sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Amargo fim de ano

Nunca na História dos potiguares o Estado do Rio Grande do Norte teria passado por dificuldades, humilhações e desacertos governamentais tão desesperadores e trágicos como este de 2017.

Ainda mais num período de festas natalinas e de fim de ano. O desgoverno de Robinson Faria (PSD), que como o próprio sobrenome Faria sugere mas não fez, é um apocalipse da tragédia pública.

Cidades como a capital Natal sem policiamento nas ruas, o crime correndo solto e acuando quem se esforça para trabalhar e sustentar a vida, hospitais parados sem condições de atender a população.

Além de outros serviços públicos em idêntica situação de paralisação parcial ou total, como a Universidade Estadual do Rio Grande do Norte (Uern), Corpo de Bombeiros e agentes penitenciários.

Enfim, a vida potiguar virou um inferno com a capital entregue ao caos, por incapacidade do governo Robinson Faria pagar os salários dos servidores estaduais.

Transtornos iguais ao vivido pelo Rio Janeiro este ano de 2017.
Fim de ano, semana que antecede as festas do Natal, o comércio com vendas prejudicadas e servidores sem um tostão no bolso, população amedrontada com a violência.

Como se o Estado estivesse num tempo de guerra, com a brutal criminalidade aumentando nas ruas e até mesmo em propriedades privadas invadidas, a esperança quase perdida no amanhã.

O governo estadual busca amparo no governo federal e põe toda a culpa na crise financeira dos Estados e municípios que perderam receitas com a mais terrível recessão econômica.

Mesmo reconhecendo-se que a vida não anda fácil para ninguém, nem mesmo para o governo federal com seu déficit fiscal gigantesco, há Estados vizinhos que fizeram o dever de casa e escapam bem.

O sofrido Rio Grande do Norte não, este não se cuidou a tempo de evitar esse caos, e agora se humilha em busca de socorro lá fora. Um fim de ano marcado pela falência pública.

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

O povo é que vai mal

Para o governo Michel Temer (PMDB) e companhia a economia brasileira vai bem, o povo é que vai mal, como diz o bordão popular já bem desgastado, mas que serve para os dias de hoje, fim de 2017.

São quase 60 milhões de brasileiros que estão com os nomes negativados nos SPCs (Serviços de Proteção ao Crédito) do mercado creditício, que assim devem passar as festas natalinas.

Para ser exato, são 59,9 milhões de endividados Brasil afora, na economia festejada por Temer e seu ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, assim como por parte da mídia nacional.

A faixa etária com maior número de negativados é entre 30 e 39 anos, conforme nos dizem informações do SPC Brasil e Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas – a CNDL.

É a região Sudeste, onde se paga os melhores salários e se tem a melhor renda, que concentra o maior números de endividados no país, com mais de 24 milhões de consumidores.

Pouco adianta que a taxa básica de juros Selic, administrada pelo Banco Central, chegue a menos de 7%, como prevê o mercado financeiro, se esse juro não baixa para a população consumidora.

É possível até que esse endividamento aumente mais agora com as festas do Natal, e crescimento das vendas de fim de ano. Lá na frente, veremos o que acontece.

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Esperteza da Latam

Na tradução, essa história de criar um centro de conexões de voos domésticos e internacionais (hub em inglês) no Nordeste pela Latam e depois desistir, dá a impressão de esperteza da companhia aérea.

Tudo para atrair incentivos fiscais dos governos, como se deu nesse caso da disputa do hub entre as capitais vizinhas de Natal, Fortaleza e Recife.

No popular, a empresa passou a perna em quem acreditou no anúncio do empreendimento, a exemplo do Rio Grande do Norte, que se adiantou e ofereceu incentivo fiscal à companhia aérea.

O governo do RN chegou a reduzir a alíquota do ICMS cobrado sobre o querosene de aviação (QAV)  dos voos regulares de 17% para os atuais 12%; e para voos internacionais para 9%.

Depois de tanta embromação, botando a culpa na crise econômica que vivia o país, agora passados uns três anos, descobre-se que o tal hub não passou de ilusões perdidas.

O presidente da Latam, Jerome Cadier, veio a público colocar uma pedra no assunto. Ninguém espere mais centro de conexões no Nordeste. A empresa se desinteressou pelo projeto.

Quer dizer, depois que a empresa mamou o incentivo esse tempo todo, agora joga a  questão para as calendas. Em outras palavras, para o dia de são nunca.

A empresa vai ficar mesmo é com seus dois centros de conexões já existentes, um em Brasília (foto) e outro em Guarulhos (SP). O resto é conversa fiada.

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

CPMF x Reforma

Lembram quando queriam  reeditar e enfiar goela abaixo da população a CPMF? Eram outros tempos e outros governos, mas fizeram o mesmo alarido de pessimismo catastrófico caso não fosse aprovada.

Pois bem, agora trocaram a tal  Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira pela reforma da Previdência. A CPMF foi rejeitada firmemente pela nação, e o Brasil não se acabou. Aliás, permanece até hoje inteiro, com seus problemas.

A mesma história se repete no governo Michel Temer (PMDB) e seus aliados, que quer aprovar por cima de pau e pedra uma reforma da Previdência na base do grito e na marra.

Outra vez, nessa versão em busca de dinheiro subtraído do povo, o governo e a mídia fazem campanha com previsões catastróficas para se a tal reforma não for aprovada.

É mais um engodo pra cima da população brasileira. A CPMF, que quando vigorou pela primeira e única vez, tinha o propósito de ser destinada à saúde, não foi. E o Congresso a extinguiu.

Quem garante num governo impopular e suspeito de corrupção que, com a reforma previdenciária, haverá dinheiro para a saúde, à educação e à segurança pública? É dar um cheque em branco.

Nem muito menos que as previsões se confirmarão? Ora, há sempre alternativas, planos B e outros caminhos para nos salvar. Pior é ir na onda dos reformistas aproveitadores de barganhas.

Qualquer reforma, sem dúvida, tem que ser bem discutida com as forças vivas da nação. Jamais feita em gabinetes refrigerados, longe dos que serão afetados pelas medidas.

Sua aprovação tem que ser por convencimento político e não comprometendo o ajuste fiscal, com compras de bancadas parlamentares e negociação de cargos. Isso é banca de negócios.

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Brasil e duas faces reais

Essa gente do Planalto, em Brasília, e parte dos formadores de opinião da mídia nacional fingem, certamente, desconhecer os dois Brasis que temos na realidade.

É conhecido e notório que a redução da taxa básica de juros Selic, agora em 7% ao ano, não chega aos consumidores de cartões de crédito e cheque especial, porque os bancos não querem.

Afinal, os banqueiros só sabem viver de lucros astronômicos e passam ao largo de toda crise. Não existe crise para os bancos que dominam com ganância o mercado financeiro brasileiro.

Nem mesmo no empréstimo pessoal bancário os juros de hoje são generosos. Basta você sair à rua e perguntar a qualquer cliente de banco se a taxa Selic melhorou a vida dele ou dela.

A inflação também, gente!, não pode ser festejada pela população que detesta o governo Temer (PMDB), se o gás de cozinha disparou, a gasolina e o diesel também, e a cesta básica não está sopa.

Agora mesmo, aqui em Natal, o Dieese-RN divulgou que tivemos uma das maiores altas da cesta básica em novembro. Como festejar a inflação com a tarifa de luz aumentando?

Por essa e por outras, a inflação pode até estar estabilizada mesmo em menos de 3%, sabe Deus como, no entanto, para a realidade nossa de cada dia, a boa economia ainda não nos chegou.

Tudo isso e mais o desemprego de 12,7 milhões de desempregados, cuja vida piorou com a reforma trabalhista, que trocou os postos de carteira assinada pelos de empregos temporários.

Ainda por cima, conforme se constata, com salários menores, aproveitando-se das bondades do governo Michel Temer e sua camarilha aos setores que disputam lucros. Deus que nos livre!

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Realidade nua e crua

É verdade que a taxa básica de juros Selic do Banco Central baixou para 7% ao ano, considerado o menor nível histórico. E daí? Deve perguntar a população consumidora brasileira.

Apesar de baixar a esse patamar menor, que governo e a mídia nacional festejam, trata-se da taxa de juros básica Selic nominal, porque a real permanece muito alta para uma inflação abaixo de 3% .

E o que é pior: essa taxa baixa não chega aos consumidores do cartão de crédito e do cheque especial, nem também de quem faz empréstimos bancários. Por isso a população questiona: e daí? 

Ninguém deixou de arcar com juros exorbitantes em suas dívidas até aqui, numa modalidade ou outra de transação financeira. Atrasou no cartão de crédito ou pendurou-se no cheque especial o pau come.

Os bancos, que mandam no mercado, na verdade, não estão nem aí para essa tal taxa Selic.

Há quem diga, entre os entendidos, que a Selic pode até chegar a zero, mas os juros na ponta final do consumo vão permanecer altos. Os bancos dão mil desculpas e não baixam suas taxas.

