quinta-feira, 8 de agosto de 2013

E assim caminhamos!

Os assaltos em Natal transformaram-se numa peste. Por todo canto acontece assalto de dia ou de noite tanto faz. No ônibus, na clínica ou no barzinho, os "arrastões" acontecem.

Esta semana um cunhado meu estava com a mulher num barzinho, antes tido por tranquilo, aqui perto em Capim Macio, lá foi surpreendido por um assalto que levou do casal celulares e dinheiro.

Aliás, não só deles, como também de outros poucos clientes que estavam no local. Quer dizer, você não pode estar tranquilo em lugar nenhum. Até dentro de sua residência corre-se perigo.

Tudo isso está acontecendo depois que as drogas se espalharam e deram força para o aumento cada vez maior da criminalidade na Grande Natal. Está difícil viver seguro por aqui.

Estado vulnerável

Se a região metropolitana natalense já vive há algum tempo a insegurança urbana, imagine agora que agentes civis entraram em greve e delegacias de polícia estão sem funcionar!

Os assaltantes vindos das áreas dominadas pelo tráfico de drogas tomaram conta da cidade, enquanto o governo do Rio Grande do Norte se mostra impotente para manter o controle da violência.

É preciso trancar bem as portas de onde se está e não andar dando facilidades por aí, porque a situação é realmente de intranquilidade e neste momento não se tem nem onde registrar a ocorrência.

Caos na saúde pública

Na saúde pública estadual, outra greve, esta dos servidores estaduais, transformou a rede hospitalar que já não funcionava satisfatoriamente, num verdadeiro deus-nos-acuda.

Nada parece funcionar nos hospitais em Natal, salvo as urgências e emergências quando isso é possível o atendimento. A greve só piorou o quadro de crise feia do Estado potiguar.

Dias difíceis que vivemos aqui, enquanto o governo de Rosalba Ciarlini (DEM) prepara cortes no orçamento para tentar estancar o rombo em suas contas, o que só vai piorar mais os serviços públicos.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

A interdição da Casa do Estudante

De crise em crise casarão sobrevive
Fico imaginando em meio a tristes pensamentos, se documentos meus do passado, também não andam perdidos entre os de ex-estudantes que passaram pelo velho casarão da praça Coronel Lins Caldas, na Cidade Alta, aqui em Natal.

Pois sou um desses ex-estudantes que vindo do interior para estudar na capital, tive abrigo na Casa do Estudante de Natal nos distantes anos 60 para 70.

Tomo conhecimento pelos veículos noticiosos, que documentos foram perdidos em meio aos danos causados pelas chuvas deste ano.

A antiga instituição passa por mais uma de suas crises cíclicas, já que naquele tempo, não raro, a casa mergulhava também em sérias dificuldades.

Mas logo vinha o apoio do poder público em socorro e o resto ficava por nossa conta, uma vez que se trata de entidade autônoma, gerida por diretoria eleita entre os próprios residentes.

Não sei como é hoje, pois nunca mais andei por lá. Só sei que, no meu tempo, a Casa do Estudante era muito útil na hospedagem de estudantes que precisavam de uma morada para continuar os estudos.

Sem dúvida, de lá saíram excelentes doutores e grandes profissionais que se fizeram na vida para prestar serviços à sociedade e se integrarem ao meio social.

Ali se estudava seriamente mesmo em meio as carências encaradas como desafio por muitos de nós, cujos pais não tinham recursos para mandar mesadas ou qualquer forma de auxílio, senão o incentivo.

Hoje vejo que a casa parece abandonada e não sei se os propósitos, a disciplina e o esforço permanecem sendo os mesmos dos estudantes do passado. Espero que sim.

Pelas notícias, sabe-se que a Casa do Estudante está em vias de processo de interdição por conta da situação física precária em que se encontram suas condições nos dias de hoje.

Quando passo lá em frente à noite de carro, a caminho de algum afazer, sinto no ar o clima de abandono e a falta de sua fachada alegre que movimentava as noites de esporte na quadra ali em frente.

terça-feira, 6 de agosto de 2013

O medo de viver hoje

Talvez se não fosse o tráfico de drogas ilícitas ter se espalhado tão rapidamente por aí nos dias de hoje, aproveitando-se da ausência do Estado brasileiro, certamente a violência urbana ainda estaria sob controle.

Infelizmente é a insegurança das famílias que mais constatamos nos tempos atuais. Parece ser letra morta o que nos garante a Constituição em nossos direitos fundamentais.

Quero dizer, o direito ainda existe, mas não é garantido exatamente pela falta de controle sobre a violência crescente, cruel e assustadora, que grupos de extermínios promovem na periferia das cidades.

São comuns notícias de adolescentes, homens e até casais arrancados de suas casas nas caladas da noite ou madrugada para serem mortos cruelmente, sem qualquer chance de defesa.

Lares violados

É o tribunal do crime que executa friamente enquanto a sociedade dorme, está ausente e, é possível até, que nem tome conhecimento do que se passa, porque não se investiga, não se aponta autores das matanças.

