segunda-feira, 2 de julho de 2018

A busca pela saúde

Hoje manter um plano de saúde no Brasil é privilégio de poucos por conta das altas mensalidades cobradas, sobretudo na velhice. Mas quem não deseja ter esse salvo-conduto?

O Sistema Único de Saúde, nosso conhecido SUS, com demanda excedente à sua capacidade de dar respostas rápidas e eficientes, tornou-se um peso para o Estado brasileiro e pesadelo para a população que depende dele. Isso é fato.

Contudo, lendo artigo de Cadri Massuda, presidente do Sindicato Nacional dos Planos de Saúde (Sinamge), ele nos aponta duas saídas para reduzir custos pela metade que chegariam aos beneficiários da assistência privada.

Massuda diz que "a grande maioria da população vai ao médico quando já estão com um problema e aí cabe ao profissional (nem sempre o mais indicado) apenas tratar os sintomas". É verdade. "O que se busca é que essas pessoas tratem de sua saúde de forma constante e o médico da família seja o grande aliado nesse objetivo."

"Esse modelo de saúde proposto é benéfico para a população, para as operadoras de planos de saúde e para a saúde pública". Entendo, como justo esse ponto de vista. Porém, faz uma ressalva: "O caminho é longo, pois envolve uma mudança cultural". Sem dúvida.

"Mas as perspectivas são otimistas: a tendência é que baixe drasticamente os custos das operadoras que poderão repassar essa economia aos beneficiários."

"Isso também irá desafogar o SUS que poderá buscar maior equilíbrio e práticas". Também concordo com tal raciocínio.

Agora vem o nó da questão, que embora razoável, deve gerar discussões e divergências.

Outra solução plausível para a realidade brasileira e que necessita da legislação da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) é a utilização da ampla rede de operadoras de saúde, na oferta de consultas e exames pré-pagos nos mesmos moldes do Sistema Nacional de Atendimento Médico.

Pois bem, segundo Massuda, esses procedimentos poderiam ser cobrados à parte junto ao plano hospitalar obrigatório, permitindo que o beneficiário tenha um plano de saúde em regime de internação hospitalar.

Justamente onde há grande dificuldade no pagamento direto dado aos altos custos envolvidos.

"Esta modalidade permitiria baixar em até 50% o custo dos planos médicos, trazendo mútuo benefício para a população e para a operadora de saúde".

Tais caminhos parecem razoáveis e discutíveis. O que não se admite é eliminar os maiores de 60 anos pela incapacidade de pagamento em decorrência dos altos custos dos planos de saúde.

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