E mais. Logo, logo, a taxa básica Selic vai retomar a trajetória de alta, quando o governo se desenganar de suas reformas a toque de caixa.

Esse ciclo de redução e depois alta já é por demais conhecido no Brasil.  

Já a nova inflação, outra festa do governo Michel Temer (PMDB) e de parte da mídia nacional, permanece baixa num patamar menor do que 3% ao mês, mas os preços continuam subindo.

Sobe o gás de cozinha uma enormidade, inviabilizando a compra pelas famílias pobres, sobe a gasolina e o diesel  dos caminhões, onerando o orçamento de todos, mas a inflação fica parada.

A comentarista da Rede Globo Míriam Leitão fica cheia de dedos para justificar porque isso acontece. Mas não tem explicação. É a nossa realidade hoje. Simples assim!

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Pra cima deles eleitor!

Está claro que o governo Temer (PMDB) está blefando quando tenta votar até quarta-feira, 13 de dezembro, a reforma da Previdência, fazendo a população crer que já tem os votos necessários.

É uma forma de tentar influenciar os partidos e seus parlamentares envolvendo-os nesse clima de "já ganhou". Não é bem assim, há resistências e muitas ainda não quebradas contra a reforma.

Na verdade, o peemedebista Michel Temer tenta no grito e na marra impor ao país uma reforma da Previdência feita entre quatro paredes para atender interesses escusos.

Quero dizer, algo que desperta suspeita e é escondido do público.

Liberando verbas publicitárias para a grande mídia nacional, o governo central atrai assim o apoio mais forte dos meios de comunicação, como a TV Globo e seus comentaristas.

Bastou isso, para que a Rede Globo voltasse a andar de mãos dadas com os projetos a toque de caixa  de Temer, inclusive, combatendo privilégios de servidores públicos, o grande vilão alvo.

Para começo de conversa, privilégios que devem ser combatidos mesmo são os deles, que escondem todo tipo de patifaria que o Brasil aos poucos vem tomando conhecimento.

Privilégio é comprar apoio de bancadas parlamentares na Câmara e no Senado para enfiar goela abaixo da população o que a esmagadora maioria da nação rejeita.

Se o eleitor (eleitora) for pra cima dos seus parlamentares, a pressão do contra influenciará a decisão, e o governo recuará respeitando a vontade popular.

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Conversa pra boi dormir

Empanturrando-se entre almoço e jantar no mesmo dia, o presidente Michel Temer (PMDB), ministros e lideranças partidárias aliadas batem cabeça para tentar aprovar  a reforma da Previdência, antes que o recesso venha e a vaca vá pro brejo. Estamos em dezembro e o tempo urge.

O Globo deste domingo abriu uma manchetona em seu site para dizer que "Governo avalia que pode conseguir até 350 votos para aprovar a reforma da Previdência" Ah, bom! Quer dizer que não conseguiu ainda, mas "que pode conseguir".

Lá dentro no texto da notícia acrescenta que o governo e esses comilões reunidos avaliam ter de 320 a 350 votos "alcançáveis". Hoje, preto no branco todos dizem que é verdade: o governo ainda não conta com votos para aprovar a tal reforma. Por isso, não existe data marcada para votar.

Então, trocando em miúdos esse papo cabeça entre reuniões de fim de semana, vem aquela impressão do dizer interiorano: isso parece muito mais "conversa pra boi dormir".

A esta altura do campeonato o governo Temer e essas lideranças partidária vão ter que rebolar muito para alcançar esses 320 a 350 votos no plenário da Câmara. A não ser, que a grana corra solta e o toma lá dá cá funcione mais uma vez, como no caso das duas denúncias contra Temer enterradas.

Porém, com os ventos das eleições 2018 açoitando na cara, ainda vai ter muito deputado resistindo a se expor nessa votação que a nação rejeita.

sábado, 2 de dezembro de 2017

Marina pré-candidata

O partido político Rede de Marina acaba de lançar ela (Marina Silva) como pré-candidata às eleições presidenciais de 2018. Na ocasião, o partido apresentou uma carta com críticas ao atual governo Temer (PMDB) que condena as reformas. O PSDB, por sua vez, pretende lançar o governador paulista Geraldo Alckmin que, diferentemente da Rede, não desgruda de Temer, nem o peemedebista do PSDB. Vamos ver se Alckmin vai ter a coragem de chegar à campanha com o impopular Michel Temer à tiracolo. Se é pra ser assim, seria melhor nem romper com o governo. É jogo duplo: um pé lá e outro cá. Esse com certeza não é o PSDB da era Mário Covas. Que pena!

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Cadê os empregos formais?

É verdade que o governo e parte da mídia amestrada – como dizia o saudoso jornalista Carlos Chagas, que nos faz falta – têm feito festa em torno da volta dos empregos no mercado de trabalho. Mas não é bem assim. A taxa de desemprego caiu para 12,2%, segundo o IBGE, contudo, desde de abril quando começou a reagir, três quartos das vagas criadas foram no trabalho por conta própria ou em postos sem carteira assinada. Será que no Brasil todo mundo vai virar empreendedor? Bem, o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) trabalha pra isso.

Nas contas do IBGE o país ainda tem um estoque alto de desempregados que atinge 12,7 milhões em busca de ocupação. Essas vagas informais levantadas são aquelas pessoas que de uma forma ou outra se agarram a algum meio de sobrevivência como alternativa, já que não existe o emprego formal tão fácil assim, pois as melhoras do mercado ainda estão muito no começo e vai demorar até zerar o saldo de desempregados nos quatro cantos do país.

Aqui mesmo no Rio Grande do Norte, o escritório regional do Dieese-RN informa que houve, sim, uma melhora com redução do desemprego em relação ao período imediatamente anterior, no entanto, na comparação com anos anteriores estamos muito abaixo. Um estudo sobre a realidade do mercado de trabalho potiguar vai ser divulgado na quarta-feira, dia 6. (Leia comentário no link logo aí abaixo)

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Congelaram a inflação

Já há uma desconfiança de que congelaram a inflação brasileira, para dizerem que a economia da era Temer vai bem. O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) não sobe e se mantém baixo. No entanto, o preço da gasolina e do diesel, que desencadeia naturalmente uma série de outros aumentos, não influencia mais a alta da inflação, o que parece mágica, né não? IBGE, analistas do mercado e jornalistas comentaristas da grande mídia parecem todos afinados com esse propósito, como forma de fazer acreditar que a economia vai pra lá de supimpa no país.

Desde julho, a gasolina e o diesel vendido pela Petrobras às distribuidoras somam 22,96% e 25,39% respectivamente, conforme informa o site da Veja. E o preço médio da gasolina voltou a subir na última semana de R$ 3,96 para R$ 4,02 por litro, de acordo com dados da ANP – Agência Nacional do Petróleo. Foi a quarta alta semanal consecutiva, e o combustível atingiu o valor mais alto do ano. O levantamento teria levado em conta mais de 3.000 postos no país. Não ficam atrás o diesel e o etanol. Ambos tiveram aumento também. Mas a inflação permanece parada, isso quando não baixa.

De mais a mais, o gás de cozinha, também chamado de GLP – Gás Liquefeito de Petróleo, disparou este ano feito foguete em direção ao espaço sideral. Já custa um absurdo para o uso doméstico, girando ao redor de uns R$ 70 por botijão de 13 kg. Mas nem faz cosquinha para a inflação que se mantém firme como uma rocha. São coisas deste Brasil. Afinal, quem manda mesmo é o senhor mercado, que dita as regras como bem entende.

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Dezembro sem reforma

Melhor seria que Temer  passasse mais uns dias de repouso, recuperando-se das cirurgias de próstata e coração  a que se submeteu e deixasse a nação em paz em relação à reforma da Previdência. Afinal, Michel Temer é um homem de 77 anos e precisa cuidar da saúde e da família. Mas a ganância pelo poder não o deixa, e de alta hospitalar já está de volta a Brasília para retomar as atividades normais. Pode-se imaginar como é estressante tentar aprovar uma reforma sem apoio popular e agora até mesmo sem voto dos parlamentares que o mantiveram no cargo, rejeitando as denúncias contra ele. Pelo menos até o fim do seu mandato tampão em 2018, Temer se livrará de ser julgado.

Dezembro está chegando esta semana e anuncia o fim de 2017. É o último mês do ano e conforme se diz pouco tempo resta para o Congresso ainda fazer antes de entrar em recesso de fim de ano. A campanha presidencial já está começando nas articulações e planejamentos para o pleito eleitoral de 2 de outubro de 2018. Nenhum parlamentar a essa altura quer mais arriscar seu pescoço se expondo ao eleitorado, aprovando uma reforma impopular que precisa de 308 votos na Câmara. Por que não deixar a missão árdua para o próximo presidente da República que sair das urnas? Quem mais pressiona Temer pela reforma? Certamente, setores que mais vão ganhar com ela e deixam de pagar a conta que fizeram.

