quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Bancos permanecem sem limites

Por mais que o governo Michel Temer e seu ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, esforcem-se para mostrar que a taxa básica de juros Selic anda em seu patamar histórico mais baixo, 6,75% ao ano, tal animação e alegria não chegam aos clientes de bancos.

Além das taxas do cheque especial e dos cartões de crédito, até outras taxas de serviços bancários sobem um absurdo para se manter, a exemplo de uma simples conta no banco para receber o salário. Como se pode dizer que a economia está melhor desse jeito?

As taxas do cheque especial e dos cartões de crédito andam nas alturas como sempre, para lá de 300% ao ano, é como se nada tivesse acontecendo na política econômica do governo. Quem manda no mercado são os bancos que fazem o que bem querem.

Em lugar nenhum do mundo é assim, mas aqui no Brasil tem sido como esses donos do dinheiro entendem e nenhum governo limita esse abuso de lucros astronômicos. Os banqueiros passam ao largo de qualquer crise econômica, que chova ou faça sol.

O ministro Meirelles, que quer ser candidato a presidente da República, e é um representante dos banqueiros no Poder, acha que fez milagres na economia brasileira. Enche a boca para dizer que a economia vai de vento em popa e estamos no melhor dos mundos.

Henrique Meirelles, sem dúvida, teria meu voto se ele fizesse alguma coisa para tornar decente, civilizadas e justas, as taxas dos bancos que ele defende. Não fez nada até aqui nesse sentido e nem fará, porque não é essa sua missão em favor do Senhor Mercado para ter apoio.

Por que tem de ser assim no Brasil? Cada um defendendo apenas seus interesses egoístas e ninguém se importando com o país propriamente dito? Falta a nação aprender a votar e ter vergonha, não se deixando enganar pelos falsos profetas.

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Opinião pública espantada

A notícia estampa: "Soltura de traficantes obedeceu a lei", segundo a Associação dos Magistrados do Rio Grande do Norte (Amarn). Com todo respeito à entidade, podemos questionar: que diabo de lei é essa? A polícia prende traficantes de drogas nocivas e o juiz solta? Fato ocorrido aqui em Natal.

É realmente um espanto e não entendido pela população leiga já que aqui no Brasil, como em outras parte do mundo, o tráfico de drogas é crime e combatido também por lei. Estamos portanto diante de uma contradição de leis e o juiz prefere seguir o bê-a-bá da cartilha dele.

Um espanto para a opinião pública que não entende este país e suas leis. E não é mesmo para entender tamanho absurdo. Ora bolas! Se for mesmo para soltar criminosos diante de qualquer brecha que a lei permite, por que então combater o tráfico de drogas?

O Brasil tem que se decidir por qual caminho seguir. As instituições precisam caminhar juntas para dar respostas à sociedade, e não deixar a impressão que uma está contra a outra. É o prenda e solta tão comum hoje em dia que se fala tanto por aí. O trabalho das polícias desmanchado pela Justiça.

Assim é enxugar gelo, como diz provérbio popular. É o Brasil de gritantes contradições. 

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

A reforma da Previdência barrada

Estava na cara de que a reforma da Previdência pretendida pelo governo Michel Temer e sua trinca seria barrada no Congresso. Não deu em outra e os reformistas mudaram de prioridade, optando pela intervenção federal na segurança pública do Rio, um tema de apelo popular e menos indigesto.

Agora a reforma fica para o próximo governo a partir de janeiro de 2019, caso não haja contratempo que impeça as eleições de outubro deste ano. Isso porque em política a dinâmica é imprevisível e quem está no poder quer se manter a qualquer custo. Tomara que tudo siga o curso normal sem golpe.

Contudo, Temer não desistiu de ele mesmo fazer a reforma previdenciária mais adiante, e vai forçar a barra, candidatando-se à reeleição, apesar de sua impopularidade, agarrado à bandeira da segurança. Diante da derrota da Previdência é uma saída de mestre. Vamos ver se vinga.

O fato é que a reforma, por enquanto, foi deixada de lado, mas o Brasil permanece o mesmo e não veio abaixo como previam as profecias catastróficas influenciadas pela mídia nacional. Até o  manipulado mercado financeiro está quietinho sem reações. Engoliu em seco e não esperneou. 

Governo e mercado quando lutam pelos seus interesses são assim. O mesmo alarde se deu quando queriam ressuscitar a CPMF – Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira. Lembram? Pois sim, o Brasil continuou o mesmo, apesar de não conseguirem voltar com a CPMF.

E assim segue-se em frente em busca de acertar o passo, seja na saúde (sem CPMF), seja na Previdência (sem reforma), seja na segurança com intervenção.