Cadê o direito à inviolabilidade da casa, que pode ser dividido em duas partes: "durante a noite (das 18h às 6h), o lar é absolutamente inviolável e nele só se pode adentrar sem autorização do seu morador na configuração de três hipóteses, a saber, flagrante delito, desastre ou prestação de socorro".

E mais "durante o dia, além das três hipóteses, pode-se adentrar em residência alheia também por determinação judicial" – isso faz parte de um direito constitucional.

Quem deveria garantir é o Estado brasileiro, dando segurança a todos indistintamente. Só que hoje, entre as graves deficiências do poder público, predomina  exatamente a insegurança.

A criminalidade cresce no rastro do tráfico de drogas ilícitas e na falta de políticas sociais adequadas às áreas carentes. É difícil prever até aonde irá esse descalabro.

É assustador o que assistimos e que se passou a manifestar publicamente em forma de protesto de rua.   

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Em busca de boas notícias

Até que enfim, uma boa noticia para dar aqui, já que estamos saturados de notícias ruins no dia a dia.

Nos diz a informação que a expectativa de vida dos potiguares foi a que mais cresceu no Brasil entre 1980 e 2010. Que coisa boa para o RN!

E por que danado só estamos tomando conhecimento disso agora cerca de 30 anos depois?

Bem, em primeiro lugar é que noticia boa demora mais, não é como a ruim que logo se sabe. Segundo é que tal informação faz parte de estudo sobre Mortalidade por Sexo e Idade - Brasil, Grandes Regiões e Unidades da Federação - 2010, do IBGE.

Então, esse trabalho nos revela que a expectativa de vida no Brasil nesse período cresceu mais de 15 anos. Pois muito bem! E aí das Unidades da Federação o RN sobressai.

"A expectativa de vida no RN era de 58,2 anos em 1980 e passou para 74 anos em  2010" - diz a notícia do portal G1 da semana passada. Que pulo!

Notícia boa assim não costuma aparecer, se não fosse a situação difícil que vive o Estado, eu diria que aqui no Rio Grande do Norte vivemos num paraíso.

Afinal, é uma expectativa de vida acima da média nacional, que alcança 73,7 anos, e também superior a média do Nordeste que atinge 71,2 anos.

Sem bola de cristal

Corro os olhos pelas notícias do dia, em busca de perspectivas melhores para a semana que se inicia, em relação à crise aqui no RN do governo Rosalba Ciarlini (DEM).

Tudo para ver se não entro na lista do meu colega Canindé Soares dos "analistas de plantão" que torcem pelo "quanto pior melhor", segundo ele.

Nada ainda acho de animador. Quero dizer, nenhuma luz no fim do túnel que parece longo.

Mas, quem sabe, se os deputados estaduais aliados da governadora começarem a sair do seu casulo!... 

domingo, 4 de agosto de 2013

Tempo de notícias ruins

Governadora Rosalba: tentativa de desatar o nó
Vou à revistaria de um supermercado em busca de boas novidades, mas só leio manchetes com notícias ruins. A pisada é a mesma no noticiário aqui e alhures, como costuma dizer a crônica social. Nos jornais locais, os espaços nobres da primeira página são ocupados pela crise do governo Rosalba Ciarlini (DEM) atolado em muitas dificuldades em que nada  funciona bem nos serviços públicos do Rio Grande do Norte. É tudo de mal a pior: saúde pública, educação e segurança no Estado. Estou assustado com tanta notícia ruim ao mesmo tempo, numa avalanche que parece estar levando de roldão todo o RN. Os cortes de pouco mais de 10% do orçamento que o governo potiguar anuncia para equilibrar o rombo de suas contas, atingindo quase 700 milhões de reais de contenção, é realmente pavoroso. Ora, se a coisa já não vai bem muito antes da tesoura de Rosalba entrar em cena, imagine daqui para frente com esses cortes da costura rosalbista! O Estado vai parar! Tento mudar de assunto quando escrevo e não consigo.

sábado, 3 de agosto de 2013

Infantilidade de Rosalba

Parece uma certa infantilidade da governadora do RN, Rosalba Ciarlini (DEM) de afrontar os poderes (Tribunal de Justiça do Estado, Ministério Público Estadual, Tribunal de Contas e Assembleia Legislativa) para só depois chamar para o diálogo.

Não seria melhor ter antes refletido diante da crise financeira do Estado e tentado conversar com os dirigentes desses poderes? É o caminho mais lógico de quem pensa primeiro para depois agir.

Adianta você sujar uma água que vai beber dela, para depois chamar o outro para limpar? Ou como se diz, sabiamente, por aí, cuspir no prato que vai comer!

Só agora toma-se conhecimento do desejo da governadora de dialogar com os poderes que sofreram cortes profundos em seus orçamentos comprometidos e foram tratados "desrespeitosamente", segundo o presidente do Tribunal de Justiça do Estado/RN, desembargador Aderson Silvino, em nota.

TRAGÉDIA DA PANDEMIA

Com cerca de 300 mil mortos no Brasil pelo coronavírus, e um recorde em 24 horas de mais de 3.000 óbitos, a pandemia se tornou uma tragédia ...

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