segunda-feira, 23 de abril de 2018

Chega de duas realidades

O marketing político ou propaganda por meio da mídia, seja nacional, seja local, insistem em tentar engabelar as pessoas. Consomem recursos que faltam na saúde, na educação e na segurança pública.

Tudo para mostrar uma realidade falsa, que a população sabe não ser verdadeira. É uma propaganda apenas para deleite dos próprios governantes, pois logo o noticiário apresenta a outra face.

Realizan o mínimo, quando deveriam fazer o máximo pelo bem comum. Constroem prisões para prender cada vez mais criminosos, quando deveriam construir mais escolas e hospitais.

Fazem pronunciamentos focando apenas em pontos seletivos quase inexistentes, como se vivêssemos uma realidade maravilhosa, deixando todo o resto que incomoda de fora do discurso.

É assim que políticos de múltiplos partidos se apresentam em ano eleitoral na busca de um voto de confiança, mas cada vez mais impopulares e repudiados pela a opinião pública. Poucos se salvam.

Tanto é verdade, que até aqui nenhum pré-candidato à Presidência caiu na graça do povo. Nem de ideologia de direita, nem de esquerda, nem de centro.

Prevalece a dúvida em quem votar nas próximas eleições, enquanto a avalanche de votos nulos e brancos se torna visivelmente nas pesquisas uma ameaça ao direito de escolha.  

sexta-feira, 20 de abril de 2018

Pré-candidatos na corrida

Sinceramente, tenho simpatia pelas candidaturas de representantes das minorias e dos desfavorecidos. Mas é preciso que esses candidatos se apresentem com determinação e perfil ideal para assumirem o cargo a que se propõem.

Dois pré-candidatos por partidos de centro-esquerda que poderiam deslanchar melhor na disputa presidencial, como Marina Silva (Rede Sustentabilidade) e Joaquim Barbosa (PSB), erram por dar a impressão de hesitação, falta de firmeza e até mesmo de insegurança em suas atitudes.

Candidato à Presidência da República não pode vacilar – ou é ou não é, e ponto final. Agora ficar em cima do muro a exemplo de Marina em determinadas questões nacionais, ou se é ou não candidato como o ex-ministro Joaquim Barbosa, isso em nada ajuda. Pelo contrário, só atrapalha.

O Brasil precisa de gente disposta, destemida e determinada, que demonstre seus propósitos frentes aos graves problemas do país e que transmita segurança à nação. Ficar em dúvida ou no meio termo dá a ideia de não saber bem que rumo tomar.

Estamos em busca de governante decidido, preparado para o enfrentamento das questões e capaz de obter o consenso nacional pelas suas ideias e propostas. Entregar um país a alguém que mais adiante possa desistir num ímpeto emocional diante dos desafios, é trazer mais problema.

A História nos traz exemplo do passado, como o de Jânio Quadros, político de atitudes estouvadas, em quem o país confiou o elegeu como "o homem da vassoura", e deu no que deu com sua renúncia repentina. O Brasil entrou numa ditadura militar (regime de exceção) que passou mais de duas décadas para voltar à democracia.

segunda-feira, 16 de abril de 2018

Coisas do noticiário em pauta

Adivinhem quem lidera a corrida presidencial? Ninguém mais do que ele: Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mesmo depois de preso, com 31% das intenções de votos na recente pesquisa Datafolha.

No entanto, sites e jornais da mídia nacional preferem dar destaque de que Lula perde votos depois de preso. Ora bolas, nada mudou até aqui. A liderança do petista permanece.

O enfoque do noticiário é dado de acordo com a linha editorial de cada publicação. Quem manda diz o que quer e o que lhe é conveniente.

Outra é que os votos deixados de ser dados a Lula, que antes liderava com 37%, estão indo para candidatos de esquerda ou de centro-esquerda de mesma tendência ideológica. A direita nada lucrou, ao menos até agora.
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SÓ NO BRASIL

Um evento que se realizou em Lima, no Peru, para debater estratégias contra a corrupção, sabe quem foi pra lá tratar da questão? Ninguém mais que Michel Temer (PMDB/MDB).

Sim, ele mesmo, alvo de duas denúncias e dois inquéritos criminais. Parece piada, né não?

Foto no site Tribuna da Internet brinca com a figura dele: "Temer demonstra ser um mestre do ilusionismo". Não é pra menos.

quarta-feira, 11 de abril de 2018

Passar o Brasil a limpo

Com o ex-presidente Lula na prisão, maior líder popular brasileiro contemporâneo, a Operação Lava Jato, que combate a corrupção política e empresarial no Brasil, pode agora provar que não investiga nomes, nem partidos, mas fatos.

Está no Globo de ontem (terça-feira 9/04) que o doleiro Lúcio Funaro, delator preso, entregou documentos aos investigadores da Lava-Jato que comprometem o grupo do presidente Michel Temer, pois os papéis apontam a rota de dinheiro pago pela Odebrecht ao PMDB.

Tais provas devem ser usadas para fundamentar inquérito no STF contra Temer e os ministros Moreira Franco e Eliseu Padilha. E ainda que a Justiça federal de Brasília aceitou denúncia contra nove acusados de agir no chamado "quadrilhão do PMDB".

Sobra também esse baixo astral para cima do PSDB do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e do senador Aécio Neves, este último outro enrascado em investigações.  A notícia dá conta que o ex-governador mineiro Eduardo Azeredo, no centro do mensalão tucano, pode ser preso agora em abril.

