quarta-feira, 28 de março de 2018

Violência fora dos limites

Se até o carro particular do governador do Rio Grande do Norte, Robinson Faria (PSD), foi roubado, imagine que segurança tem o restante da população? Nenhuma, é claro! Salve-se quem puder.

Mais ainda, bandidos infernizam municípios da Grande Natal, com carro do governador tomado de assalto do motorista em Monte Alegre, e em Ceará Mirim explodem  caixas de três bancos.

Depois atiram em base da Polícia Militar e espalham grampos na via pública para furar pneus e evitar a perseguição ao bando após o ataque às agências do Banco do Brasil, Caixa Econômica e Bradesco.

Contudo, a tragédia que marcou o começo desta semana  foi o assalto de bandidos a uma pizzaria da zona norte de Natal, onde atiraram contra um casal de PMs do Estado de Santa Catarina.

O resultado trágico foi a morte da policial soldado Carolina Pletsch, 32 anos, morta com um tiro no peito, e o marido sargento Marcos Paulo da Cruz, 43 anos, baleado. O casal estava de férias em Natal.

Difícil é viver num mundo cão desses, que não se pode ir a lugar nenhum em segurança. Nem aqui em Natal, nem no Rio de Janeiro, nem em muitas cidades brasileiras. Triste realidade.

Enquanto isso, o país se divide em ideologias de direita-esquerda, centro-direita, centro-esquerda, não sei mais o quê, trocam insultos, se odeiam e ninguém se entende neste Brasil de hoje.

Estamos na Semana Santa, só nos resta rezar: "Ora pro nobis".

sexta-feira, 23 de março de 2018

Triste situação do Rio G.do Norte

Quem diria que o Rio Grande do Norte ocuparia a posição mais triste do ranking da violência no país? O primeiro lugar aterrorizante das estatísticas de crimes violentos.

Muito distante daquele pequeno e pacato Estado dos tempos passados, sem as malditas drogas ilícitas de hoje, época em que só a cachaça reinava sozinha nos botecos da vida tranquila.

Para espanto de todos nós, o RN registrou 2.246 mortes violentas em 2017, número que representa 64 óbitos para cada grupo de 100 mil pessoas. É uma taxa altíssima e assustadora.

Por que governantes, a sociedade, autoridades deixaram chegar a essa calamidade? O Estado está tomado pelo narcotráfico e grupos assassinos por todo seu território.

Faltam estruturas a altura na Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social para o enfrentamento dessa tragédia que já se arrasta há anos e que só tem piorado.

Nossos governantes do passado e do presente falharam feio. Hoje se tenta resgatar o Estado desse drama que fincou suas garras sobretudo nos bolsões de pobreza e miséria do Estado.

Agora não se pede a presença do Estado apenas na educação e na saúde, mas também, urgentemente, na segurança pública, de modo a reduzir os incontroláveis índices de mortes violentas.

O Rio Grande do Norte está mal, muito mal, no retrato da violência no Brasil.

segunda-feira, 19 de março de 2018

Vem aí estação menos quente

O verão se despede. Hoje é o último dia da estação quente, a do calor até mesmo nas madrugadas. Vamos mudar para o outono que é a de transição para o inverno.

Havia um tempo em que se dizia só existir duas estações no Brasil. A do verão e a do inverno. As demais eram coisa de países europeus e de norte- americanos.

Mas o clima vem mudando no globo terrestre e hoje já experimentamos as demais estações que são o outono antes do inverno e a primavera que antecede o verão. Viramos chique!

Melhor assim, pois prefiro um pouco de frio do que muito calor. Mas tem gente que é o contrário.

No entanto, essa mudança de clima com mais chuvas que deverão vir por aí, não quer dizer que a temperatura baixará na política.

Antes pelo contrário, deverá esquentar mais à medida que as eleições se aproximarem, que já acontecerão na primavera deste 2018.

Eleições com o país todo dividido e sem saber para onde marchar, devem ser mesmo uma incógnita. Estes são tempos de muita incerteza, desesperança e desânimo.

Mas não devemos desistir de lutar, buscar e persistir na renovação política. Sabe aquele surrado ditado que se diz: a esperança é a última que morre.

Um dia encontraremos o denominador comum que unirá a maioria, respeitando-se as minorias e convivendo-se com as diferenças naturais de nossa gente.

sexta-feira, 16 de março de 2018

Muito a fazer pelo país

O Rio está perdido e precisa retomar o caminho da paz, do controle da violência sem limites e das leis que punem, severamente, criminosos cruéis.

Esse assassinato brutal da vereadora Marielle Franco (foto), do PSOL/RJ, foi a gota d'água do país pedindo socorro, com a volta de multidões nas ruas de cidades brasileiras.

Marielle, bem votada para a Câmara Municipal do Rio, era um ícone na defesa dos direitos humanos, da igualdade e da justiça, que criticava políticos e a banda podre da polícia.

A execução da vereadora trouxe repercussão internacional dos níveis de violência a que chegou a capital fluminense e sua região metropolitana, apesar de estar sob intervenção federal.

Mas o Rio é apenas o exemplo maior de situações em que se encontram hoje cidades brasileiras. Se o Estado brasileiro não agir rápido e com força total, estamos fadados a perder essa guerra urbana.

Deus que nos livre de sermos um país de terra sem lei. Portanto, a hora é de inteligência e ação.

terça-feira, 13 de março de 2018

Situação de Robinson Faria

Nunca na história do Estado um governador potiguar se complicou tanto com a Justiça. Ganha espaço na mídia nacional o envolvimento do governador do Rio Grande do Norte, Robinson Faria (PSD/RN), na foto, em investigações do Ministério Público Federal (MPF) e Polícia Federal.

