terça-feira, 31 de julho de 2018

A política insossa

A  eleição de 2018 pinta talvez como a mais curiosa de toda a história política do país. Sem aptidão para votar e desprezando a viciada forma de se fazer política, eleitores caminham opostamente aos políticos.

Candidaturas nas esferas federal e estadual não empolgam, com raras exceções, em que quando isso surge como novidade falta ao candidato estrutura partidária de apoio para avançar.

Candidatos que possam se apresentar como renovação no quadro político, têm quase zero de chance de se tornarem conhecidos do eleitorado em tempo hábil no pleito para opção.

Daí é que os mesmos de sempre da velha política se tornam mais viáveis a renovarem seus mandatos ou pleitearem novas investidas no tabuleiro político, em partidos maiores e mais fortes.

Há políticos, entre os chamados partidos nanicos, que se unem para praticar apenas o fisiologismo. Cada vez mais esses caminham desvinculados da pretensão democrática do eleitorado.

Curioso é saber o que realmente levam partidos apoiarem, por exemplo, governos atuais que se transformaram em verdadeiro fiasco. Diga-se, sem apoio popular para um segundo mandato.

Este é o caso aqui do Rio Grande do Norte, onde partidos sem expressão eleitoral como PTB, PTC, PPS, PRP, PMB e Avante se juntaram para apoiar a reeleição do governador Robinson Faria (PSD).

Além do PSDB do deputado federal potiguar Rogério Marinho, aliado de primeira hora do presidente Michel Temer (MDB), ex-PMDB.

Todavia tem sido este o cenário político de incertezas que assistimos na realidade do país e, particularmente, dos Estados brasileiros.

Está difícil – mas não impossível – a renovação pretendida. Porém, é com um pequeno avanço agora e outro mais adiante, que construiremos o futuro. A esperança nunca morre para os que lutam.

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