É que Azeredo, já condenado em segunda instância pela Justiça mineira, deve ter julgado dia 24 de abril o último recurso que poderá alterar a sentença. Trata-se dos embargos infringentes.

A Justiça brasileira, certamente, não vai perder tempo para provar que quer passar mesmo o país a limpo, doa em quem doer. Portanto, quem tiver culpa no cartório, que se segure na sela do cavalo montado. Mais cabeças devem rolar! – ou não?

segunda-feira, 9 de abril de 2018

A seguir, os desdobramentos

Calma, gente! – como diz o bordão do jornalista Ancelmo Góis. Essa história não termina com a prisão do ex-presidente Lula. Os próximos capítulos vêm aí. Que fim de linha, que nada!

A revista Veja erra logo na ilustração da capa e tenta manipular seu público leitor. A sala em que está o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na sede da Polícia Federal, em Curitiba, não tem grades.

O ódio, o fanatismo de extrema-direita e o desequilíbrio emocional dos colunistas da Veja dá medo ao rumo que a política brasileira tomou. Isso a nada leva de bom senso, harmonia e fortalecimento.

As eleições estão próximas, outubro está bem ali. Agora vão começar os desdobramentos. Ainda não existe um candidato (ou candidata) com vitória prévia consolidada. Nem de esquerda, nem de direita.

Vem jogo pela frente, agora de fora desse cenário de disputa o líder das pesquisas que cumpre pena condenatória. Mas como não está morto, ele pode influenciar seu vasto eleitorado país afora.

Para onde pender o povão brasileiro (não são as elites) nos Estados das cinco regiões, certamente sairá daí o candidato com larga chance de vitória. Por enquanto ninguém se apresenta como tal.

Se a esquerda se unir em torno de um candidato, pode ter chance. A direita também, se não teimar em ser uma "direita chucra", como denominou o jornalista Reinaldo Azevedo em sua crítica.

Sim, há candidatos de centro-esquerda ou centro-direita que de repente podem decolar no pleito.

Façam suas apostas senhores e senhoras! O jogo vai começar! É pra já.

sexta-feira, 6 de abril de 2018

No dia seguinte à decisão

Há uma tendência de que líder popular preso, como é o caso do ex-presidente Lula (foto), tende a virar mártir e assim se fortalecer ainda mais politicamente na prisão.

Se assim for, ainda há muita história política a rolar pela frente. As análises políticas apontam que a eleição à Presidência da República deste ano será a mais imprevisível da redemocratização.

Sem pré-candidato consolidado deixado pelo vácuo do líder das pesquisas Luiz Inácio da Silva (PT), o país marcha sem rumo para o que será, será! – e vamos que vamos!

Quem não sabe, que o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, mudou de posição votando favorável ao petista no habeas corpus não por simpatia ou para ser bonzinho?

Gilmar (ah, Gilmar!) mudou seu voto para permanecer contra a Operação Lava-Jato, que combate a corrupção no país, mas prevendo o que poderá acontecer aos seus protegidos mais adiante.

Se o Planalto se cala lá em Brasília, há seus motivos. Não é por não ter gostado da retirada de Lula da disputa política. Isso até que foi maravilhoso para quem não pretende largar o osso.

Temer, o presidente da República denunciado e salvo pelo Congresso, teme, é claro, o que poderá a vir lhe acontecer depois que perder o foro privilegiado a partir de janeiro de 2019.

Há um outro questionamento que me incomoda e não me deixa silenciar. E se, de fato, tudo isso se tratar tão somente de um propósito político para retirar de cena o líder imbatível?

Sim, porque passadas as eleições, magistrados do STF podem no futuro mudarem de ideia, pautar novamente a prisão em 2ª instância e decidirem reformá-la. Tudo neste país é muito imprevisível.

Como vamos terminar essa história, que agora entramos no capítulo da prisão? Sem candidato (ou candidata) invencível, à direita, à esquerda ou ao centro, outubro se aproxima com pressa.

quarta-feira, 4 de abril de 2018

Perdido em meio a barbaridade

O Brasil está perdido em meio a uma violência incontida e desumana. Exemplos não faltam. Nem a intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro consegue frear a onda de crimes.

Ninguém sabe mais o que fazer nem para quem apelar em capitais como, seja Rio de Janeiro, seja Natal, no Rio Grande do Norte. É uma crueldade que choca, desanima e desespera.

No dia 14 de março, ceifaram a vida de uma líder política dos menos favorecidos, a vereadora carioca Marielle Franco (PSOL), e de seu motorista Anderson Gomes. Até hoje criminosos estão impunes.

Não se sabe a motivação da execução criminosa, nem nada sob suspeitos, passados mais de 15 dias.

Aqui em Natal, cidade de menor porte, é uma crueldade sem trégua. A vida humana se tornou uma vulgaridade nas mãos de criminosos cruéis. Mata-se por nada; mata-se porque assim se tornou a vida.

Outro dia bandidos tiraram a vida de uma jovem policial catarinense e deixaram baleado seu marido, também policial militar, na calçada de uma pizzaria da zona norte natalense. O casal estava a passeio.

Agora, mataram um cantor de banda católica e professor de esporte, Alex França, 36 anos, sem que ele reagisse. Baleado durante assalto, atingido quando estava deitado de costas, não resistiu e morreu.

Uma morte covarde e desnecessária, pois a vítima sequer esboçou alguma reação.

A polêmica do PL do Veneno

Até aqui ninguém se entende sobre o projeto de lei que pode mudar regras do uso de agrotóxicos nas plantações, que já ganhou o apelido de...

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