sexta-feira, 8 de setembro de 2017

GOVERNO Robinson encrencado

O governo Robinson Faria (PSD/RN) está acuado. Como se já não bastassem as dificuldades que vem tendo desde o início da gestão, caminhando para fechar os três anos, sem dinheiro sequer para pagar salários em dia, o pior lhe acontece agora.

No âmbito nacional, o STF (Supremo Tribunal Federal) abriu inquérito contra Robinson e seu filho, o deputado federal Fábio Faria (PSD) para investigar prática de corrupção delatada. Enquanto no plano estadual, o governador potiguar Robinson Faria foi proibido pelo Tribunal de Constas do Estado (TCE) de lançar mão do fundo previdenciário estadual para pagar salários atrasados de aposentados e pensionistas.

Tem mais, pois, os R$ 25 milhões que seu governo conseguiu em aprovação da Assembleia Legislativa do Estado para cobrir o rombo da folha em agosto, terá que ser devolvido em trinta dias. Esse dinheiro se soma ao que sua gestão já havia usado antes com idêntica finalidade. Imaginem aí o tamanho da encrenca para um governo que sequer conseguiu deslanchar com obras.

E não é só. No seu Estado, o Rio Grande do Norte, o governador Robinson Faria é alvo de denúncia grave em operação do Ministério Público Estadual, sob suspeita de ter criado uma folha de pagamento de "funcionários fantasmas" na Assembleia Legislativa do RN, quando ainda era presidente da Casa. Por tudo isso e se mais não tiver, a situação de Robinson é bastante feia.

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

COMBUSTÍVEIS A alta sem inflação

Havia um tempo em que bastava algum aumento de gasolina para a inflação disparar. Agora sobe gasolina várias vezes, diesel, botijão de gás de cozinha e o escambau, mas o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que mede a inflação oficial, se mantém manso que é uma beleza.

Está aí o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nos dizendo que a inflação recuou em agosto e em 12 meses é a menor em 18 anos. Que bom se olharmos apenas para esse índice oficial. O diabo que na vida real brasileiros e brasileiras sentem logo no bolso que não é bem assim.

Todo mundo está a reclamar os aumentos dos combustíveis, que agora acontecem quase todo santo dia, com essa nova política de preços inaugurada pela Petrobras. São motoristas que vão as bombas, donas de casa, o chefe de família e quem mais você imaginar.

E por que danado esse custo de vida não reflete na inflação? Parece até milagre econômico. No entanto estudiosos da matéria andam a dizer que o IPCA se manteve calmo, porque os preços do quesito alimentação colaboraram e não tiveram alta.

Esses alimentos (como feijão carioca, tomate, açúcar e leite longa vida) até baixaram com a safra no campo considerada um recorde, e o setor do agronegócio foi assim a salvação da lavoura. Daí, por enquanto, estamos todos salvos do disparo da inflação. Até quando vão segurar o IPCA eu não sei.

Só sei que a gasolina, o diesel dos caminhões, o gás de cozinha vão continuar a trajetória de preço rumo ao infinito, porque a Petrobras quer logo tirar seu prejuízo com a defasagem de preços em relação ao mercado internacional. Ainda bem que não é o prejuízo da roubalheira – ou é também?

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

VIVER Os tempos mudam hábitos

Antes eram as leituras de jornais impressos e revistas que entretinham quando se esperava nas clínicas médicas ou de exames. Hoje esse hábito mudou quase que totalmente para o telefone celular.  E assim vamos!

Todo mundo está de olho é no visor do Smartphone ou Iphone enquanto espera ser chamado. Ou aguarda por alguém que esteja acompanhando naquele momento. Os jornais de papel e revistas ficam esquecidos num canto.

A conversa pela rede social se tornou mais interessante do que mesmo a presencial com quem esteja ao lado, que pode também estar voltada para algum entretenimento virtual.

Poderá ser pelo WhatsApp, Facebook, Twitter, Instagram ou outra rede qualquer, quando não se está é mesmo ligado pelo telefone em conversas demoradas, passando as horas do dia e esquecido deste mundo.

