autoridades deixaram chegar a essa calamidade? O Estado está tomado pelo narcotráfico e grupos assassinos por todo seu território.

Faltam estruturas a altura na Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social para o enfrentamento dessa tragédia que já se arrasta há anos e que só tem piorado.

Nossos governantes do passado e do presente falharam feio. Hoje se tenta resgatar o Estado desse drama que fincou suas garras sobretudo nos bolsões de pobreza e miséria do Estado.

Agora não se pede a presença do Estado apenas na educação e na saúde, mas também, urgentemente, na segurança pública, de modo a reduzir os incontroláveis índices de mortes violentas.

O Rio Grande do Norte está mal, muito mal, no retrato da violência no Brasil.

segunda-feira, 19 de março de 2018

Vem aí estação menos quente

O verão se despede. Hoje é o último dia da estação quente, a do calor até mesmo nas madrugadas. Vamos mudar para o outono que é a de transição para o inverno.

Havia um tempo em que se dizia só existir duas estações no Brasil. A do verão e a do inverno. As demais eram coisa de países europeus e de norte- americanos.

Mas o clima vem mudando no globo terrestre e hoje já experimentamos as demais estações que são o outono antes do inverno e a primavera que antecede o verão. Viramos chique!

Melhor assim, pois prefiro um pouco de frio do que muito calor. Mas tem gente que é o contrário.

No entanto, essa mudança de clima com mais chuvas que deverão vir por aí, não quer dizer que a temperatura baixará na política.

Antes pelo contrário, deverá esquentar mais à medida que as eleições se aproximarem, que já acontecerão na primavera deste 2018.

Eleições com o país todo dividido e sem saber para onde marchar, devem ser mesmo uma incógnita. Estes são tempos de muita incerteza, desesperança e desânimo.

Mas não devemos desistir de lutar, buscar e persistir na renovação política. Sabe aquele surrado ditado que se diz: a esperança é a última que morre.

Um dia encontraremos o denominador comum que unirá a maioria, respeitando-se as minorias e convivendo-se com as diferenças naturais de nossa gente.

sexta-feira, 16 de março de 2018

Muito a fazer pelo país

O Rio está perdido e precisa retomar o caminho da paz, do controle da violência sem limites e das leis que punem, severamente, criminosos cruéis.

Esse assassinato brutal da vereadora Marielle Franco (foto), do PSOL/RJ, foi a gota d'água do país pedindo socorro, com a volta de multidões nas ruas de cidades brasileiras.

Marielle, bem votada para a Câmara Municipal do Rio, era um ícone na defesa dos direitos humanos, da igualdade e da justiça, que criticava políticos e a banda podre da polícia.

A execução da vereadora trouxe repercussão internacional dos níveis de violência a que chegou a capital fluminense e sua região metropolitana, apesar de estar sob intervenção federal.

Mas o Rio é apenas o exemplo maior de situações em que se encontram hoje cidades brasileiras. Se o Estado brasileiro não agir rápido e com força total, estamos fadados a perder essa guerra urbana.

Deus que nos livre de sermos um país de terra sem lei. Portanto, a hora é de inteligência e ação.

terça-feira, 13 de março de 2018

Situação de Robinson Faria

Nunca na história do Estado um governador potiguar se complicou tanto com a Justiça. Ganha espaço na mídia nacional o envolvimento do governador do Rio Grande do Norte, Robinson Faria (PSD/RN), na foto, em investigações do Ministério Público Federal (MPF) e Polícia Federal.

Agora, por forte suspeita de tentar comprar o silêncio da delatora do caso, que o acusa de desvio de dinheiro da Assembleia Legislativa do Estado do RN, o que caracteriza obstrução da Justiça. Cerca de R$ 100 mil durante todo o período em que foi presidente da Casa.

Robinson é portanto investigado por "organização criminosa e obstrução da Justiça" em seu Estado, apesar de permanecer no comando do governo do RN. Trata-se do envolvimento do hoje governador na Operação Dama de Espadas dos funcionários "fantasmas".

Mas não é só, pois o governador Robinson Faria é também investigado pela Operação Lava-Jato, acusado de receber propina da JBS, empresa dos irmãos Joesley e Wesley Batista, comprometendo-se em favorecer a eles na pretendida privatização da Caern.

