quarta-feira, 30 de maio de 2018

Para fugir ao tédio

Quando estou sem saber o que fazer, sem sair de casa, meu país como se estivesse no caos de uma guerra, volto a ler intensamente para manter minha mente ocupada com algo útil e deixar o tempo passar.

A leitura prazerosa nos deixa entretido e transmiti sabedoria. Então, vali-me de um velho livro de crônicas de Clarice Lispector esquecido aqui numa estante.

Há outro que também venho lendo que me traz saudades, como o do professor Woden Madruga, jornalista veterano da Tribuna do Norte, intitulado Na Gaveta do Tempo. Ainda arrisco correr os olhos pelos artigos de Ricardo Kotscho, em seu blog. Isso para saber como andam as coisas, em textos objetivos, simples e gostoso de ler.

O meu país anda insuportável, preocupando a quem busca a normalidade e perspectivas de melhoras. Parece que neste governo de mandato tampão do presidente Michel Temer não vamos conseguir. Ainda bem que faltam poucos meses para acabar.

Governo sem popularidade não evolui, a não ser que apele para o autoritarismo, impondo um regime ditatorial na base dos canhões e baionetas.

Ando meio assustado, desmotivado e de esperança fraca com tudo que está acontecendo. A greve dos caminhoneiros piorou o que já estava ruim.

O melhor mesmo é tomar uma ou duas taças de vinho para me acalmar depois de cada noticiário. Vinho que, com o salário cada vez mais magro, só consigo comprar depois de pesquisar nas promoções dos supermercados. Ô vida!!!

segunda-feira, 28 de maio de 2018

País sem opção

Depois de mais de um mês ausente, volto ao blog em meio a uma avalanche de coisas acontecidas e outras que acontecem no caminhar da vida. Estamos em fins de maio e muito rebuliço pelo país afora. Essa greve dos caminhoneiros, que dizem ser também das transportadoras, por causa dos frequentes aumentos do diesel, trouxe o retrato de um país em permanente crise político-administrativa, econômica e social.

Um país dividido, que não se encontra, de governantes desgastados, políticos desacreditados e povo sem quase mais esperança de melhoras a curto, médio e longo prazos. Mesmo com eleições gerais se aproximando, inclusive para a Presidência da República, falta-nos ainda quadros políticos confiáveis. Brasileiros e brasileiras marcham para o pleito eleitoral sem saber em quem votar.

O velho e tradicional sistema político viciado tenta resistir a todo custo. Não querem largar o osso, em que se alimenta de uma corrupção sistêmica. Mas não é do dia para noite que mudamos as coisas erradas, enraizadas na nossa cultura torta. Só o tempo é capaz de transformação. Importante mesmo para chegar lá é fazermos nossa parte no processo. Votar com critérios qualitativos.

Essa greve dos caminhoneiros, mostra-nos o quanto estamos em caminhos errados, apesar do medo do desabastecimento geral, do caos em que o Brasil mergulhou, mesmo sem ser a Venezuela, o tamanho do estrago que vamos enfrentar. Porém, não há transformações sem lutas. Governos priorizaram as rodovias no país e desprezaram as ferrovias. Está aí a falta que nos faz uma opção.

Nunca esqueci da minha infância, tempo em que os trens faziam o transporte de cargas e de passageiros. As estações ferroviárias eram um ponto de encontro e lazer nas cidades pequenas para esperar o horário do trem chegar ou partir. Já vai bem distante esse tempo.

Mercado da Avenida 4

Salvador (BA) tem seu Mercado Modelo, Fortaleza, seu Mercado Central, São Paulo, o Mercadão. São exemplos que Natal ainda não conseguiu s...

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