Já vi gente quase sendo atropelada de celular no ouvido, sem dar a mínima de atenção para o trânsito. Às vezes está mesmo é com aqueles fones de ouvidos a escutar boas músicas.

Outro dia vi passar por mim, quando ia em minha caminhada, um moço que dava mais atenção ao celular, de tão absorto, do que mesmo à direção do carro que estava sob sua responsabilidade.

Parece não ter multa que faça motoristas deixarem de lado por um instante seu aparelho celular. Virou mania perigosa, que põe em risco a própria pessoa e aos outros.

Esse mundo digital está deixando as pessoas mais e mais distraídas. Já cheguei a pensar que alguém que estava próximo a mim, ou que passava por mim estivesse falando sozinha.

Era não. Verificando bem, antes de soltar aquela pergunta (– Ei, tá falando comigo?) e receber  uma negativa, percebo a tempo que a pessoa de foninhos atolados nos ouvidos está a falar no celular, com alguém do outro lado da linha. Que vexame ia passar!

Tenho que me acostumar com esse mundo, porque senão daqui a pouco quem vai passar por doido sou eu. Assim segue a humanidade.

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

JUSTIÇA Condenação à brasileira

Sinceramente, desculpem eu não entender. Fiquei pensando cá com meus botões, quantas e quantos brasileiros estão condenados hoje no Brasil por terem sidos aposentados!

Isso se é mesmo que uma aposentadoria precoce, quer dizer antes do tempo, possa ser encarada como forma de condenação e não como benefício antecipado que se tenha direito.

Esse meu resmungo veio a propósito da notícia que estampava:"Juiz envolvido em venda de sentenças no RN é condenado à aposentadoria".

Corri ao dicionário para verificar se eu não estava entendendo o significado de condenação. Mas estava lá: "Condenação: julgamento que condena alguém a uma pena."

Então, ora, se alguém é aposentado compulsoriamente mesmo contra o seu querer, não pode ser entendido como punição. Talvez um benefício a contragosto, a receber antecipadamente.

É o caso do juiz potiguar José Dantas de Lira, que assim decidiu o Conselho Nacional de Justiça pelo fato do tal magistrado ter se metido com um esquema de venda de decisões judiciais.

Pois bem, sabe quanto ele recebe pela tal aposentadoria? Quase R$ 30 mil ao mês – R$ 28.947,56. Coisa que ele achou pouco, certamente, e por isso se envolveu nessa enrascada.

José Dantas atuava na 1ª Vara Cível da Comarca de Ceará Mirim, na Grande Natal.

Condenação mesmo, na verdade, seria se o magistrado tivesse perdido seu salário ou pelo menos reduzido pela metade ou uma parte significativa.

No mesmo espaço tem a notícia de outro condenado. O desembargador aposentado Francisco Barros Dias, que atuou no Tribunal Regional Federal da 5ª Região, em Recife.

Este também por ter se envolvido em falcatrua, e mesmo depois de ter se aposentado continuou a fazer das suas como advogado, conforme a investigação conta. Daí terminou preso agora.

O desembargador participava de um grupo que explorava a compra e venda de votos em sentenças no TRF, de acordo com  a notícia do portal G1. Outro também condenado com aposentadoria.

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

ALIMENTAÇÃO Cada semana mais cara

Mesmo com a inflação em baixa, como se alardeia por aí na mídia nacional, a alimentação é um dos itens mais caros hoje em dia do custo de vida. Basta ir ao supermercado toda semana para constatar.

O queijo mussarela, por exemplo, que na semana anterior ainda estava de R$ 25 o quilo fatiado, nesta última já encontrei custando mais de R$ 27 no mesmo supermercado que sempre vou. Não sei se a marca era a mesma, mas o queijo que estava lá, era sim, mais caro quase R$ 3,00.

Francamente, é preciso muita fé para acreditar que os preços do custo de vida estão baixando ou pelo menos se mantendo estáveis. Pode até ser, alguns itens aferidos pela inflação oficial.

Mas chega a um ponto, neste Brasil suspeito de tudo, que já não se acredita em quase nada do que  oficialmente se divulga. Olha-se sempre com uma ponta de desconfiança.