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Contrassenso previdenciário

Essas reformas do governo Michel Temer (PMDB)  feitas entre quatro paredes  e compradas no voto de parlamentares têm sido reprovadas amplamente pela população.

A primeira foi a reforma trabalhista que alterou a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) ainda sem ser bem digerida pela sociedade brasileira, e sem que se saiba em que vai dar.

Tomara que não seja com os burros n'água – como diz o bom sertanejo. 

Antes ela foi precedida por uma terceirização ampla, geral e irrestrita da mão de obra.

Desta vez  é a tentativa de aprovar uma reforma da Previdência Social custe o que custar, para que Temer possa honrar seu compromisso político com a elite que o apoiou em sua ascensão ao cargo.

O que chama atenção é que o modus operandi das reformas é sempre o mesmo. Em vez de uma discussão profunda com a nação, o atalho é a compra de votos de bancadas parlamentares.

Ora, se a questão é o rombo previdenciário das contas, como se negocia concedendo a dispensa de R$ 15 bilhões em dívidas previdenciárias dos municípios?

É um contrassenso evidente que basta uma inteligência mediana para perceber. Isso sem mencionar a grande sonegação existente e camaradagens distribuídas às empresas devedoras da Previdência.

Por que esse açodamento? Diz o ditado popular quando se desconfia: "debaixo desse angu tem caroço". Reforma enfiada goela abaixo é pra se questionar mesmo.

Está aí a notícia da revista Carta Capital dando conta que a "reforma trabalhista tende a inviabilizar a Previdência", de acordo com estudo sobre o tema.

Isso porque para cada trabalhador que deixa de ser assalariado para virar empresa, o sistema público perde R$ 3.727 ao ano, segundo esse estudo.

Até o ajuste fiscal está  sendo sacrificado pela reforma. É assim que caminha o Brasil de Temer.

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

O discurso falso

É preciso ir com cuidado nesse tema de "marajás" aposentados do serviço público para não generalizar, porque não é bem assim.

No meu Estado, o Rio Grande do Norte, mais de 80%  de 100 mil servidores públicos estaduais ganham só até R$ 4.000, e sequer atualmente recebem em dia.

Esse é o teto integral que essa massa se aposenta. Quer dizer, não iguala nem ao teto que o INSS paga hoje para as aposentadorias.

Hoje a maioria nem sequer está tendo reajuste salarial faz anos, em decorrência da crise financeira dos Estados, que estão quebrados.

A grande mídia nacional passa a impressão de que todo servidor público é "marajá", creio que  a serviço da elite econômica que paga pior do que o serviço público, isso é verdade, e quer rebaixar salários. Não sei que desenvolvimento é esse com pretendido rebaixamento de salários.

Na verdade, a ideia é nivelar todos por baixo,  iniciativa privada e serviço público, seja funcionalismo federal, estadual e municipal.

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Reza pelo funcionalismo

Um ditado popular muito conhecido nos diz que "farinha pouca, meu pirão primeiro" se a situação é pra lá de crítica. Isso se fala quando se tem pouco para atender a muitos.

É o caso que vive hoje o governo do Rio Grande do Norte, sem resolver a crise financeira na qual se enfiou, para pagar todo o funcionalismo estadual, que não recebe em dia há dezoito meses.

Categorias de servidores com organização e força suficiente, a exemplo da segurança pública, só assim conseguiram colocar o governo Robinson Faria (PSD) de joelhos e arrancar o pagamento.

As demais sofrem com um atraso ainda maior, obviamente pelo governo ter resolvido dar prioridade a essas categorias da segurança, deixando as demais à mercê do caixa do governo.

É aquela outra história: "devo não nego, pago quando puder". E assim o tempo vai avançando e quem ganha mais R$ 2.000, até agora, 20 de novembro, ainda não recebeu o salário de outubro.

Neste domingo (19/11), em meio ao drama angustiante pelo qual passa famílias de servidores do RN, o padre Antônio Nunes, da paróquia de Neópolis, em Natal, rezou na missa por esses funcionários.

Sem dúvida um gesto solidário e de apreço aos que passam por tal situação, seguido pelos fiéis que estavam lá, na igrejinha de São Judas Tadeu, da comunidade do Jiquí.

Com bem disse o padre, é possível, sim, enfrentar  muitas dificuldades na vida, mas nada pior do  que a falta do salário no fim de cada mês trabalhado.

É desesperador pois não atinge só o servidor mas também suas famílias que dependem do dinheiro, é claro, como meio de sobrevivência. 

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Frustração tributária

Acredite se quiser, mas a reforma tributária ainda está entre as reformas do presidente Michel Temer, que talvez não consiga aprovar nenhuma mais das pretendidas, como a da Previdência Social.

A muito custo e ainda embolada, saiu a reforma trabalhista, desaprovada pela classe trabalhadora.

Estamos cansados de saber, que a carga tributária brasileira é a maior da América Latina, de acordo com informações da OCDE – Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico.

Esse pesadelo do setor produtivo e da população consumidora brasileira nos foi lembrado pela Agência do Rádio Mais, em reportagem recente.

Segundo a agência, a expectativa do governo é que a reforma tributária seja votada ainda este ano. É ver para crer, mais é o que diz a notícia neste fim de ano.

Pois bem, com a proposta nove impostos seriam transformado em apenas um, que seria chamado de IBS – que quer dizer Imposto sobre Operações de Bens e Serviços. Que sonho!

Outro ponto da reforma é dar um peso maior aos impostos sobre a renda, e não sobre o consumo, como é feito hoje. Hahaha! Jamais isso pode ser sonhado no governo Temer e na atual crise.

Esqueça portanto uma reforma tributária deste porte neste resto de governo de Michel Temer e seu grupo. Não é do interesse dos governos. Até mesmo uma minirreforma previdenciária está difícil.

A reportagem diz que a atual carga tributária é empecilho para a sobrevivência das empresas. E é verdade, disso sabemos. Mas essa reforma vem sendo cozinhada desde que eu era menino.

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

A realidade dos juros brasileiros

Bem festejada pelo governo Michel Temer e entusiastas da política econômica atual, a taxa básica Selic, do Banco Central, permanece sem surtir efeitos nos cartões de crédito e cheque especial.

Essa realidade é sentida por quem está hoje pendurado em uma dessas alternativas de consumo mencionadas acima. Cadê, então, os juros baixos, as taxas civilizadas? Que nada, enganação!

É isso mesmo. A taxa que anda aí na casa de 7,50% ao ano, e já esteve o dobro disso, realmente baixou, mas não de forma que aliviasse a população brasileira em relação ao consumo.

Aliás, sobre a questão do juro, a jornalista de economia Lillian Witte Fibe, que escreve para o site da revista Veja, disse outro dia, que é falso dizer que os juros estão caindo. Sabe por quê?

Nem mesmo a taxa Selic do BC caiu em termos verdadeiramente real, mas nominalmente. Faz sentido seu raciocínio, basta acompanhar o que ela disse e o mercado esconde.

De janeiro a setembro de 2017, a inflação foi de 1,42%, e a Selic também acumulada nos noves meses do ano, de 8%. Qual é a conclusão? Juro real de 6,5%.

Como então o juro real está caindo se está bem acima da inflação baixa comemorada? "Foi a inflação que despencou, e o mérito não é da equipe econômica", disse Lillian Witte Fibe.

Não foi mérito da equipe porque "Os preços caíram por causa da recessão e, principalmente, por causa da conjuntura internacional".

"O juro real do Brasil é o terceiro maior do mundo. Só perde para a Turquia e para a Rússia", finalizou assim Witte Fibe.

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Gás virou artigo de luxo

Ainda na primeira quinzena de outubro, quando o gás de cozinha subia de preço mais uma vez, já se dizia que esse consumo básico das famílias brasileiras havia virado artigo de luxo.

De junho para cá, a pisada tem sido uma só: um aumento depois do outro e não se sabe onde isso vai parar, causando preocupação em todo o Brasil.

É a nova política de preços do petróleo do governo Michel Temer (PMDB) que quer igualar o preço interno ao do mercado internacional, numa corrida louca para tirar o atraso.

Agora esta semana mais um aumento do GLP (Gás Liquefeito de Petróleo) que passou o botijão de 13 kg para mais de R$ 70 na venda das distribuidoras ao consumidor final, que somos nós.

Já estamos com pelo menos cinco aumentos do gás de junho até este início de novembro, com um acumulado na alta de 15,58%, porém a inflação continua produzindo milagre, pois permanece baixa.

Que danado de milagre é esse, hein? E não é só o gás de cozinha que sobe não! Aumenta conta de luz, gasolina, diesel, transporte coletivo, mas a inflação não. Nada disso parece refletir nos índices.