Fica difícil prever como vai terminar o governo de Robinson com ele enrolado em tanta encrenca.

quinta-feira, 8 de março de 2018

Afonso Bezerra: Chove, chuva!

Outro dia vi uma reclamação do grupo de "Amigos para Sempre" que não me deixa calar. Os conterrâneos, velhos companheiros, queixavam-se que lá na terrinha, em Afonso Bezerra, já choveu mais de 300 milímetros este ano, em menos de três meses, mas até hoje não viram uma só gota divulgada pela mídia – isto é, em nenhum meio de comunicação.

A foto aqui divulgada é do grupo do WhatsApp (Alpendre Carapebas, antigo nome da localidade) que bate-papo 24 horas nessa rede social. Assunto é o que não falta.

Pra vocês verem como notícia boa é difícil de divulgar!

Na verdade, quem divulga a pluviometria das chuvas no Rio Grande do Norte é a Emparn (Empresa de Pesquisa Agropecuária do RN), que é a fonte oficial no Estado, por meio de seu serviço de meteorologia. Se a informação não chega lá, eu não sei ainda a razão.

Mas com certeza se a informação chegar, eles (meteorologistas) divulgarão. Não creio que seja nenhum critério excludente.

Afonso Bezerra, cidade que nos seduz, fica lá no sertão de Angicos, a 168 quilômetros aqui de Natal, a capital. É minha terra, terra boa.

Este ano as chuvas já encheram barreiros e açudes que dá pra trinca de moleques dar umas boas pernadas virando de bunda pra cima. O açude de Flores por exemplo, bem conhecido, já sangrou. Que beleza!

Greve dos vigilantes complica

Mais um entrave, como se não bastasse as dificuldades da economia brasileira que permanece com recuperação lenta e demorada. É a greve dos vigilantes que afeta os bancos.

Nesta quarta-feira (8/03) pela manhã, caixas eletrônicos dos bancos 24 horas estavam sem dinheiro em vários pontos de Natal, impedindo saques ou limitando o uso das máquinas.

Clientes de bancos estavam irritados com tal situação, cuja paralisação já se arrasta há mais de duas semanas, sem que um acordo seja alinhado entre as partes.

Nas agências bancárias nem pensar em ser atendido, pois algumas, se não todas, estão sem funcionar para atendimento ao público, justamente por falta de vigilantes para o serviço.

Assim caminhamos no dia a dia. Ou não caminhamos.

segunda-feira, 5 de março de 2018

Consumidor sem confiança

Além de lenta e demorada, a economia brasileira tem dado sinal de desconfiança do consumidor. Em fevereiro o nível de confiança voltou a cair, segundo a CNI – Confederação Nacional da Indústria.

O Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (Inec) acusou queda de 0,2% ante janeiro e alcançou 102,7 pontos em fevereiro. O patamar é 1,6% menor que o do mesmo mês de 2017 e continua abaixo da média histórica de 108 pontos.

E por que essa desconfiança? Ora, pesquisa mensal mostra que brasileiros e brasileiras permanecem preocupados com o emprego e pouco dispostos a fazer compras de maior valor.

Mas, segundo ainda a CNI, melhoraram as expectativas em relação à inflação e ao endividamento.
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RECORDE NA APREENSÃO

 O governo brasileiro vai ter que redobrar seus esforços se quiser combater pra valer o contrabando de armas e drogas nas fronteiras com outros países.

Diz O Globo em seu noticiário que, apesar de ainda ter uma vasta área desprotegida em seus 17 quilômetros de fronteiras terrestres, o Brasil bateu, em 2017, recorde de prisões, apreensão de armas e drogas. Foram recolhidos 33,5% mais armamentos de grosso calibre.

O destino eram facções criminosas do Rio e São Paulo.

sexta-feira, 2 de março de 2018

Por que tanta violência?

Armados com facão, criminosos invadem escola para assaltar alunos e professores. Não se trata aí do Rio de Janeiro, ícone da violência no país. Estamos falando do município de Macaíba, região metropolitana da Grande Natal, no Rio Grande do Norte.

