segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Brasil e duas faces reais

Essa gente do Planalto, em Brasília, e parte dos formadores de opinião da mídia nacional fingem, certamente, desconhecer os dois Brasis que temos na realidade.

É conhecido e notório que a redução da taxa básica de juros Selic, agora em 7% ao ano, não chega aos consumidores de cartões de crédito e cheque especial, porque os bancos não querem.

Afinal, os banqueiros só sabem viver de lucros astronômicos e passam ao largo de toda crise. Não existe crise para os bancos que dominam com ganância o mercado financeiro brasileiro.

Nem mesmo no empréstimo pessoal bancário os juros de hoje são generosos. Basta você sair à rua e perguntar a qualquer cliente de banco se a taxa Selic melhorou a vida dele ou dela.

A inflação também, gente!, não pode ser festejada pela população que detesta o governo Temer (PMDB), se o gás de cozinha disparou, a gasolina e o diesel também, e a cesta básica não está sopa.

Agora mesmo, aqui em Natal, o Dieese-RN divulgou que tivemos uma das maiores altas da cesta básica em novembro. Como festejar a inflação com a tarifa de luz aumentando?

Por essa e por outras, a inflação pode até estar estabilizada mesmo em menos de 3%, sabe Deus como, no entanto, para a realidade nossa de cada dia, a boa economia ainda não nos chegou.

Tudo isso e mais o desemprego de 12,7 milhões de desempregados, cuja vida piorou com a reforma trabalhista, que trocou os postos de carteira assinada pelos de empregos temporários.

Ainda por cima, conforme se constata, com salários menores, aproveitando-se das bondades do governo Michel Temer e sua camarilha aos setores que disputam lucros. Deus que nos livre!

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