terça-feira, 25 de setembro de 2018

O dever de casa

Por que é que o Ceará faz o dever de casa, mas o governo do Rio Grande do Norte não? Quando eu estive em Fortaleza, entre final de agosto e início de setembro, o Estado vizinho comemorava seu destaque nacional na educação básica em 2017.

Alcançara no ano passado ,6,2 pontos no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) com salto de 60%  sobre os 3,8 pontos obtidos em 2007. Conquista que se deu mesmo em situação adversa, enfrentando a crise financeira do país que afetou o setor público.

Além disso, o Ceará tinha um governo central, o atual do presidente Michel Temer, que não lhe era favorável. Lá o Estado é governado pelo petista Camilo Santana que, segundo pesquisas de intenção de votos, deve se reeleger para mais quatro anos.

Diferentemente do Rio Grande do Norte, que tendo à frente o governador Robinson Faria (PSD), recebia favores do governo Temer (MDB), até por ter apoiado o impeachment da presidente petista Dilma Rousseff na época em que o vice assumiu.

Foi um "ótimo desempenho do Ceará", destacou em editorial o jornal cearense Diário do Nordeste. No RN, entretanto, nada parece ter funcionado até hoje desde que Faria tomou as rédeas do Estado para si com promessas não cumpridas.

Nem na educação, nem na saúde, nem na segurança pública, que foi sua maior aposta antes de assumir o governo, Robinson Faria não fez o essencial que fosse do reconhecimento público. Ficou tudo pelo caminho sobre a justificativa da crise financeira que o atrapalhou.

Daí se explica por que Robinson recebe baixa aprovação e mesmo com a máquina administrava estadual nas mãos, não consegue decolar nas pesquisas de intenção de votos. Está sempre a correr atrás do segundo colocado nas pesquisas. E o tempo do jogo está terminando.

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