Essa barbaridade que não poupa sequer escolas nem unidades de saúde se estende por todo o Brasil dos tempos de hoje, tendo as drogas nocivas de organizações criminosas como principal combustível assolador desse mundo cão, que já levou o Rio à intervenção federal na segurança pública.

Falharam sobretudo os Estados, a quem cabem responsabilidade maior sobre a segurança, mas também o governo federal, nas políticas públicas de educação e saúde, além de outras mais, como também faltou investimentos em área de suma importância para a paz social da população de bem. 

E agora, que ações de grupos organizados e armados tomam conta do país, enraizados em territórios de cada Estado? A reação do Estado brasileiro está vindo tarde demais. O laboratório de experiência é o Rio de Janeiro com a intervenção federal. Vamos acompanhar em que vai dar.

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Bancos permanecem sem limites

Por mais que o governo Michel Temer e seu ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, esforcem-se para mostrar que a taxa básica de juros Selic anda em seu patamar histórico mais baixo, 6,75% ao ano, tal animação e alegria não chegam aos clientes de bancos.

Além das taxas do cheque especial e dos cartões de crédito, até outras taxas de serviços bancários sobem um absurdo para se manter, a exemplo de uma simples conta no banco para receber o salário. Como se pode dizer que a economia está melhor desse jeito?

As taxas do cheque especial e dos cartões de crédito andam nas alturas como sempre, para lá de 300% ao ano, é como se nada tivesse acontecendo na política econômica do governo. Quem manda no mercado são os bancos que fazem o que bem querem.

Em lugar nenhum do mundo é assim, mas aqui no Brasil tem sido como esses donos do dinheiro entendem e nenhum governo limita esse abuso de lucros astronômicos. Os banqueiros passam ao largo de qualquer crise econômica, que chova ou faça sol.

O ministro Meirelles, que quer ser candidato a presidente da República, e é um representante dos banqueiros no Poder, acha que fez milagres na economia brasileira. Enche a boca para dizer que a economia vai de vento em popa e estamos no melhor dos mundos.

Henrique Meirelles, sem dúvida, teria meu voto se ele fizesse alguma coisa para tornar decente, civilizadas e justas, as taxas dos bancos que ele defende. Não fez nada até aqui nesse sentido e nem fará, porque não é essa sua missão em favor do Senhor Mercado para ter apoio.

Por que tem de ser assim no Brasil? Cada um defendendo apenas seus interesses egoístas e ninguém se importando com o país propriamente dito? Falta a nação aprender a votar e ter vergonha, não se deixando enganar pelos falsos profetas.

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Opinião pública espantada

A notícia estampa: "Soltura de traficantes obedeceu a lei", segundo a Associação dos Magistrados do Rio Grande do Norte (Amarn). Com todo respeito à entidade, podemos questionar: que diabo de lei é essa? A polícia prende traficantes de drogas nocivas e o juiz solta? Fato ocorrido aqui em Natal.

É realmente um espanto e não entendido pela população leiga já que aqui no Brasil, como em outras parte do mundo, o tráfico de drogas é crime e combatido também por lei. Estamos portanto diante de uma contradição de leis e o juiz prefere seguir o bê-a-bá da cartilha dele.

Um espanto para a opinião pública que não entende este país e suas leis. E não é mesmo para entender tamanho absurdo. Ora bolas! Se for mesmo para soltar criminosos diante de qualquer brecha que a lei permite, por que então combater o tráfico de drogas?

O Brasil tem que se decidir por qual caminho seguir. As instituições precisam caminhar juntas para dar respostas à sociedade, e não deixar a impressão que uma está contra a outra. É o prenda e solta tão comum hoje em dia que se fala tanto por aí. O trabalho das polícias desmanchado pela Justiça.

Assim é enxugar gelo, como diz provérbio popular. É o Brasil de gritantes contradições. 

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

A reforma da Previdência barrada

Estava na cara de que a reforma da Previdência pretendida pelo governo Michel Temer e sua trinca seria barrada no Congresso. Não deu em outra e os reformistas mudaram de prioridade, optando pela intervenção federal na segurança pública do Rio, um tema de apelo popular e menos indigesto.

Agora a reforma fica para o próximo governo a partir de janeiro de 2019, caso não haja contratempo que impeça as eleições de outubro deste ano. Isso porque em política a dinâmica é imprevisível e quem está no poder quer se manter a qualquer custo. Tomara que tudo siga o curso normal sem golpe.