Eu já lembrei aqui que houve um tempo neste país, que se desconfiou que a inflação estava sendo manipulada, com a expurgação de itens e era verdade. Essas manobras técnicas que inventam.

Por enquanto, tudo está confiado ao IBGE, e ao que dizem na mídia nacional os entendidos no assunto, que sempre estão com um argumento na ponta da língua para justificar a inflação baixa. 

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Aliança entre PT e PMDB

Vocês conhecem bem o ditado popular que sentencia: "um por todos, todos por um". Assim é o corporativismo que existe hoje em dia no meio político para defender unicamente seus interesses.Como em política partidária tudo é possível, fala-se agora numa aliança entre PT e PMDB  para as eleições de 2018.

Tudo muito natural, se não tivesse o PT de Lula raivosamente denominado o PMDB de Temer de golpistas, por ter derrubado o ciclo de mais de 13 anos de poder dos petistas, aplicando o impeachment contra a então presidente da República, Dilma Rousseff.

Ora, isso são águas passadas, quando há interesses partidários e individuais em jogo. Primeiro os dois partidos estão de olho grande em um quarto dos recursos do Fundo Partidário, conta numa nota a colunista Lydia Medeiros, de Poder em Jogo, no site de O Globo.

Cerca de R$ 1,8 bilhão é o que levaria os dois partidos se se unirem, esquecendo a inimizade.  A sobra seria dividida com nada menos que 30 partidos.

Mas além do quinhão partidário cobiçado pelas duas siglas, há interesses outros em jogo. Estes envolvendo parlamentares no Congresso, em torno de medidas que barrem investigações da operação Lava Jato, como proibição de delação de réus presos, restrição de conduções coercitivas, limites para investigar escritórios de advocacia e aprovação da lei de abuso de autoridade.

É uma vergonha o que acontece na politicalha deste país. Nada que engrandeça a arte de se fazer política, mas apenas em manter privilégios individuais de corruptos.  

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Desacerto governamental


Já são praticamente três anos de gestão governamental, que se pode dizer de desacerto e fracasso numa pré-avaliação do governo Robinson Faria (PSD) no Rio Grande do Norte. Iguala-se, como exemplo, ao governo fluminense de Pezão.

Entalado com a crise financeira que não consegue digerir, o governo se aproxima de seu último ano, cada vez pior.  O governador Robinson Faria tem levado o funcionalismo estadual ao desespero com atrasos cada vez maiores de salários.

Como se não bastassem os atrasos de pagamento, os salários permanecem congelados com perdas anuais pela falta de atualização, assim como ter de arcar com multas e juros por não conseguir pagar compromissos financeiros assumidos em cartões de crédito, cheque especial e contas.  

A ladainha é a mesma. Tudo é consequência da recessão econômica e de problemas que se arrastam de outras gestões de antecessores. Pode até ser, mas há sinais evidentes de um governo inábil, acuado e sem iniciativas para driblar a crise.

Ora, diz o ditado popular do tempo de meus avós: "Quem não pode com o pote, não pega na rudilha". Para quem não sabe, a rodilha é um pano ou almofada em círculo que se coloca na cabeça para acomodar o peso que se carrega. Exemplo: um pote com água, comum no Nordeste.

O maior compromisso do governador Robinson Faria em campanha foi com a segurança pública. Pois bem, o Rio Grande do Norte teve a segunda maior taxa de homicídios do Brasil em 2016, com 1.976 mortes violentas, de acordo com o Anuário da Segurança Pública.

Não será novidade se em 2017, o RN assumir o primeiro lugar, uma vez que a escalada da violência permanece no Estado, com mais de 2.000 mortes antes de completar o final do ano.

Na saúde é outra calamidade, com hospitais piores do que no passado, sem resposta satisfatória as demandas da população. A culpa é sempre do antecessor e nada se resolve. Ora bolas! Se era para assim se justificar, então, para que veio?

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Liberação do FGTS

Está nos planos do governo Michel Temer (PMDB) liberar dinheiro para o consumo neste fim de ano. Depois de despertar a ira da classe trabalhadora com a reforma trabalhista, o governo  tenta de alguma forma amenizar a reação, mas com foco sobretudo na melhoria da economia. Uma medida provisória autorizaria o uso de 10% do saldo do trabalhador no FGTS para pagar empréstimo consignado, até mesmo em caso de dispensa do empregado por justa causa, assim como nas demissões por acordo entre patrão e empregado, diz O Globo, edição de sábado, 27 de outubro. Se isso é bom? Sei não... pois representantes do Conselho Curador temem que tal medida cause uma sangria nos recursos do FGTS – Fundo de Garantia por Tempo de Serviço. Também pretende reduzir a idade novamente, agora para 55 anos, de quem vai sacar o PIS/Pasep. Só isso injetaria na economia R$ 14 bilhões.

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Um país fragmentado

O Brasil marcha para as eleições de 2018 sem acertar o passo. Salvo se surgir um candidato ou candidata carismático até lá que consiga unir a nação em torno de um consenso nacional. O pleito do ano que se avizinha ainda é uma incógnita para o futuro do país.

Pelo que se vê atualmente, o governo Michel Temer se mantém impopularíssimo, andando de um lado e o povo de outro, a Câmara Federal está rachada meio a meio, ministros do  STF (Supremo Tribunal Federal) idem, a mídia nacional diverge em seus posicionamentos.

Nessa geleia geral pra que lado vamos mesmo? Seguir em frente com um governo impopular, que enfia medidas goela abaixo da população, apoiado por deputados comprados, suspeitos e investigados, não leva a lugar nenhum. Muito menos ao desenvolvimento desejado.

A rigor, o Brasil permanece em crise econômica braba, com endividamento grave do governo e déficit recordista; municípios e Estados em situação pré-falimentar, com dificuldades financeiras recorrentes, embora se diga que o pior já passou.

Como passou se existem mais de 13 milhões de desempregados? Só não existe mais desemprego porque a ocupação informal, aquela sem carteira assinada e nenhum direito, na verdade, o subemprego, está sendo âncora de salvação.

A inadimplência ainda atormenta a vida de brasileiros e brasileiras nos quatro cantos do país, aliada à perda de renda das famílias, enquanto o governo favorece mais aos ricos.

A crise política, por sua vez, não passou nem vai passar com a nação fragmentada. "Se unidos já somos fracos, desunidos não somos nada", – expressão cravada pelo então governador Cortez Pereira em relação ao seu Estado, o Rio Grande do Norte, que ecoa até hoje, e serve para o Brasil atual.

Caminhamos, portanto, sem rumo certo, sem porto seguro. Até quando? – eis a questão crucial que não quer calar.

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Inadimplentes sofrem com ansiedade

Está aí uma pesquisa do SPC Brasil nos dizendo que, "quando devemos e não podemos pagar nossas contas, não é apenas a vida  financeira que saí prejudicada". Isso é claro para todo mundo, pois a saúde do corpo e da mente também fica comprometida.

Isso porque tal situação potencializa uma série de problemas que se acumulam e afetam todas as esferas da vida de uma pessoa. A não ser, evidentemente, que o devedor seja um caloteiro contumaz.

Pois bem um levantamento nacional realizado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e a CNDL – Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas constatou esse comportamento nos devedores destes tempos difíceis.

A pesquisa revela que o número de inadimplentes que passaram a se sentir mais ansiosos, após contraírem a dívida, cresceu nove pontos percentuais em relação ao ano passado. Passou de 60% para 69%, e assumiu a liderança no ranking de sentimentos que a má situação financeira mais desperta.

Na sequência sobressaem os sentimentos de insegurança (65%), estresse (64% com alta de seis pontos percentuais ante 2016), angústia (61%), desânimo (58%), sentimento de culpa (57%) e baixa autoestima (56%).

O levantamento ainda constatou que mais da metade dos inadimplentes (51%) sente-se envergonhada perante a família e amigos por se encontrarem nessa situação.

Na verdade, as dívidas deixam 52% dos inadimplentes mais facilmente irritados, e 46% passaram a ter menos vontade de se sociabilizar depois das contas atrasadas, segundo a pesquisa.

Moral da história: então, a cara de pau dos que dizem, francamente, que "devo, não nego; pago, quando puder" não é para todo mundo.

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

AJUSTE A batata quente nas mãos do vice

O governador Robinson Faria (PSD/RN) saiu de fininho para uma viagem internacional, e deixou a batata quente, digamos assim, nas mãos do vice Fábio Dantas (PCdoB/RN).

Traduzindo, Robinson entregou ao vice-governador Fábio o anúncio do ajuste fiscal, constituído de medidas impopulares, para ser apresentado pelo seu companheiro de má gestão governamental.

Aliás, é muito maldade política do governador com seu vice, que para não se desgastar mais perante a opinião pública, sempre repassa para Fábio Dantas (que é deputado) o fardo mais pesado.

"Muy amigo", na expressão da palavra mais certa, esse governador Robinson Faria. Usa o vice para lhe salvar a pele da missão mais pesada do governo, evitando arriscar seu próprio pescoço.

