quarta-feira, 13 de junho de 2018

O pinta e borda dos deputados

As denúncias feitas contra deputados da Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Norte pela delatora da Operação Dama de Espadas, ex-procuradora geral da Casa, Rita das Mercês Reinaldo, são por demais escandalosas. Passa dos limites.

Escancara a podridão em que mergulhou um dos Poderes constituídos no Estado, denominado enganosamente de "Casa do Povo". Nunca foi e seria mais coerente se chamar "Casa dos Desavergonhados", onde não há limite para se praticar absurdos com o dinheiro público.

A delatora contou ao Ministério Público do RN como o esquema funcionava para a compra de deputados a favor de interesses próprios, entre 2006 e 2015. Investigações que abrangem as gestões na presidência da Casa, do então deputado Robinson Faria, atual governador do Estado, e do colega Ricardo Motta.

Essa compra era feita por meio de cargos e dos chamados "funcionários fantasmas", aqueles (ou aquelas) que não comparecem ao trabalho.

O esquema beneficiava, segundo as denúncias, também desembargadores do Tribunal de Justiça do RN, conselheiros do Tribunal de Contas do Estado, ex-governadores, deputados federais e senadores, bem como prefeitos e vereadores de Natal e cidades do interior.

Afinal, em que vai dar tanto escândalo? O processo, de acordo com o que se noticiou, está no  Supremo Tribunal Federal (STF), porque há envolvidos com foro privilegiado.

Esse é um dos ralos em que escorria o dinheiro público. Mas existe mais denúncia, como a de um plano de saúde bancado pela Assembleia para deputados, ex-deputados e companhia.

Daí, é lógico, se sobra de um lado, falta do outro. O lado que mais precisa, o do povo, que fica sem saúde pública, educação e segurança, entre outros bens comuns.

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