Contudo, Temer não desistiu de ele mesmo fazer a reforma previdenciária mais adiante, e vai forçar a barra, candidatando-se à reeleição, apesar de sua impopularidade, agarrado à bandeira da segurança. Diante da derrota da Previdência é uma saída de mestre. Vamos ver se vinga.

O fato é que a reforma, por enquanto, foi deixada de lado, mas o Brasil permanece o mesmo e não veio abaixo como previam as profecias catastróficas influenciadas pela mídia nacional. Até o  manipulado mercado financeiro está quietinho sem reações. Engoliu em seco e não esperneou. 

Governo e mercado quando lutam pelos seus interesses são assim. O mesmo alarde se deu quando queriam ressuscitar a CPMF – Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira. Lembram? Pois sim, o Brasil continuou o mesmo, apesar de não conseguirem voltar com a CPMF.

E assim segue-se em frente em busca de acertar o passo, seja na saúde (sem CPMF), seja na Previdência (sem reforma), seja na segurança com intervenção.

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Intervenção e efeitos no país

A que ponto nós chegamos na escalada da violência urbana no Brasil. Há hoje uma notícia dando conta que criminalidade impede Correios de chegar a quase metade do Rio. O Rio de Janeiro é o ícone maior desse descalabro que as capitais e seu entorno vivem hoje em dia. Essa intervenção federal no Rio pode ter efeitos negativos nos Estados vizinhos como Minas Gerais, São Paulo e Espírito Santo. Mas também outros mais distantes, como até mesmo o Rio Grande do Norte e Ceará com suas fragilidades na segurança pública, aliás, o que já tem demonstrado o infiltramento dessas organizações criminosas que tomaram conta do país. Podemos ser uma vítima da ação federal no Rio? Sim, sem dúvida, se medidas paralelas não forem tomadas em tempo hábil e acertadas.

Fonte:  Criminalidade veta Correios em quase metade do Rio

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Carnaval com menos homicídios

Até que deu para respirar aliviado. Refiro-me à notícia de que aqui no Rio Grande do Norte se registrou uma redução de 20% no número de assassinatos durante o Carnaval, no período que vai da sexta-feira até quarta-feira à noite. Em torno de 39 a 40 mortes, conforme registros oficiais. No Carnaval de 2017 foram 50 homicídios.

O mesmo não se pode dizer do Rio de Janeiro onde a violência permanece assustadora e fora de controle, no cotidiano da capital fluminense e região metropolitana. O Rio está sufocado pela criminalidade crescente seja no Carnaval, seja no seu dia a dia da vida normal.

É apavorante o que as vitimas desse caos urbano contam pela mídia. Ninguém parece escapar do trauma, more onde morar na cidade, enquanto a polícia fica tonta sem saber para onde ir. Aliás, uma polícia pouco confiável pelo que se houve contar no noticiário.

O governo Michel Temer não prioriza o combate à criminalidade, que há muito tempo deixou de ser questão localizada em cidades brasileiras, mas virou uma preocupação nacional. Temer só tem olhos para o que é de seu interesse político e de sua trinca. Nada mais. O resto ele finge dar atenção.

Hoje a violência urbana com o narcotráfico dominando até nas cidades interioranas do país, não pode ficar sob a responsabilidade apenas dos Estados sem condições de arcar com o problema. É caso para ser pensado pelos três poderes nas esferas federal, estadual e municipal.

Mas quem pensa assim? E segue-se tocando a vida e deixando ao deus-dará esses problemas.

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Obsessão de Temer

Enquanto o Brasil cresce em violência e criminalidade trazendo insegurança para a população, o presidente Michel Temer torna-se obsessivo na ideia fixa da reforma da Previdência. Seus aliados, com exceções, nem tanto. A não ser os que querem bajular o Poder insistem no tema.

Só Deus sabe por que tamanha obsessão do presidente Temer, em querer enfiar na goela de todos nós essa reforma já  desfigurada e sem credibilidade, em vez de deixar o tema para o próximo governante do país, a sair das urnas de outubro deste ano. Reforma que não tem votos suficiente.