A corrupção desenfreada dos políticos e empresários, os interesses escusos, manipulação da opinião pública, tudo isso vai nos deixando desconfiados e até traumatizados.

Sei que não se pode viver assim pessimista, pois existem ainda instituições sérias, pessoas de bem e trabalhos honestos, mas na vida nacional de hoje é preciso questionar. Manter cautela. Precaver-se.

Aliás, no supermercado não vejo ninguém comemorando a redução da inflação. Muito pelo contrário, pois ando pra lá e pra cá e sinto que as pessoas permanecem reclamando dos preços. Há, vez por outra, promoções temporárias.

É possível mesmo que com aumento da gasolina e do diesel, num país em que quase tudo é transportado por via rodoviária, esta realidade não atinja o custo de vida? Sei não!...
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Fatos e Notas: VIVER Coisas do custo de vida: Dizem na mídia que a inflação está baixando. Pra ser sincero, nem sei como tecnicamente é aferido o índice. Sei que são levados em conta ...

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

LEMBRANÇAS Só as boas nos interessa

Começo a semana deixando de lado questões políticas, econômicas e sociais. É para reviver um pouco o passado da vida pessoal. Arrisco sem saber se sei dissertar nesse campo. Mas vou tentar!

Há coisas que vivemos, passamos e talvez nunca mais voltaremos a vivê-las, pelo menos do mesmo modo. Boas ou ruins se foram, só nos resta a lembrança.

É certo que os momentos bons, as lembranças nos traz de volta; já os que não nos agradou, tentamos enterrá-los em nossa memória, espécie de arquivo morto, que não interessa revirá-lo.

Digo isso ao lembrar das minhas idas à cidade de Jundiaí (foto), São Paulo, que faz um ano da última que estive por lá. Era um mês de inverno, julho de 2016, de muito frio para os padrões daqui do Nordeste.

Ia eu e minha mulher Francisca das Chagas (Chaguinha). Passávamos semanas em nossas viagens de visita ao nosso filho Lívio S. Costa que fazia residência médica. Terminada a especialização, ele se mudou para Fortaleza-CE, por opção pessoal e profissional.

Fiquei com saudades de Jundiaí, onde mora um casal conterrâneo amigo, Geraldo Magela/Geozenira, que nos fez companhia em nossas saídas para nos divertirmos, fosse de dia ou de noite. Temos, inclusive, convite deles para voltarmos lá.

O certo é que o tempo passa e vez por outra boas lembranças nos batem. Dias em que eu descia e subia ladeiras, protegendo-me contra o frio, a caminho do shopping mais próximo. Era a hora da visita à livraria e depois tomar um ou dois chopes para entretimento.

Pelas ruazinhas tranquilas de Jundiaí, lá ia eu, várias vezes sozinho. Recordações nada especiais. Coisas simples, modestas e sem detalhes vaidosos.

Talvez o que mais me fez gostar de Jundiaí, uma cidade dormitório da capital São Paulo, é a tranquilidade com que se pode caminhar por suas ruas e praças. Podermos tomar um ônibus para destinos curtos a qualquer ponto urbano.

Uma criminalidade, que apesar de ser cidade brasileira, não tem nível alarmante de crimes em áreas centrais e nobres. O transito é calmo, a despeito de que o município tem uma população em torno de 400 mil habitantes, e está a 57,7 km de distância da capital.

É o 15º município paulista mais populoso e o 7º maior fora da Grande São Paulo. É também o 7º mais rico do Estado e exibe um índice de desenvolvimento humano alto de 0,822, que eleva a cidade à 11ª melhor posição do Brasil e a 4ª melhor do Estado de SP.

Experimentar uma qualidade de vida assim é viver melhor sem dúvida. O Brasil tem muito a nos mostrar e que ainda não conhecemos para valorizar, sem precisar sair do nosso território.

TRAGÉDIA DA PANDEMIA

Com cerca de 300 mil mortos no Brasil pelo coronavírus, e um recorde em 24 horas de mais de 3.000 óbitos, a pandemia se tornou uma tragédia ...

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