sábado, 17 de novembro de 2018

Déficit assistencial

Com a saída dos profissionais da saúde cubanos do programa Mais Médicos, que atingirá mais de 8.000 vagas no país, a partir do próximo ano, aumentará o déficit assistencial nessa área nos municípios brasileiros situados em lugares longínquos das capitais.

Essa pelo menos é a expectativa por enquanto com a decisão do governo eleito de Jair Bolsonaro (PSL) em relação ao programa, pelo fato de o governo cubano não aceitar as condições impostas. O Mais Médicos foi criado no governo petista da ex-presidente Dilma Rousseff.

Só o Rio Grande do Norte, em particular, perde 142 médicos com a saída dos profissionais cubanos, que atuam em 67 municípios potiguares. Tal situação preocupa prefeitos e população desses municípios atingidos, que deverão ficar à mercê de outra solução.

Em vez de romper apressadamente, melhor não seria realizar esse rompimento por etapas gradativas, até ter todo o déficit coberto de outra forma por profissionais brasileiros ou de outros países? Isso evitaria, é claro, deixar desassistidos os municípios beneficiados pelo Mais Médicos.

Para ir para lugares mais longínquos trabalhar no programa, médicos brasileiros exigem melhores salários e condições de trabalho nesses municípios. Importar médicos de outros países também não é nada fácil sem oferecer contrapartidas vantajosas.

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