Acho até que a próxima internação hospitalar do presidente Temer vai ser caso de psiquiatria. O homem enlouquecerá se não fizer essa reforma da cabeça dele e sua trinca. Você acredita mesmo que é só para salvar a Previdência no futuro? Me engana que eu gosto.

Por que não cuidar da insegurança nacional no combate contra o narcotráfico que está levando o Rio a uma verdadeira guerra com envolvimento das Forças Armadas? Onde inocentes e indefesos perdem vidas. Não é só a região do Rio de Janeiro que vive o terror desse desastre social brasileiro.

Outras capitais e Estados passam por semelhante situação, inclusive aqui no Nordeste, onde as Forças Armadas já se fez presente várias vezes para ajudar os Estados em crise com relação à segurança pública. No entanto, a prioridade de Temer permanece sendo a reforma previdenciária.

É só isso e somente isso, a reforma da Previdência, apoiada por uma mídia nacional comprada com cotas publicitárias e, certamente, outras negociatas que não vieram ainda a público, como a sonegação empresarial fiscal.

Não duvide, porque por trás desse angu tem caroço grande.

Agora é esperar o Carnaval passar, terminar fevereiro, passar as eleições e talvez, em novembro, o tema da reforma previdenciária ainda vai ser ressuscitado por alguns teimosos, que mesmo sem chance, vão tentar trazer o angu à pauta da Câmara dos Deputados. Rogai por nós!

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Lembrança de Convivência

Sofri um impacto ao ler a notícia da morte do empresário potiguar João Dinarte Patriota, 83 anos. Fazia tempo que não o via, nem tinha notícias dele, desde que deixamos de conviver, quase que, diariamente, nos tempos em que fui seu assessor de imprensa na Fecomércio RN, e antes na CDL de Natal, dois períodos em que trabalhamos juntos, fazendo parte de sua equipe de profissionais.

Foi uma maravilhosa experiência, que jamais esqueci. Seu João, como era chamado, sempre tratou a todos e a todas com atenção, sem distinção e elegantemente. Gostava de ouvir e consultar o profissional da vez, quando precisava dele, para só depois se posicionar em qualquer fato. Era bem humorado e sabia ponderar para tomar decisões acertadas, apesar das influências.

Nunca deixou de atender meus telefonemas de trabalho, sempre que o procurava no seu escritório da empresa. Quando ia encerrar qualquer assunto, seja presencialmente, seja por telefone, tinha o hábito de dizer: "Então, combinado." Fosse uma entrevista marcada ou algum local em que precisávamos estar lá em determinado dia e hora.

Bem sucedido como empresário do ramo farmacêutico, seu João também alcançou sucesso no setor agropecuário do Rio Grande do Norte. Isso não mudou a sua simplicidade e o jeito elegante de tratar as pessoas. O conheci ainda quando era repórter do jornal Tribuna do Norte e revista RN Econômico, época em que fiz reportagens sobre ele, destacando o êxito nos negócios.

Gostei muito da sua companhia naquele tempo, anos 80/90, que serviu de reflexão para meu amadurecimento. Passou o exemplo de que ser rico e líder não é ser chato. É muito mais saber conquistar com talento, sensibilidade e simplicidade. Sou grato a ele pelo quanto me prestigiou.

Valeu seu João! Descanse em paz. À família meus sentimentos e que Deus conforte a todos.

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Cadê o dinheiro do Estado?

Já iniciou o terceiro mês em que servidores do Estado do Rio Grande do Norte esperam o pagamento de seus salários. Isso sem falar no 13º salário de 2017 ainda não pago. Afinal, aonde quer chegar o governador Robinson Faria (foto)? Talvez nem ele mesmo saiba.

Enquanto o governador não se decide, ele joga ao desespero milhares de famílias de servidores estaduais, que sem salários há meses ficam entregues à própria sorte de um governo sem saída para os problemas financeiros que não soube sanar como outros Estados vizinhos fizeram em tempo hábil no enfrentamento da crise que desabou sobre o setor público. Agora espera a aprovação de um pacote de medidas, diga-se impopular e em ano de eleições, entalado na garganta dos deputados.

