sexta-feira, 5 de maio de 2017

À MERCÊ DA BANDIDAGEM

Uma paranoia toma conta das conversas: a insegurança. Nestes tempos de pouca polícia e muita bandidagem, cada roda de conversa tem gente que diz ter sido assaltada ou conhece alguém que foi vitima. Ainda bem que escapou, porque outras vítimas não têm tido a mesma sorte. Em assaltos, arrastões e homicídios, pode-se afirmar que Natal, capital deste Rio Grande do Norte, hoje está se rivalizando nesse quesito com o Rio de Janeiro. A marca de homicídios só este ano  – estamos iniciando maio – chega ao incrível patamar numérico de mais de 800 casos notificados. Todo dia, essa estatística aumenta na escalada da violência.

A sensação é que governo Robinson Faria (PSD) do Rio Grande do Norte fracassa em sua principal bandeira de campanha, que propôs ser o "governador da segurança".  No entanto, enfrenta em seus quase dois anos e meio de gestão pública o pior descalabro da criminalidade. O avanço desse recorde indesejável espalha-se por todo o território potiguar, desde a capital até os menores municípios potiguares, antes considerados cidades de zero ou baixa estatística de crimes.

Tenho impressão que Natal passou a ser uma daquelas cidades do faroeste americano: uma cidade sem lei. Os crimes se espalham desde bairros da periferia até áreas nobres, antes regiões urbanas respeitadas e tranquilas. Como numa situação de guerra surda em seu cotidiano, assaltos e homicídios ocorrem em toda parte, criando clima de insegurança sem hora marcada.

No dia a dia, é um crime ali, outro acolá, desafiando as forças de segurança pública, que defasadas em seus efetivos militar e civil, um Estado quebrado ou quase isso, não têm como conter o crime nem mesmo na capital, imagine em cidades menores do interior.

E qual o motivo de tanta violência e  criminalidade crescente no Estado? Ora, falta de investimentos ao longo do tempo por governos que se sucederam, e de ações preventivas numa área vital como a da segurança, assim como hoje também acontece em outras áreas não menos importantes a exemplo da saúde e da educação. Ou pelo menos não foram feitos os investimentos necessários.

Duas facções criminosas que lidam com o tráfico de drogas ilícitas infernizam o Estado, que seriam o Sindicato do Crime do RN, criada aqui mesmo, e o PCC (Primeiro Comando da Capital) originária de São Paulo, de acordo com  autoridades locais da segurança, em reportagem do jornal Tribuna do Norte. As duas disputam o território potiguar. São elas que espalham o terror por intermédio de seus exércitos de traficantes e filiados.

Está difícil a vidinha pacata para os natalenses, assim como para todo o povo potiguar, que clama por segurança. Nota-se que a questão da insegurança, hoje é problema nacional, pois a exemplo do Rio de Janeiro, antes cidade maravilhosa, a criminalidade cresce assustadoramente nas grandes cidades brasileiras e se propaga pelas menores. Desafio para ser combatido pelo governo central e Estados.

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