quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

O Brasil do atraso

Desde que o mundo é mundo vejo falar em arrocho fiscal, como esse que o governo de Dilma Rousseff (PT) faz agora para equilibrar as contas de erros do passado recente. Mas isso, na verdade, nunca adiantou muito porque nada mudou no nosso Brasil por conta da velha política.

Como já disse algumas vezes, meu pessimismo vem da desconfiança na política viciada que se pratica por aqui. É sempre assim: o país dá um passo para frente e dois para trás. Basta vir a próxima campanha política e tudo voltará ao que era antes. Não adianta negar. Foi desse jeito e continua sendo ainda.

Já li que a presidente Dilma Rousseff disse que o ajuste fiscal agora anunciado pelo ministro "mãos de tesoura",  Joaquim Levy, vai ser de dois anos. Para um bom entendedor bastam poucas palavras. Isso significa metade do segundo mandato da presidente Dilma.

Pois bem, sabe para que vão ser os outros dois anos de fim de governo, para trabalhar a campanha de eleger o sucessor e manter o projeto de poder do PT, partido que a esta altura já estará com 16 anos no governo. E aí se afrouxa tudo outra vez, cometendo os mesmos erros, gastos e bondades com o dinheiro público.

Tudo pelo poder, pelas ambições políticas individuais e partidárias, esquecendo-se o bem comum pela  nação, o desenvolvimento do país e o equilíbrio fiscal. É dessa forma que se comporta a velha politicagem, já tão conhecida país afora e que tanto se promete mudar para melhor.

Nos dois anos finais deste mandato presidencial, nós vamos todos assistir ao  mesmo filme. A taxa de juro deixa de subir, começa a cair, o crédito ao consumidor passa a ser farto, as promessas mirabolantes entram no discurso mentiroso, e por aí deveremos caminhar outra vez.

É esse o Brasil de um pra lá e dois pra cá. Esse ritmo já aprendemos de outros carnavais – ou não?

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