É para isso que o vice assume um tempinho o governo, enquanto o titular passeia numa viagem pela Europa? A bem da verdade, com tamanha crise, o certo era o governador ter feito o contrário. Ter mandado o vice lhe representar lá fora e ficar aqui cuidando dos graves problemas do governo.

Com essa raposice, na verdade, Robinson evita correr o risco de seu vice romper politicamente, como ele rompeu com a sua companheira e antecessora, a então governadora Rosalba Ciarlini, divergindo dela para conquistar o governo, ao prometer ao eleitorado "mundos e fundos".

Mas voltemos ao tal "pacote" fiscal que é o que interessa aqui. Pois bem, o conjunto de medidas prevê, entre outras, aumento escalonado da alíquota previdenciária dos servidores do Estado – coitados! – já com salários em atraso, congelados e achatados, acumulando perdas do poder aquisitivo.

Também  impõe um teto salarial para servidores estaduais, além de permissão para o Poder Executivo editar medidas provisórias. Enfim, tentativa de igualar todos por baixo, sem mais nem menos.

Francamente, espera-se pelo menos dessa vez, um posicionamento digno dos deputados a favor da sociedade potiguar, a mais esse pleito do governo Robinson Faria, que nada fez para merecer credibilidade.

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

SALÁRIOS Atraso no pagamento do Estado

Na minha volta a Natal, depois de uns dias em viagem, tomei conhecimento que o pagamento dos servidores do Rio Grande do Norte atrasa cada vez mais, sem dia certo para receber.

Hoje já é dia 20 de outubro, faltando praticamente dez dias para terminar o mês, mas a folha de setembro ainda não foi paga, apenas iniciada para uma faixa salarial dos que ganham até R$ 2.000.

A situação é crítica. O governador em exercício, o vice Fábio Dantas, diz pelo portal G1RN que, sem a liberação do empréstimo de R$ 698 milhões, o governo do RN não tem recursos para pagar salários.

Não é que o dinheiro do empréstimo destine-se diretamente para pagar salários, porque não pode. Mas facilitaria ao governo retirar de outra fonte para pagar apenas 2017.

Mesmo com empréstimo aprovado pelos deputados da Assembleia Legislativa do Estado, a pretexto de botar ordem nas finanças, o governo Robinson Faria não consegue acertar o passo. O desequilíbrio entre receitas e despesas domina e deve continuar em 2018.

Afinal de contas o que estará acontecendo neste Estado? Será que a crise só reflete no governo do Rio Grande do Norte? Por que outros Estados conseguem driblar a crise financeira, menos o RN?

Estive no Ceará e por lá o governo cearense está se vangloriando da solidez fiscal que atrai mais investimentos para os cearenses.

Enquanto aqui no Rio Grande do Norte nada se consegue melhorar pelo menos desde o início do governo Robinson Faria que marcha para fechar o terceiro ano de mandato e iniciar o último.

Nada do prometido na campanha passada foi cumprido até aqui. Quem nada fez em três anos, difícil é acreditar que fará três em um último ano. Estamos às portas de 2018, ano eleitoral.

Pelo andar da carruagem está mais propenso a prever que o governo Faria (que não fez) terminará os quatro anos com zero à esquerda.

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

SAÚDE Desassistidos e entregues à sorte

Publicado também por
FOCO NORDESTE

É incrível que a saúde pública no Brasil e, particularmente, aqui em Natal, capital do Rio Grande do Norte, tenha chegado a esse nível de desassistência e desespero. A notícia nos diz que "Sem transplante de medula há um ano, 20 crianças morreram à espera de tratamento", do portal G1RN.

O pior está lá como resposta a esse drama para quem busca assistência na saúde pública potiguar: a Secretaria de Estado, responsável pela pasta, diz que não existe prazo para retomar a oferta. Santo Deus, que tempos estamos vivendo com a falência do poder público.

Mas o que mais deixa indignado os que testemunham essa tragédia infantil no Estado é a falta de uma perspectiva que traga alento à crise, enquanto políticos correm atrás de malas e caixas de dinheiro, tramam o jogo sujo às escondidas e negociam por aí seus interesses próprios.

O Rio Grande do Norte está há cerca de um ano sem realizar transplante de medula óssea,  que levou a óbito 20 crianças nesse período. Esperavam um tratamento para doenças como leucemia, que o governo do Estado e as autoridades deste país se mostraram incapazes de dar a assistência.

Agora, coloque-se qualquer um de nós em tal situação, sem ter para onde apelar mais, por falta de recursos, a não ser para seu direito constitucional e dever do Estado? Políticos de todos os matizes merecem uma resposta dura no pleito de 2018.

As urnas devem dizer claramente, que eles (ou elas) são eleitos para fazer cumprir a Constituição e trabalhar, acima de tudo, pelo bem comum e não para se locupletarem, ou realizar apenas ações populistas como forma de se reeleger na próxima eleição.

Mais lamentável é que, muitos desses pacientes infantis ainda se agarravam a um fio de esperança, pois já dispunham de doadores de medula. No entanto, o Estado falhou e não fez a sua parte.

Triste o drama dessas famílias potiguares!

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

ENERGIA Conta de luz aumenta

Publicado também
por FOCO NORDESTE

Péssima notícia. Com falta de chuvas, preço de energia pode disparar, diz o site do Globo. É que a partir agora de outubro, consumidores brasileiros de energia vão ter de arcar com uma tarifa mais cara, passando da bandeira tarifária amarela, em setembro, para a vermelha, segundo patamar. Isso quer dizer acréscimo de R$ 3,50 por cada 100 kWh (kilowatts hora). A a bandeira amarela, nível 1, corresponde a R$ 2,00 pelo mesmo kWh. Portanto, vamos a pagar as luzes, gente! Antes que venha aí os indesejáveis apagões do passado. Esta vai ser a primeira vez que o segundo nível da bandeira vermelha é acionado no país. E aí, com combustíveis aumentando, energia elétrica também, como fica a inflação? Não venham me dizer em declínio novamente.

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

PAÍS O Brasil vai muito mal na UTI

Para defender um político envolvido em graves provas de corrupção, no caso o senador Aécio Neves (PSDB/MG), o Senado quer peitar o STF – Supremo Tribunal Federal.

Pretende derrubar decisão tomada pela Primeira Turma do STF, que em maioria afastou do mandato o senador mineiro e impôs seu recolhimento noturno. Ainda bem que não o mandou para a prisão.

No entanto, um Senado infestado de corruptos como nunca visto, pois expressiva parte está às voltas com a Justiça, quer livrar o senador Neves da decisão da Corte.

Isso, para quem ainda não sabe, apoiado pelo Planalto, onde se tem um presidente (Michel Temer) também envolvido até o pescoço com corrupção, mais o apoio dos partidos PMDB, PT e o próprio PSDB, é claro, de Aécio Neves.

Nesse rolo todo, ainda tem um ministro do STF e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes (este está em todas na defesa dos corruptos), discordando de seus pares e dando voz aos corruptos. Afinal, deve-se perguntar: de qual partido é esse ministro?

É mais um fato inusitado, que marcha para grave crise institucional, como disse o ministro Marco Aurélio Mello, este também na defesa de Aécio, e que deixa a nação brasileira confusa e perplexa.

Esses políticos corruptos estão, enfim, querendo o que mesmo deste rico país e ao mesmo tempo pobre de valores éticos e morais? Não basta o que já fazem com a nação?

Em qualquer país sério, honesto, de moralidade, um senador acusado com provas como Aécio Neves (PSDB), já teria renunciado para então se defender das graves acusações que pesam sobre ele.

Mas político brasileiro é duro na queda porque não mostra dignidade, um valor que hoje em dia está em falta na política brasileira. É por demais impressionante tudo isso!

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

ECONOMIA Gás de cozinha em alta

A população brasileira parece até indiferente ao que acontece no país. Está aí, desde esta terça-feira (26/9), mais um aumento do gás de cozinha, mas ninguém está nem aí.

Não vejo mais as donas de casa saírem reclamando de preço nenhum, nem muitos menos os chefes de família. Donos de carros ainda esboçam alguma reclamação assim que a gasolina sobe de preço.

Mas agora foi o botijão do gás de cozinha, que subiu mais vez, reajuste de 6,9%, encarecendo o consumo doméstico. É o segundo aumento em menos de um mês.

Isso quer dizer que cozinhar em casa, no restaurante e aonde mais se servir uma refeição ficará mais caro. O diabo é que só se fala hoje é da nova inflação em declínio, segundo a orquestração da mídia.

O tomate até já virou o mocinho da nova fase da economia sem inflação. Antes, quando os tempos eram outros, fala-se mesmo era do vilão que podia ser o aumento, por exemplo, dos combustíveis.

No entanto, atualmente com o deus-mercado dominando a economia, parece que nenhum produto influencia mais nos índices inflacionários aferidos pelos institutos.

