terça-feira, 16 de outubro de 2018

Sem ponto final

Ganhe quem ganhar as eleições do segundo turno de 28 de abril neste Brasil dividido, a luta não termina. É como vencer apenas uma batalha: a do pleito eleitoral. Mas sem ponto final.

O candidato vencedor terá pela frente o desafio dos muitos e graves problemas que a nação espera dele ver resolvidos em pelo menos quatro anos de gestão presidencial ou governamental.

Isso vale para A ou para B que assumir o comando com a vitória nas urnas. É a partir dai que a verdadeira luta começa e que é capaz ao longo do tempo desgastar qualquer governante.

Uns conseguem se saírem bem, enquanto outros não. É claro, que vai depender muito do apoio que continuar recebendo para administrar as questões maiores e mais urgentes no caso do país.

Muitos interesses, evidentemente, serão contrariados de uma parte ou de outra. Ninguém resolve nada como se tivesse nas mãos apenas uma varinha mágica para acioná-la na hora que quiser.

Há por exemplo o ajuste fiscal como mais urgente, que se não for feito, o país despenca de vez ladeira a baixo. Aí entra a reforma da previdência um dos temas mais delicados a resolver.

Queira-se ou não, nesta e em outras questões, medidas impopulares terão que ser tomadas, doa em quem doer. Ou não se faz reforma e o país fica a mercê da própria sorte.

Outro grave problema é o da segurança pública nos Estados que precisa de investimentos e é o que mais perturba a paz pública, com altos índices de violência.

A saúde e a educação, áreas sensíveis e vitais, também estarão à espera de bons governantes, isso sem achar que apenas com a mudança de governante a questão da corrupção estará resolvida.

Tudo terá que ser jogado conforme as regras do jogo político democrático. Vai exigir um governo competente nas articulações e negociações de seus projetos com o Congresso.

O dia seguinte à vitória, digamos que é a hora do vamos ver. Como se diz, sabiamente, Deus não tem ponto final. Ninguém consegue deter o curso da história. Sigamos em frente.

Um comentário:

  1. Concordo totalmente com as colocações. Não adianta romantismo ingênuo em achar que vai ser fácil, Que tudo vai se resolver no supapo. Vão continuar os conchavos com o congresso pois é historico o toma lá dá cá. Ninguém vira anjo de uma hora para outra em política.

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