Agora, por forte suspeita de tentar comprar o silêncio da delatora do caso, que o acusa de desvio de dinheiro da Assembleia Legislativa do Estado do RN, o que caracteriza obstrução da Justiça. Cerca de R$ 100 mil durante todo o período em que foi presidente da Casa.

Robinson é portanto investigado por "organização criminosa e obstrução da Justiça" em seu Estado, apesar de permanecer no comando do governo do RN. Trata-se do envolvimento do hoje governador na Operação Dama de Espadas dos funcionários "fantasmas".

Mas não é só, pois o governador Robinson Faria é também investigado pela Operação Lava-Jato, acusado de receber propina da JBS, empresa dos irmãos Joesley e Wesley Batista, comprometendo-se em favorecer a eles na pretendida privatização da Caern.

Fica difícil prever como vai terminar o governo de Robinson com ele enrolado em tanta encrenca.

quinta-feira, 8 de março de 2018

Afonso Bezerra: Chove, chuva!

Outro dia vi uma reclamação do grupo de "Amigos para Sempre" que não me deixa calar. Os conterrâneos, velhos companheiros, queixavam-se que lá na terrinha, em Afonso Bezerra, já choveu mais de 300 milímetros este ano, em menos de três meses, mas até hoje não viram uma só gota divulgada pela mídia – isto é, em nenhum meio de comunicação.

A foto aqui divulgada é do grupo do WhatsApp (Alpendre Carapebas, antigo nome da localidade) que bate-papo 24 horas nessa rede social. Assunto é o que não falta.

Pra vocês verem como notícia boa é difícil de divulgar!

Na verdade, quem divulga a pluviometria das chuvas no Rio Grande do Norte é a Emparn (Empresa de Pesquisa Agropecuária do RN), que é a fonte oficial no Estado, por meio de seu serviço de meteorologia. Se a informação não chega lá, eu não sei ainda a razão.

Mas com certeza se a informação chegar, eles (meteorologistas) divulgarão. Não creio que seja nenhum critério excludente.

Afonso Bezerra, cidade que nos seduz, fica lá no sertão de Angicos, a 168 quilômetros aqui de Natal, a capital. É minha terra, terra boa.

Este ano as chuvas já encheram barreiros e açudes que dá pra trinca de moleques dar umas boas pernadas virando de bunda pra cima. O açude de Flores por exemplo, bem conhecido, já sangrou. Que beleza!

Greve dos vigilantes complica

Mais um entrave, como se não bastasse as dificuldades da economia brasileira que permanece com recuperação lenta e demorada. É a greve dos vigilantes que afeta os bancos.

Nesta quarta-feira (8/03) pela manhã, caixas eletrônicos dos bancos 24 horas estavam sem dinheiro em vários pontos de Natal, impedindo saques ou limitando o uso das máquinas.

Clientes de bancos estavam irritados com tal situação, cuja paralisação já se arrasta há mais de duas semanas, sem que um acordo seja alinhado entre as partes.

Nas agências bancárias nem pensar em ser atendido, pois algumas, se não todas, estão sem funcionar para atendimento ao público, justamente por falta de vigilantes para o serviço.

Assim caminhamos no dia a dia. Ou não caminhamos.

segunda-feira, 5 de março de 2018

Consumidor sem confiança

Além de lenta e demorada, a economia brasileira tem dado sinal de desconfiança do consumidor. Em fevereiro o nível de confiança voltou a cair, segundo a CNI – Confederação Nacional da Indústria.

O Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (Inec) acusou queda de 0,2% ante janeiro e alcançou 102,7 pontos em fevereiro. O patamar é 1,6% menor que o do mesmo mês de 2017 e continua abaixo da média histórica de 108 pontos.

E por que essa desconfiança? Ora, pesquisa mensal mostra que brasileiros e brasileiras permanecem preocupados com o emprego e pouco dispostos a fazer compras de maior valor.

Mas, segundo ainda a CNI, melhoraram as expectativas em relação à inflação e ao endividamento.
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RECORDE NA APREENSÃO

 O governo brasileiro vai ter que redobrar seus esforços se quiser combater pra valer o contrabando de armas e drogas nas fronteiras com outros países.

Diz O Globo em seu noticiário que, apesar de ainda ter uma vasta área desprotegida em seus 17 quilômetros de fronteiras terrestres, o Brasil bateu, em 2017, recorde de prisões, apreensão de armas e drogas. Foram recolhidos 33,5% mais armamentos de grosso calibre.

O destino eram facções criminosas do Rio e São Paulo.

sexta-feira, 2 de março de 2018

Por que tanta violência?

Armados com facão, criminosos invadem escola para assaltar alunos e professores. Não se trata aí do Rio de Janeiro, ícone da violência no país. Estamos falando do município de Macaíba, região metropolitana da Grande Natal, no Rio Grande do Norte.

Essa barbaridade que não poupa sequer escolas nem unidades de saúde se estende por todo o Brasil dos tempos de hoje, tendo as drogas nocivas de organizações criminosas como principal combustível assolador desse mundo cão, que já levou o Rio à intervenção federal na segurança pública.

Falharam sobretudo os Estados, a quem cabem responsabilidade maior sobre a segurança, mas também o governo federal, nas políticas públicas de educação e saúde, além de outras mais, como também faltou investimentos em área de suma importância para a paz social da população de bem. 

E agora, que ações de grupos organizados e armados tomam conta do país, enraizados em territórios de cada Estado? A reação do Estado brasileiro está vindo tarde demais. O laboratório de experiência é o Rio de Janeiro com a intervenção federal. Vamos acompanhar em que vai dar.

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