Será mesmo que o tomate, o feijão carioca, o açúcar e o leite longa vida influenciam mais a inflação do que os combustíveis aumentando? Até porque a carne não baixou de preço.

Isso me remete a um passado distante em que governo influenciava os institutos a expurgar itens de produtos na aferição da inflação. Isto aqui é Brasil.

Desculpem a ignorância, mas se ocorreu no passado tal expurgo, por que não duvidar agora? O clima em torno da inflação hoje é de festa, enquanto preços pipocam por aí afora.
__________
Fatos e Notas: ECONOMIA Inflação de primeiro mundo: Saí para o supermercado neste primeiro sábado da primavera, mais alegre que mendigo de ray-ban, como manda a estação do ano. A alegri...

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

ECONOMIA Inflação de primeiro mundo

Saí para o supermercado neste primeiro sábado da primavera, mais alegre que mendigo de ray-ban, como manda a estação do ano.

A alegria era para verificar se a nossa inflação brasileira anda mesmo se igualando a de um custo de vida de primeiro mundo, como tem orquestrado a mídia.

Ledo engano! Nem tudo são flores como a primavera. Não consegui economizar nada nas compras semanais lá de casa. Aliás, nada não, minto. Até que houve uma leve melhora no final das contas. Mas eu e a mulher nos esforçamos para colocar no carrinho do supermercado menos coisas que pudéssemos.

Será que só acontece comigo – pensei. Por que essa inflação não baixa no tamanho da minha ansiosa expectativa e do que diz o IBGE e a mídia?  Meirelles, ministro da Fazenda, solta fogos todos os dias na comemoração da nova realidade econômica brasileira em suas entrevistas.

A mídia está mais do que afinada na orquestração da nova vida sem inflação. Anda até dizendo que logo, logo, chegaremos a uma inflação de país civilizado, abaixo da meta básica dos 3% ao ano.  Isso deve-se principalmente à alimentação, porque aos combustíveis é que não é. Pelo contrário, os combustíveis andam na contramão.

Para esse novo cenário econômico, o setor produtivo agrícola é que tem sido festejado como nunca. É ele sobretudo que está baixando a inflação, alimentando as bocas e dando empregos. As safras são cada vez mais recordes.

Se não fosse o agronegócio... Ai de nós! Por sinal, dizem os PhDs em economia, que é essa supersafra que tem funcionado como contraponto ao aumento dos combustíveis que agora sobe quase todo santo dia. Entramos em mais essa roubada.

Que o clima não nos deixe na mão e seja sempre favorável. Não estrague nossa festa que está apenas começando. Deus nos livre que não seja só um ensaio.

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

VIVER Mais uma primavera da crise

Sai o inverno, entra a primavera. Estação do ano que tem previsão de calor e temperaturas mais altas. Começa nesta sexta-feira, 22 de setembro, fim de semana para se comemorar.

Mas, calma lá gente! Os institutos que estudam o clima nos diz que nas regiões Norte e Nordeste devem haver pouca variação de temperatura neste período.

É a saída do inverno para preparação do verão. Começa por esta data, entre 21 e 22 de setembro, no Hemisfério Sul, e vai até 21 de dezembro, quando tem início o verão.

É uma estação alegre, pois é considerada a mais florida do ano. Ao menos aqui em Natal, onde moro, a primavera nos chega com o sol brilhando pela manhã logo cedo e com uma temperatura amena.

Só o que não continua amena é a crise política no país e por que não a econômica também. O desemprego permanece alto e os investimentos ainda não voltaram.

Se bem que, de acordo com o IBGE a inflação anda se segurando e até cedendo um pouco, mas os combustíveis não. Tem aumentado a gasolina, o diesel, o gás de cozinha, por aí.

 Como pode? Que mágica! Neste país governado por Michel Temer e com um Congresso que se vende em negociações, nada é confiável mais por aqui. Bem ou mal, assim seguimos!

O nó maior é mesmo no campo político, em que deve seguir para a Câmara dos Deputados a segunda denúncia contra o presidente da República, Michel Temer. E que república! – diz Hélio Fernandes.

Denúncia de obstrução da Justiça e organização criminosa – duas graves denúncias em uma. São das últimas flechadas disparadas no finalzinho do mandato do então procurador geral Rodrigo Janot.

A primeira denúncia de corrupção passiva, infelizmente a maioria da Câmara impediu que o STF (Supremo Tribunal Federal) seguisse em frente na investigação. Indignação geral!

Dizem que essa segunda também não passa porque os deputados não deixam. Fica tudo para depois do mandato tampão de Temer, que termina em dezembro de 2018 e já vai tarde.

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

ESTADO Um sofrido Rio G. do Norte

A região sul natalense espera desde o governo anterior da então governadora Rosalba Ciarlini, em 2014, o acesso sul do Aeroporto de Natal, em São Gonçalo do Amarante, que até hoje necas de pitibiriba.

Obra que o atual governador do RN, Robinson Faria (PSD) também prometeu e ainda nada de conclusão. O esgotamento financeiro do Estado potiguar paralisou o governo.

Portanto, o único acesso que existe é do lado norte que se torna mais distante e que sofre não raro problema de atravancamento pelo trânsito do além- rio Potengi.

A obra está paralisada por falta de recursos financeiros. Na semana passada se soube que o governo Robinson esticou o prazo de término da obra para mais daqui a um ano.

Como estamos em setembro, isso quer dizer que só em setembro de 2018, véspera das eleições gerais no país e já aproximando-se o fim do primeiro mandato do governo Robinson Faria.

Robinson, ainda no silêncio pré-eleitoral, não confirmou se sairá candidato a reeleição ou a outro cargo eletivo, em razão, é claro, dos desacertos de seu governo que caiu na impopularidade.

Até agora, seu governo não entregou uma só obra de maior (ou menor) importância para o Estado, além de tocar a rotina administrativa, que sequer mantém a folha de pessoal em dia.

É possível que, se de fato, Robinson Faria deseja sair candidato a alguma coisa, ele entregue até lá algumas obras inacabadas e o acesso sul do aeroporto esteja no meio dessas, sim.

O dinheiro pode estar difícil como for, mas em ano eleitoral ele aparece. Saia de onde sair. Caixa um, caixa dois, sabe-se lá o quê! Disso ninguém tenha a menor dúvida. Quem viver verá! – já dizia o sábio cronista.  

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

ZUENIR Fim do mundo

Do facebook.com/joseaecioacosta

Esta é ótima do colunista Zuenir Ventura em seu artigo da coluna no Globo: "Não é fácil ser otimista" – Temos a sensação de que estamos vivendo o fim do mundo.

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

BRASIL Cadê a ordem e progresso?

Quem, afinal, roubou mais a nação? O quadrilhão do PMDB sob o comando de Temer, ou Lula e seu PT, ou o PSDB do senador Aécio Neves? Se bem que isso nem interessa tanto. A questão é muito mais saber quem rouba ou roubou para ser punido e varrido do cenário político-partidário.

O Brasil, cujo lema é ordem e progresso, não pode se permitir a essa roubalheira sem fim, sangrando os cofres da nação para que maus políticos permaneçam no poder, enquanto empresários de forma ilícita continuem ampliando suas fortunas a custa do dinheiro público.

É urgente tentar mudar este país já a partir das eleições de 2018, quando se deverá eleger novo presidente da República, governadores, deputados federais e estaduais, bem como senadores.

Temos ouvido muito "não se aguenta mais tanto roubo!" De fato, o país precisa dar respostas éticas e moralistas ao povo com serviços públicos de qualidade na saúde, educação, segurança e também obras de infraestrutura para o desenvolvimento.

Lamentavelmente, o individualismo, o egoísmo e a ambição do ter mais, invertem valores atuais que deveriam nortear a sociedade brasileira: a do ser exemplo para futuras gerações e basta.

Que país, afinal, é este que pesa sobre os ombros de seu presidente, autoridade máxima, acusações de corrupção, organização criminosa e tentativa de bloqueio da Justiça?

Quando não é de um presidente que se fala mal, sempre recai acusações nefastas sobre outra autoridade, que pode ser governador de Estado, senador, deputado, prefeito ou vereador.

Não, andamos mal de políticos para nos representar e isso precisa mudar, renovar e melhorar. Só depende de nós mesmos.

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

BRASIL Haja roubalheira

A manchete de capa, entre as revistas semanais, a mais sugestiva desta semana é a da Carta Capital que sapeca: "A pátria dos ladrões" – dando como destaque a maior apreensão de dinheiro vivo da História do Brasil, que complica a vida do ex-ministro Geddel Vieira Lima e mantém Michel Temer, presidente da República, acuado, como bem diz.

É sem dúvida assombrosa a montanha de dinheiro, no valor de R$ 51 milhões apreendidos pela Polícia Federal, em malas e caixas dentro de um apartamento, em Salvador (BA). O país ficou estarrecido com tanto dinheiro escondido, vindo não se sabe ainda de onde, mas que tudo deve ser esclarecido com a prisão, agora em regime fechado, do dono do dinheiro Geddel Vieira.

