sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Juros que envergonham

Quem diria que o governo do PT, com a presidente Dilma Rousseff, chegaria a praticar a taxa de juros que envergonha agiota americano. Pois é, está lá a notícia no New York Times (NYT), transmitida pelo website do jornal Estadão: "Juros do Brasil fazem agiota americano sentir vergonha".

Logo a presidente Dilma Rousseff que entrou no governo brasileiro para o primeiro mandato prometendo baixar os juros a taxas de países civilizados. Até que ensaiou tal propósito nos primeiros anos, depois a política econômico de sua gestão desandou e hoje temos um dos juros mais altos do planeta.

São juros em que a taxa básica Selic, que regula o mercado financeiro, já se aproxima do patamar de 12% ao ano – no último aumento, nesta quarta-feira (4), subiu mais meio ponto percentual, elevando de 11,25% para os descabidos 11,75%. E pode vir mais aumento de juros pela frente.

Afinal, parece ser só essa a política econômica que o Banco Central sabe praticar para combater a alta da inflação no país. Nesse ritmo, chegaremos na próxima reunião do Comitê de Política Monetária aos 12% ou mais do que isso. Outras medidas parecem difíceis, como o corte de gastos do governo.

Minha gente, os cartões de crédito cobram mais de 240% ao ano; e empréstimos bancários já ultrapassam os 100%. Essa política só está boa mesmo para banqueiros e donos de grandes capitais que investem no mercado financeiro para ganhar mais com esses juros exorbitantes.

O discurso da presidente Dilma Rousseff (PT) para sua reeleição foi enganoso. A essa altura a quem vamos reclamar dessas taxas, se o BC oficializa a agiotagem? Aos Procons da vida? Não. O Brasil é sempre assim: um passo pra frente, dois para trás e lá vamos nós descendo ladeira.

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