segunda-feira, 25 de junho de 2018

Vida dura de endividamento

Foi-se o tempo que a saída era pendurar a conta na bodega da esquina até o fim do mês.

Hoje cartão de crédito é o escape de muita gente para sobreviver e manter seu padrão de vida. Um perigo, porque você usa e abusa, mas perde o controle e não sabe mais como sair dele.

A exorbitância dos juros cobrados quando o consumidor (ou consumidora) fica pendurado no rotativo torna-se impagável. Nenhuma medida, até aqui, foi tomada para resolver isso.

Na verdade, as novas regras do rotativo ainda são consideradas pouco atrativa para quase um terço da população consumidora que conhece as mudanças, entrevistadas por pesquisa recente do SPC (Serviço de Proteção ao Crédito) e CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas).

E o pior é que, essa mesma pesquisa, revela que um em cada cinco usuários do cartão de crédito (20%) utilizam tal meio de pagamento como extensão da própria renda. Desconfio de que esse percentual possa ser até maior.

Quer dizer, acabam recorrendo a esse tipo de crédito para continuar comprando quando o salário do mês acaba e, assim, adiar o pagamento, conforme constata a pesquisa.

É verdade, brasileiros e brasileiras, com a crise financeira que se instalou no Brasil, desemprego e perda de rendimentos, vivem mais de cartão de crédito e cheque especial do que do salário.

Marcela Kawauti, economista-chefe do SPC Brasil, no entanto, nos alerta: o grande perigo de achar que o cartão de crédito funciona como renda complementar é o endividamento.

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