A revista Veja, por sua vez, destaca três temas em evidência: o primeiro "Enfim, cai o silêncio petista", sobre a delação de Antônio Palocci que atinge o ex-presidente Lula mortalmente, seu companheiro e líder maior do partido, assim como desnuda o PT em sua forma de fazer política.

Segundo destaque da Veja é para "Os segredos da JBS", empresa dos irmãos Batista, encrencada dos pés a cabeça com a roubalheira e o repasse de propinas aos corruptos. Por fim, a Veja traz "A delação de Funaro", o doleiro do PMDB que conta a participação de Temer no esquema de políticos e empresários que roubam a nação.

Revista Época também saiu com manchete de capa sobre a detonação que fez Palocci: "Lula segundo Palocci", fato que, como já dissemos, escancara as entranhas do petismo.

E a revista Isto É? Ah, esta mostrando-se de que lado está mesmo, preferiu cair em cima de Janot, o procurador geral da República, que denuncia o presidente Michel Temer no STF. O principal destaque é "Alvo das próprias flechas", referindo-se ao caso da Procuradoria Geral da República que abriu a guarda e foi enrolada em delações armadas da JBS com ajuda de um procurador da PGR.

São muitos escândalos neste país que sofre com tanta corrupção e roubo escancarados em forma de propinas. Até aonde tudo isso vai chegar, ninguém sabe, porque quando se pensa que se chegou ao fundo poço, mais se descobre que não.

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

GOVERNO Robinson encrencado

O governo Robinson Faria (PSD/RN) está acuado. Como se já não bastassem as dificuldades que vem tendo desde o início da gestão, caminhando para fechar os três anos, sem dinheiro sequer para pagar salários em dia, o pior lhe acontece agora.

No âmbito nacional, o STF (Supremo Tribunal Federal) abriu inquérito contra Robinson e seu filho, o deputado federal Fábio Faria (PSD) para investigar prática de corrupção delatada. Enquanto no plano estadual, o governador potiguar Robinson Faria foi proibido pelo Tribunal de Constas do Estado (TCE) de lançar mão do fundo previdenciário estadual para pagar salários atrasados de aposentados e pensionistas.

Tem mais, pois, os R$ 25 milhões que seu governo conseguiu em aprovação da Assembleia Legislativa do Estado para cobrir o rombo da folha em agosto, terá que ser devolvido em trinta dias. Esse dinheiro se soma ao que sua gestão já havia usado antes com idêntica finalidade. Imaginem aí o tamanho da encrenca para um governo que sequer conseguiu deslanchar com obras.

E não é só. No seu Estado, o Rio Grande do Norte, o governador Robinson Faria é alvo de denúncia grave em operação do Ministério Público Estadual, sob suspeita de ter criado uma folha de pagamento de "funcionários fantasmas" na Assembleia Legislativa do RN, quando ainda era presidente da Casa. Por tudo isso e se mais não tiver, a situação de Robinson é bastante feia.

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

COMBUSTÍVEIS A alta sem inflação

Havia um tempo em que bastava algum aumento de gasolina para a inflação disparar. Agora sobe gasolina várias vezes, diesel, botijão de gás de cozinha e o escambau, mas o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que mede a inflação oficial, se mantém manso que é uma beleza.

Está aí o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nos dizendo que a inflação recuou em agosto e em 12 meses é a menor em 18 anos. Que bom se olharmos apenas para esse índice oficial. O diabo que na vida real brasileiros e brasileiras sentem logo no bolso que não é bem assim.

Todo mundo está a reclamar os aumentos dos combustíveis, que agora acontecem quase todo santo dia, com essa nova política de preços inaugurada pela Petrobras. São motoristas que vão as bombas, donas de casa, o chefe de família e quem mais você imaginar.

E por que danado esse custo de vida não reflete na inflação? Parece até milagre econômico. No entanto estudiosos da matéria andam a dizer que o IPCA se manteve calmo, porque os preços do quesito alimentação colaboraram e não tiveram alta.

Esses alimentos (como feijão carioca, tomate, açúcar e leite longa vida) até baixaram com a safra no campo considerada um recorde, e o setor do agronegócio foi assim a salvação da lavoura. Daí, por enquanto, estamos todos salvos do disparo da inflação. Até quando vão segurar o IPCA eu não sei.

Só sei que a gasolina, o diesel dos caminhões, o gás de cozinha vão continuar a trajetória de preço rumo ao infinito, porque a Petrobras quer logo tirar seu prejuízo com a defasagem de preços em relação ao mercado internacional. Ainda bem que não é o prejuízo da roubalheira – ou é também?

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

VIVER Os tempos mudam hábitos

Antes eram as leituras de jornais impressos e revistas que entretinham quando se esperava nas clínicas médicas ou de exames. Hoje esse hábito mudou quase que totalmente para o telefone celular.  E assim vamos!

Todo mundo está de olho é no visor do Smartphone ou Iphone enquanto espera ser chamado. Ou aguarda por alguém que esteja acompanhando naquele momento. Os jornais de papel e revistas ficam esquecidos num canto.

A conversa pela rede social se tornou mais interessante do que mesmo a presencial com quem esteja ao lado, que pode também estar voltada para algum entretenimento virtual.

Poderá ser pelo WhatsApp, Facebook, Twitter, Instagram ou outra rede qualquer, quando não se está é mesmo ligado pelo telefone em conversas demoradas, passando as horas do dia e esquecido deste mundo.

Já vi gente quase sendo atropelada de celular no ouvido, sem dar a mínima de atenção para o trânsito. Às vezes está mesmo é com aqueles fones de ouvidos a escutar boas músicas.

Outro dia vi passar por mim, quando ia em minha caminhada, um moço que dava mais atenção ao celular, de tão absorto, do que mesmo à direção do carro que estava sob sua responsabilidade.

Parece não ter multa que faça motoristas deixarem de lado por um instante seu aparelho celular. Virou mania perigosa, que põe em risco a própria pessoa e aos outros.

Esse mundo digital está deixando as pessoas mais e mais distraídas. Já cheguei a pensar que alguém que estava próximo a mim, ou que passava por mim estivesse falando sozinha.

Era não. Verificando bem, antes de soltar aquela pergunta (– Ei, tá falando comigo?) e receber  uma negativa, percebo a tempo que a pessoa de foninhos atolados nos ouvidos está a falar no celular, com alguém do outro lado da linha. Que vexame ia passar!

Tenho que me acostumar com esse mundo, porque senão daqui a pouco quem vai passar por doido sou eu. Assim segue a humanidade.

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

JUSTIÇA Condenação à brasileira

Sinceramente, desculpem eu não entender. Fiquei pensando cá com meus botões, quantas e quantos brasileiros estão condenados hoje no Brasil por terem sidos aposentados!

Isso se é mesmo que uma aposentadoria precoce, quer dizer antes do tempo, possa ser encarada como forma de condenação e não como benefício antecipado que se tenha direito.

Esse meu resmungo veio a propósito da notícia que estampava:"Juiz envolvido em venda de sentenças no RN é condenado à aposentadoria".

Corri ao dicionário para verificar se eu não estava entendendo o significado de condenação. Mas estava lá: "Condenação: julgamento que condena alguém a uma pena."

Então, ora, se alguém é aposentado compulsoriamente mesmo contra o seu querer, não pode ser entendido como punição. Talvez um benefício a contragosto, a receber antecipadamente.

É o caso do juiz potiguar José Dantas de Lira, que assim decidiu o Conselho Nacional de Justiça pelo fato do tal magistrado ter se metido com um esquema de venda de decisões judiciais.

Pois bem, sabe quanto ele recebe pela tal aposentadoria? Quase R$ 30 mil ao mês – R$ 28.947,56. Coisa que ele achou pouco, certamente, e por isso se envolveu nessa enrascada.

José Dantas atuava na 1ª Vara Cível da Comarca de Ceará Mirim, na Grande Natal.

Condenação mesmo, na verdade, seria se o magistrado tivesse perdido seu salário ou pelo menos reduzido pela metade ou uma parte significativa.

No mesmo espaço tem a notícia de outro condenado. O desembargador aposentado Francisco Barros Dias, que atuou no Tribunal Regional Federal da 5ª Região, em Recife.

Este também por ter se envolvido em falcatrua, e mesmo depois de ter se aposentado continuou a fazer das suas como advogado, conforme a investigação conta. Daí terminou preso agora.

O desembargador participava de um grupo que explorava a compra e venda de votos em sentenças no TRF, de acordo com  a notícia do portal G1. Outro também condenado com aposentadoria.

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

ALIMENTAÇÃO Cada semana mais cara

Mesmo com a inflação em baixa, como se alardeia por aí na mídia nacional, a alimentação é um dos itens mais caros hoje em dia do custo de vida. Basta ir ao supermercado toda semana para constatar.

