quarta-feira, 6 de setembro de 2017

COMBUSTÍVEIS A alta sem inflação

Havia um tempo em que bastava algum aumento de gasolina para a inflação disparar. Agora sobe gasolina várias vezes, diesel, botijão de gás de cozinha e o escambau, mas o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que mede a inflação oficial, se mantém manso que é uma beleza.

Está aí o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nos dizendo que a inflação recuou em agosto e em 12 meses é a menor em 18 anos. Que bom se olharmos apenas para esse índice oficial. O diabo que na vida real brasileiros e brasileiras sentem logo no bolso que não é bem assim.

Todo mundo está a reclamar os aumentos dos combustíveis, que agora acontecem quase todo santo dia, com essa nova política de preços inaugurada pela Petrobras. São motoristas que vão as bombas, donas de casa, o chefe de família e quem mais você imaginar.

E por que danado esse custo de vida não reflete na inflação? Parece até milagre econômico. No entanto estudiosos da matéria andam a dizer que o IPCA se manteve calmo, porque os preços do quesito alimentação colaboraram e não tiveram alta.

Esses alimentos (como feijão carioca, tomate, açúcar e leite longa vida) até baixaram com a safra no campo considerada um recorde, e o setor do agronegócio foi assim a salvação da lavoura. Daí, por enquanto, estamos todos salvos do disparo da inflação. Até quando vão segurar o IPCA eu não sei.

Só sei que a gasolina, o diesel dos caminhões, o gás de cozinha vão continuar a trajetória de preço rumo ao infinito, porque a Petrobras quer logo tirar seu prejuízo com a defasagem de preços em relação ao mercado internacional. Ainda bem que não é o prejuízo da roubalheira – ou é também?

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