sexta-feira, 20 de abril de 2018

Pré-candidatos na corrida

Sinceramente, tenho simpatia pelas candidaturas de representantes das minorias e dos desfavorecidos. Mas é preciso que esses candidatos se apresentem com determinação e perfil ideal para assumirem o cargo a que se propõem.

Dois pré-candidatos por partidos de centro-esquerda que poderiam deslanchar melhor na disputa presidencial, como Marina Silva (Rede Sustentabilidade) e Joaquim Barbosa (PSB), erram por dar a impressão de hesitação, falta de firmeza e até mesmo de insegurança em suas atitudes.

Candidato à Presidência da República não pode vacilar – ou é ou não é, e ponto final. Agora ficar em cima do muro a exemplo de Marina em determinadas questões nacionais, ou se é ou não candidato como o ex-ministro Joaquim Barbosa, isso em nada ajuda. Pelo contrário, só atrapalha.

O Brasil precisa de gente disposta, destemida e determinada, que demonstre seus propósitos frentes aos graves problemas do país e que transmita segurança à nação. Ficar em dúvida ou no meio termo dá a ideia de não saber bem que rumo tomar.

Estamos em busca de governante decidido, preparado para o enfrentamento das questões e capaz de obter o consenso nacional pelas suas ideias e propostas. Entregar um país a alguém que mais adiante possa desistir num ímpeto emocional diante dos desafios, é trazer mais problema.

A História nos traz exemplo do passado, como o de Jânio Quadros, político de atitudes estouvadas, em quem o país confiou o elegeu como "o homem da vassoura", e deu no que deu com sua renúncia repentina. O Brasil entrou numa ditadura militar (regime de exceção) que passou mais de duas décadas para voltar à democracia.

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