O queijo mussarela, por exemplo, que na semana anterior ainda estava de R$ 25 o quilo fatiado, nesta última já encontrei custando mais de R$ 27 no mesmo supermercado que sempre vou. Não sei se a marca era a mesma, mas o queijo que estava lá, era sim, mais caro quase R$ 3,00.

Francamente, é preciso muita fé para acreditar que os preços do custo de vida estão baixando ou pelo menos se mantendo estáveis. Pode até ser, alguns itens aferidos pela inflação oficial.

Mas chega a um ponto, neste Brasil suspeito de tudo, que já não se acredita em quase nada do que  oficialmente se divulga. Olha-se sempre com uma ponta de desconfiança.

A corrupção desenfreada dos políticos e empresários, os interesses escusos, manipulação da opinião pública, tudo isso vai nos deixando desconfiados e até traumatizados.

Sei que não se pode viver assim pessimista, pois existem ainda instituições sérias, pessoas de bem e trabalhos honestos, mas na vida nacional de hoje é preciso questionar. Manter cautela. Precaver-se.

Aliás, no supermercado não vejo ninguém comemorando a redução da inflação. Muito pelo contrário, pois ando pra lá e pra cá e sinto que as pessoas permanecem reclamando dos preços. Há, vez por outra, promoções temporárias.

É possível mesmo que com aumento da gasolina e do diesel, num país em que quase tudo é transportado por via rodoviária, esta realidade não atinja o custo de vida? Sei não!...
___________
Fatos e Notas: VIVER Coisas do custo de vida: Dizem na mídia que a inflação está baixando. Pra ser sincero, nem sei como tecnicamente é aferido o índice. Sei que são levados em conta ...

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

LEMBRANÇAS Só as boas nos interessa

Começo a semana deixando de lado questões políticas, econômicas e sociais. É para reviver um pouco o passado da vida pessoal. Arrisco sem saber se sei dissertar nesse campo. Mas vou tentar!

Há coisas que vivemos, passamos e talvez nunca mais voltaremos a vivê-las, pelo menos do mesmo modo. Boas ou ruins se foram, só nos resta a lembrança.

É certo que os momentos bons, as lembranças nos traz de volta; já os que não nos agradou, tentamos enterrá-los em nossa memória, espécie de arquivo morto, que não interessa revirá-lo.

Digo isso ao lembrar das minhas idas à cidade de Jundiaí (foto), São Paulo, que faz um ano da última que estive por lá. Era um mês de inverno, julho de 2016, de muito frio para os padrões daqui do Nordeste.

Ia eu e minha mulher Francisca das Chagas (Chaguinha). Passávamos semanas em nossas viagens de visita ao nosso filho Lívio S. Costa que fazia residência médica. Terminada a especialização, ele se mudou para Fortaleza-CE, por opção pessoal e profissional.

Fiquei com saudades de Jundiaí, onde mora um casal conterrâneo amigo, Geraldo Magela/Geozenira, que nos fez companhia em nossas saídas para nos divertirmos, fosse de dia ou de noite. Temos, inclusive, convite deles para voltarmos lá.

O certo é que o tempo passa e vez por outra boas lembranças nos batem. Dias em que eu descia e subia ladeiras, protegendo-me contra o frio, a caminho do shopping mais próximo. Era a hora da visita à livraria e depois tomar um ou dois chopes para entretimento.

Pelas ruazinhas tranquilas de Jundiaí, lá ia eu, várias vezes sozinho. Recordações nada especiais. Coisas simples, modestas e sem detalhes vaidosos.

Talvez o que mais me fez gostar de Jundiaí, uma cidade dormitório da capital São Paulo, é a tranquilidade com que se pode caminhar por suas ruas e praças. Podermos tomar um ônibus para destinos curtos a qualquer ponto urbano.

Uma criminalidade, que apesar de ser cidade brasileira, não tem nível alarmante de crimes em áreas centrais e nobres. O transito é calmo, a despeito de que o município tem uma população em torno de 400 mil habitantes, e está a 57,7 km de distância da capital.

É o 15º município paulista mais populoso e o 7º maior fora da Grande São Paulo. É também o 7º mais rico do Estado e exibe um índice de desenvolvimento humano alto de 0,822, que eleva a cidade à 11ª melhor posição do Brasil e a 4ª melhor do Estado de SP.

Experimentar uma qualidade de vida assim é viver melhor sem dúvida. O Brasil tem muito a nos mostrar e que ainda não conhecemos para valorizar, sem precisar sair do nosso território.

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

HOSPITAL Um cenário de guerra

Quem passa em frente ao maior hospital de urgências e emergências do Rio Grande do Norte, em Natal, nem imagina o que se passa lá dentro. Sem exagero, um verdadeiro cenário de guerra, montado internamente em tempo real do conhecido Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel da capital.

Aliás, cenário que já começa lá fora com inúmeras ambulâncias estacionadas. Aguardam macas retidas com pacientes trazidos ao  hospital de várias partes da cidade e de municípios do interior. A televisão nos mostra isso quase todos os dias, com imagens fortes do drama dos que buscam socorro.

É uma realidade que se arrasta há vários governos e os que ousam anunciar um novo tempo, não passa de bravatas para servir de marketing político e satisfação pública. A população já cansou de ouvir e de se desesperar inutilmente. Nenhum governante resolve a situação de superlotação.

Imagino que o problema seja complexo, assim como o hospital deveria atender apenas procedimentos de grande complexidade. Mas atende até dor de cabeça e um resfriado. Falta uma rede assistencial básica funcionando 24 horas nos municípios e outra de média complexidade.

Por isso o hospital principal recebe uma sobrecarga que vai muito além de sua estrutura defasada para a demanda de hoje. A verdade é que governantes não prepararam o Estado para essa realidade diante do crescimento populacional.

O Walfredo Gurgel tem tudo. Pacientes gemendo nos corredores, parentes desesperados diante da falta de assistência. Cirurgias adiadas, falta de medicamentos na farmácia do hospital e não raro falta de material médico-hospitalar para consumo. Passa o tempo e nada se faz.

Não dá mais para esperar uma solução que parece trazida no casco de uma tartaruga, que anda sem pressa de chegar. E assim a solução passa de governo a governo.

Nesta semana, com capacidade para receber 270 pacientes, o hospital abrigava 390 – dizia notícia. Uns 120 deles espalhados pelos corredores do hospital, retendo macas das ambulâncias que não podem ser liberadas por falta de leitos, e enlouquecendo parentes, médicos e pessoal da enfermagem.

Quantos governos vão ser precisos para, enfim, resolver essa realidade? – eis a questão. Promessas não pagam dívidas. Misericórdia!

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

INSEGURANÇA Ações de terror e violência

É difícil dizer qual das duas situações é pior. Se no Brasil não temos até aqui a insegurança do terror internacional, que vivem outros países, nem por isso podemos nos vangloriar da paz interna. Nosso desassossego está na violência urbana das cidades brasileiras. (A foto lembra os ataques de 11 de setembro de 2001, nos EUA.)

O turismo no exterior está afetado pela onda de atentados que o mundo tem registrado em países da Europa,  Ásia, Estados Unidos e África.

Quem viaja mundo afora tem que tomar cuidado e mesmo assim pode ser surpreendido com um desses ataques que vez por outra estão sendo noticiados. Imagino que ninguém vai deixar de fazer turismo por causa dessa ameaça real hoje em dia.

Mas provavelmente se preocupa em mudar roteiro de viagem, deixa de ir a certos lugares que podem ser um potencial alvo desse terrorismo maluco, que já matou muita gente e continua matando. Aliás, conheço gente de meu convívio que desistiu de viajar a um destino que fazia parte de seus planos.

Países europeus que estão em evidência desse terror, queira-se ou não são os mais afetados em seu turismo receptivo. Essa de jogar carros para provocar atropelamento coletivo é um horror. Até viajar de avião para certos destinos dá medo.

No Brasil, se o terrorismo tem nos poupado, o mesmo não se pode dizer da violência urbana que se alastra na esteira do narcotráfico. A cidade do Rio, capital fluminense, e seu entorno têm sido o ápice dessa insegurança que predomina por aqui.

Quantas balas perdidas não têm tirado a vida de quem sequer teve tempo para se proteger?  Além de assaltos a mão armada, execuções criminosas e outros tipos de crimes.

No entanto, não é só o Rio. Hoje, a cidade de Natal e municípios de sua região metropolitana padecem do mesmo mal. A intranquilidade trazida pela violência tornou-se uma constante na vida cotidiana das famílias e das pessoas de bem.

Na verdade, o mundo está mais violento, seja de uma forma, seja de outra.

A política insossa

A  eleição de 2018 pinta talvez como a mais curiosa de toda a história política do país. Sem aptidão para votar e desprezando a viciada for...

MAIS VISITADAS