Deixa assim um questionamento óbvio diante desse descalabro: onde está o dinheiro que o governo Robinson Faria arrecada a cada mês? Será que nem dois meses dá mais para pagar um em atraso? Estranho essas contas do governo Robinson. Ou não é prioridade pagar o funcionalismo?

O problema não é a arrecadação própria como a do ICMS que tem crescido.  Mas que mesmo assim o governo não consegue mais pagar sequer um mês atrasado? Agora é um, dois meses em atraso e entrando já para o terceiro mês sem notícia de quando sai o pagamento, por exemplo, de dezembro? Como o servidor ou servidora, o aposentado ou pensionista pode pagar contas e ainda sobreviver com sua família vivendo nessa desorganização de falência do Estado?

Sabe-se que o Estado do Ceará passa ao largo dessa crise porque soube como contornar. A Paraíba é outro exemplo, assim como Pernambuco, todos vizinhos do Rio Grande do Norte. Porém o RN se enfiou no mesmo pantanal que o Rio de Janeiro, parecendo-se até mesmo na fragilidade da segurança pública e do setor de saúde, duas áreas críticas lá e aqui também.

Deus do céu acuda este pobre Estado mergulhado no apocalipse desses novos tempos.

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Enganoso déficit da Previdência

É hora de voltar, depois de um recesso comprido e período de ausência aqui, enquanto dava um tempo de descanso. Mas não deixei de acompanhar o que acontece Brasil afora, que até aqui nada mudou para melhor nem na economia, nem muito menos na política nacional. Para ser sucinto é cravar esse antigo e batido dizer: "Tudo como dantes no quartel de Abrantes".

Entramos no mês da prova de fogo da  reforma da Previdência para ser votada pelo Congresso, que está mais para ser esquecida do que para ser lembrada. O site do jornal O Globo deu destaque nesta quarta-feira, 31 de janeiro, em seu noticiário: Previdência perdeu 1 milhão de contribuintes em 2017.

Logo abaixo na linha auxiliar do título da notícia acrescenta: "Aumento do desemprego e da informalidade foram os responsáveis pelo recuo desse grupo, segundo o IBGE".

Taí, isso comprova exatamente o que se tem dito, inclusive, aqui neste espaço. O déficit da Previdência que o governo Temer e seus aliados alardeiam é nada mais que decorrência da sonegação empresarial e do desemprego no país, este resultado da crise econômica.

O pior mesmo é que os empregos que hoje se festeja não são mais os de carteiras assinadas. A reforma trabalhista que o governo Michel Temer enfiou goela abaixo da população, está inovando com o crescimento da informalidade, que não garante direitos de quem trabalha.

No mais é conversa fiada. E por hoje é só. Até outro dia!

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

Salve 2018! Ano Novo

Estamos de Ano Novo mas nada mudou e permanece como terminou em 2017. A política brasileira indefinida, a economia incerta e os problemas são os de sempre.

Só a esperança em dias melhores alimenta o nosso futuro, sem contudo eliminar nossas preocupações e incertezas. Faz parte do nosso viver na gangorra da vida.

É ano de Copa do Mundo na Rússia, longe daqui para onde se transportará nossas perspectivas de conquista até junho, e ano de eleições gerais em outubro das quais se espera mudanças.

O que virá pela frente ninguém sabe, mesmo que se tente vislumbrar alguma coisa. Sabemos apenas do que foi 2017, um ano sofrido para o Brasil que esperamos não se repetir em 2018.

Hoje é dia da ressaca universal, quando quase ninguém trabalha, acordamos mais tarde do que nos dias habituais do ano, e a preguiça nos domina neste primeiro dia.

Lá fora, tudo fechado. A cidade parada sem nenhum movimento. As pessoas em suas residências sem disposição de ir a lugar nenhum. Apenas deixa que o dia passe lentamente.

As comemorações do Ano Novo nos deixa assim, pregados em casa, meio sonolento sem vontade de nada, apenas aguardando o retorno à rotina no dia seguinte, 2 de janeiro.

Assim nos colocamos outra vez de pé para deixar vir a realidade, como a dizer: e agora 2018, qual é? Vamos que vamos porque a vida tem pressa e nada existe para sempre.

Ou melhor, fiquemos com esse pensamento de São Francisco de Assis: "Irmãos, comecemos, pois até agora pouco ou nada fizemos." 

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