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Intervenção e efeitos no país

A que ponto nós chegamos na escalada da violência urbana no Brasil. Há hoje uma notícia dando conta que criminalidade impede Correios de chegar a quase metade do Rio. O Rio de Janeiro é o ícone maior desse descalabro que as capitais e seu entorno vivem hoje em dia. Essa intervenção federal no Rio pode ter efeitos negativos nos Estados vizinhos como Minas Gerais, São Paulo e Espírito Santo. Mas também outros mais distantes, como até mesmo o Rio Grande do Norte e Ceará com suas fragilidades na segurança pública, aliás, o que já tem demonstrado o infiltramento dessas organizações criminosas que tomaram conta do país. Podemos ser uma vítima da ação federal no Rio? Sim, sem dúvida, se medidas paralelas não forem tomadas em tempo hábil e acertadas.

Fonte:  Criminalidade veta Correios em quase metade do Rio

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Carnaval com menos homicídios

Até que deu para respirar aliviado. Refiro-me à notícia de que aqui no Rio Grande do Norte se registrou uma redução de 20% no número de assassinatos durante o Carnaval, no período que vai da sexta-feira até quarta-feira à noite. Em torno de 39 a 40 mortes, conforme registros oficiais. No Carnaval de 2017 foram 50 homicídios.

O mesmo não se pode dizer do Rio de Janeiro onde a violência permanece assustadora e fora de controle, no cotidiano da capital fluminense e região metropolitana. O Rio está sufocado pela criminalidade crescente seja no Carnaval, seja no seu dia a dia da vida normal.

É apavorante o que as vitimas desse caos urbano contam pela mídia. Ninguém parece escapar do trauma, more onde morar na cidade, enquanto a polícia fica tonta sem saber para onde ir. Aliás, uma polícia pouco confiável pelo que se houve contar no noticiário.

O governo Michel Temer não prioriza o combate à criminalidade, que há muito tempo deixou de ser questão localizada em cidades brasileiras, mas virou uma preocupação nacional. Temer só tem olhos para o que é de seu interesse político e de sua trinca. Nada mais. O resto ele finge dar atenção.

Hoje a violência urbana com o narcotráfico dominando até nas cidades interioranas do país, não pode ficar sob a responsabilidade apenas dos Estados sem condições de arcar com o problema. É caso para ser pensado pelos três poderes nas esferas federal, estadual e municipal.

Mas quem pensa assim? E segue-se tocando a vida e deixando ao deus-dará esses problemas.

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Obsessão de Temer

Enquanto o Brasil cresce em violência e criminalidade trazendo insegurança para a população, o presidente Michel Temer torna-se obsessivo na ideia fixa da reforma da Previdência. Seus aliados, com exceções, nem tanto. A não ser os que querem bajular o Poder insistem no tema.

Só Deus sabe por que tamanha obsessão do presidente Temer, em querer enfiar na goela de todos nós essa reforma já  desfigurada e sem credibilidade, em vez de deixar o tema para o próximo governante do país, a sair das urnas de outubro deste ano. Reforma que não tem votos suficiente.

Acho até que a próxima internação hospitalar do presidente Temer vai ser caso de psiquiatria. O homem enlouquecerá se não fizer essa reforma da cabeça dele e sua trinca. Você acredita mesmo que é só para salvar a Previdência no futuro? Me engana que eu gosto.

Por que não cuidar da insegurança nacional no combate contra o narcotráfico que está levando o Rio a uma verdadeira guerra com envolvimento das Forças Armadas? Onde inocentes e indefesos perdem vidas. Não é só a região do Rio de Janeiro que vive o terror desse desastre social brasileiro.

Outras capitais e Estados passam por semelhante situação, inclusive aqui no Nordeste, onde as Forças Armadas já se fez presente várias vezes para ajudar os Estados em crise com relação à segurança pública. No entanto, a prioridade de Temer permanece sendo a reforma previdenciária.

É só isso e somente isso, a reforma da Previdência, apoiada por uma mídia nacional comprada com cotas publicitárias e, certamente, outras negociatas que não vieram ainda a público, como a sonegação empresarial fiscal.

Não duvide, porque por trás desse angu tem caroço grande.

Agora é esperar o Carnaval passar, terminar fevereiro, passar as eleições e talvez, em novembro, o tema da reforma previdenciária ainda vai ser ressuscitado por alguns teimosos, que mesmo sem chance, vão tentar trazer o angu à pauta da Câmara dos Deputados. Rogai por nós!

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Com cerca de 300 mil mortos no Brasil pelo coronavírus, e um recorde em 24 horas de mais de 3.000 óbitos, a pandemia se tornou uma tragédia ...

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