terça-feira, 29 de janeiro de 2019

Justiça: conta cobrada

Diz a notícia do fim de semana que a Justiça do Rio Grande do Norte determinou "bloqueio de R$ 6,3 milhões" do ex-governador Robinson Faria (PSD).

A punição é a indisponibilidade de bens determinada pela 6ª Vara da Fazenda Pública, conforme processo que investiga uso de servidores "fantasmas" na Assembleia Legislativa do Estado do RN.

Pelo visto, a conta começa a ser cobrada dos desmandos do ex-governador, quando presidiu a Casa parlamentar, antes de governar o Estado.

Atualmente, Robinson, pai do deputado federal Fábio Faria (PSD), está sem mandato eletivo, já que não conseguiu sequer passar para o segundo turno nas eleições recente, e o pior ainda pode vir.

Será que a punição de Robinson Faria serve de exemplo para outros políticos com mandatos? É o que pelo menos se espera, embora ainda haja muitos que aguardam punições no país inteiro, se realmente a lei é pra todos como se afirma por aí. Tomara que sim.

sábado, 26 de janeiro de 2019

Como era diferente

A violência cruel, fria e repentina dos criminosos de hoje em dia me faz voltar a um tema recorrente: a insegurança. Sem ser a primeira vez, já escrevi aqui sobre coisas do passado. Volto à carga, lembrando-me de algo que me veio ao pensamento, quando estava me barbeando outro dia. Antigamente era bem diferente. Ao nos barbear nas primeiras horas matinais, o som que ouvíamos era o do rádio. Naquele tempo ainda não existia televisão, ou começava a aparecer como novidade. No interior, nem pensar. O rádio era o meio de escutar notícias e programas. Geralmente com músicas que alegravam nossa manhã. Hoje, logo cedo, a televisão moderna invade os lares, trazendo-nos notícias trágicas do mundo criminoso nas grandes cidades. Nem mesmo a vida rural é poupada pela paz e tranquilidade de antes. "Impossível fugir essa dura realidade" – já nos dizia o poeta Vinicius de Moraes, em seu Dia da Criação. "Porque hoje é sábado."     

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Transferindo responsabilidade

Entrei num recesso de fim de ano demorado, que já faz mais de mês ausente. A vida é dinâmica e corre rápido entre um ano e outro que  acabou de chegar. Já estamos na segunda quinzena de janeiro.

De lá para cá muitos fatos aconteceram e acontecem sem cessar, sucedendo-se um após outro ou simultaneamente. Assim é nossa realidade, e desse jeito vamos avançando no tempo.

A realidade mudou com o novo governo nacional? Se mudou, não notei. É a mesma até aqui. Ah, alguém pode dizer que governo e ano novo ainda estão começando. É preciso esperar. Sim, esperar!

Mas, na verdade, o ano em si não tem culpa em nada. Se existe algum mau sinal de que tudo continua na mesmice, este vem da própria humanidade, dos governos e dos fatos que testemunhamos.

A violência continua a ameaçar a paz pública, a trazer insegurança, a destruir vidas, e nenhuma medida concreta no país até aqui foi adotada de forma a satisfazer a sociedade. Tudo, como antes.

Primeira medida do governo Bolsonaro, sem pestanejar, foi a de armar a população sob o pretexto de assim ela vai poder se defender. Pareceu aí uma transferência de responsabilidade perigosa.

Ora, bandos criminosos investem cotidianamente mais e mais na busca de armas nas mãos de policiais, seguranças e cidadãos. Quanto mais grosso o calibre melhor.

Como vão temer enfrentar famílias, donos de comércio e amadores armados. Ademais, ao contrário da ideia, é dever do Estado manter a segurança e desarmar quem ameaça – ou não?

A rigor, quem ganha com isso não é a população, e sim as indústrias do lobby de armas. Mas se é pra seguir o exemplo dos Estados Unidos no que existe de pior, estamos no caminho certo. 

Apenas uma fatalidade

A morte de Gugu Liberato aos 60 anos, causada por um acidente doméstico, assim tão de repente, trouxe-me à lembrança um surrado dizer p...

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